O método criado por Maria Ieda Monteiro, apresentado no Smart Money da BMC News, promete atacar duas dores recorrentes do empresário, solidão e comunicação falha com o time, por meio de mesas presenciais de conselho entre pares, baseadas no método M.E.T.A. e com ticket anual de R$ 50 mil por participante.
O modelo, já testado em Belém do Pará e em expansão para São Paulo, combina desenvolvimento em comunicação executiva, inteligência emocional e apoio na tomada de decisão com a lógica de comunidade fechada de empresários, na qual cada participante entra após curadoria e passa por um encontro de experiência antes de aderir ao programa completo.
O que é o programa de comunicação executiva apresentado no Smart Money?
No episódio do Smart Money, da BMC News, João Kepler recebe a empresária Maria Ieda Monteiro, fundadora do negócio citado como Meta Executive Society/Meta Comunicação 360. Ela descreve o produto como um programa de desenvolvimento para empresários e executivos focado em comunicação executiva e em um ambiente de troca estruturada entre pares.
O formato central é uma mesa presencial em que um grupo de empresários se reúne periodicamente com dois mentores convidados, além de Ieda e de seu sócio, o ator premiado Mateus Fagundes. A dinâmica funciona como uma espécie de mesa de conselho ou hot seat: cada participante leva suas dores concretas de negócio para discussão, recebe questionamentos e sugestões e trabalha a forma de comunicar decisões de volta ao time.
Ieda afirma que não se trata de um curso de oratória tradicional, mas de um espaço para tratar a solidão do empresário e a dificuldade de comunicação com áreas como vendas, marketing e financeiro, com o objetivo declarado de reduzir dinheiro e ROI “deixados na mesa”.
Como funciona o método M.E.T.A. na prática?
O programa usa uma metodologia própria chamada M.E.T.A., sigla para Mente, Emoção, Transformação e Ação. No episódio, Ieda detalha principalmente o primeiro componente, “Mente”, apresentado como a visão do empresário 360 graus, que integra vida pessoal, família, negócios e relações.
A lógica, segundo ela, é que decisões estratégicas não podem ser dissociadas de fatores pessoais e emocionais. Por isso, o programa inclui momentos específicos para cuidar de mente e corpo, como um encontro citado no vídeo com o nome de “Elnes”, em que os empresários deixam o celular de lado e participam de atividades presenciais em parceria com o Clube 310, que oferece, por exemplo, quadras de pickleball.
O objetivo declarado da metodologia é ajudar o líder a:
– organizar pensamentos antes de comunicar metas e decisões;
– controlar a emoção em situações de pressão;
– transformar essa reflexão em ação concreta dentro da empresa.
Ao longo do episódio, os conselheiros lembram situações em que perderam negócios por falhas de comunicação em reuniões e ressaltam que, na prática, o que conta não é o que o empresário fala, mas o que o outro entende.
Quanto custa participar e qual é o modelo de turma?
Segundo Ieda, o programa padrão tem duração de um ano, com opção de versões de seis meses. O ticket informado para o plano anual é de R$ 50.000 por participante.
Em Belém do Pará, onde o modelo foi iniciado, há atualmente um grupo de 20 participantes. Em São Paulo, a expansão está em curso, com duas mesas de apresentação já realizadas, uma com 16 participantes e outra com 10, resultando em 12 membros efetivos até o momento da gravação.
A comparação a seguir resume os números citados no programa:
| Local / Formato | Situação descrita no episódio |
|---|---|
| Belém do Pará | 1 grupo com 20 participantes ativos |
| São Paulo, mesas iniciais | 1ª mesa com 16 pessoas, 2ª mesa com 10, resultando em 12 efetivos |
| Duração padrão | Programa de 1 ano, com opção de versão de 6 meses |
| Ticket informado | R$ 50.000 por participante ao ano |
Cada novo empresário passa por um encontro de experiência antes de decidir se entra no programa longo. A seleção é feita por curadoria, com o critério declarado de aceitar perfis que “tenham sangue no olho” e estejam dispostos a crescer e ir para o próximo nível.
Como a Meta pretende escalar o modelo para São Paulo e o Brasil?
A principal pergunta que Ieda leva à mesa do Smart Money é justamente como tornar a empresa escalável. Ela relata que o case em Belém já está rodando, com boa margem típica de negócios de educação, e busca caminhos para replicar a operação em São Paulo e em outras praças.
