A senadora Tereza Cristina, do Progressistas, sinalizou nesta quinta-feira (30) que aceita ser candidata a vice-presidente em uma chapa liderada por Flávio Bolsonaro. A eventual indicação, no entanto, enfrenta obstáculos políticos e partidários.
A possibilidade perdeu força depois que a maioria dos dirigentes estaduais do PP reafirmou apoio à neutralidade na eleição presidencial.
Lideranças do partido avaliam que a ausência de um posicionamento nacional permite a construção de alianças diferentes nos estados.
Dessa forma, diretórios regionais poderiam apoiar candidaturas tanto da direita quanto da esquerda, conforme as negociações locais.
Tereza Cristina: convenção e federação dificultam mudança
Outro obstáculo é o prazo para a convocação de uma convenção nacional. Segundo dirigentes do partido, esse período já teria terminado, e uma eventual exceção dependeria da concordância de toda a direção do PP.
A definição também precisa considerar a federação formada pelo Progressistas e pelo União Brasil. A escolha de um candidato a vice-presidente exigiria, portanto, o aval das duas legendas.
Diante do impasse, a campanha de Flávio Bolsonaro continua buscando um nome para a composição da chapa e mantém conversas com outras siglas.
Quem é Tereza Cristina
Tereza Cristina é senadora por Mato Grosso do Sul e líder do Progressistas no Senado. Engenheira agrônoma, foi ministra da Agricultura durante o governo Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022.
Antes de chegar ao Senado, exerceu dois mandatos como deputada federal. Nesse período, ganhou projeção nacional por sua atuação na bancada ruralista e pela interlocução com representantes do agronegócio.
A senadora é considerada por integrantes da campanha um nome capaz de aproximar a candidatura de Flávio Bolsonaro do setor agropecuário e de segmentos do centro-direita. A indicação, porém, depende de um acordo dentro da federação partidária.
Tereza Cristina aceita ser vice de Flávio Bolsonaro em chapa presidencial