Em São Paulo, os encontros vêm ocorrendo com apoio de infraestrutura da XP, utilizando o auditório da casa, e com parte das atividades feita no Clube 310. Para escalar, os conselheiros sugerem alguns eixos:
– Comunicação mais clara da proposta: Mário Nogueira aponta que, ao se apresentar apenas como quem “melhora a comunicação do empresário”, Ieda não traduz todo o escopo de inteligência emocional, tomada de decisão e apoio de conselho que o programa oferece.
– Prova social e casos de transformação: Eric Nunes cobra que a Meta mostre, de forma concreta, como a comunicação dos participantes mudou e quais portas se abriram depois do programa.
– Comunidade como motor de expansão: João Kepler enxerga a força da marca na palavra “Society” e defende que o crescimento venha de uma comunidade de empresários que queiram permanecer com seus pares, indicando novos membros e criando grupos em diferentes cidades.
– Modelos de réplica: Mário sugere alternativas como franquias ou sócios-operadores em cada estado, desde que o método esteja consolidado e seja capaz de gerar retorno percebido para quem paga o ticket.
A discussão converge para um ponto: sem uma narrativa clara de valor entregue e ROI percebido, escalar para além de Belém e São Paulo tende a ser mais difícil, sobretudo considerando o preço informado por participante.
Quais são os riscos e limitações para o empresário que avalia esse tipo de solução?
Uma parte menos confortável da equação é o que o empresário não recebe automaticamente ao entrar em um programa desse tipo.
Pelos dados apresentados no episódio:
– Não há garantia contratual de ROI financeiro detalhada na conversa, apenas o argumento de que melhor comunicação e decisões mais assertivas tendem a reduzir perdas e oportunidades desperdiçadas.
– O programa não é um curso técnico de gestão, finanças ou vendas, mas um espaço de discussão entre pares guiado por mentores, com foco em comunicação e clareza de decisão.
– A curadoria é seletiva, o que significa que o empresário pode não ser aceito de imediato na comunidade, mesmo desejando participar.
– O ticket anual citado, de R$ 50 mil, coloca o produto entre as ofertas de alto valor de educação executiva, o que exige do empresário uma análise rigorosa de custo de oportunidade em relação a outras formações e consultorias.
Além disso, a própria Ieda admite no programa que ainda sente dificuldade para empacotar e comunicar claramente tudo o que a Meta entrega. Para quem observa de fora, isso significa que o entendimento do produto ainda depende bastante de conversas diretas e de vivenciar o encontro de experiência.
Como comparar programas de comunicação executiva e mesas de conselho?
Para o empresário que avalia esse tipo de oferta, o episódio do Smart Money sugere alguns critérios práticos de comparação, sem recomendação específica de produto:
1. Clareza da proposta pergunte exatamente o que é entregue, com que frequência, em que formato e com quais objetivos mensuráveis.
2. Perfil dos participantes entenda se você estará ao lado de pares com desafios de porte e complexidade semelhantes aos seus.
3. Qualificação dos mentores verifique a experiência real de quem conduz a mesa, inclusive em tomada de decisão e gestão de equipe.
4. Modelo de comunidade avalie se existe continuidade além do programa formal ou se a relação termina ao fim do ciclo de 6 ou 12 meses.
5. Preço versus benefício esperado confronte o ticket anual (como os R$ 50 mil citados no episódio) com o potencial de evitar erros de comunicação que possam custar mais do que isso em negócios perdidos.
Para aprofundar a discussão sobre o modelo apresentado por Maria Ieda Monteiro e ouvir na íntegra as perguntas feitas por João Kepler, Eric Nunes e Mário Nogueira, o episódio está disponível no canal oficial da BM&C no YouTube em “Smart Money com João Kepler | Marta Ieda da Meta Executive Society”.
No dia a dia, a forma mais eficiente de usar esse tipo de programa é listar antecipadamente quais decisões críticas você precisa tomar nos próximos meses, quais conversas difíceis terá com seu time ou sócios e quanto custaria errar nessas frentes. Só depois de quantificar essas variáveis faz sentido colocar na mesa o custo de uma formação em comunicação executiva e comunidade de conselho, comparar com outras alternativas e decidir onde seu capital, financeiro e de tempo, é melhor alocado.
Assista ao vídeo abaixo:















