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É possível bater a renda fixa no Brasil mesmo com juros elevados?

Marco SaravallePor Marco Saravalle
29/12/2025

Nos últimos anos, o Brasil voltou a conviver com juros em patamares historicamente elevados. Esse cenário fortaleceu a atratividade da renda fixa e levou muitos investidores a questionarem se ainda faz sentido investir em ações. A resposta, embora não seja simples, passa por um ponto central: o horizonte de investimento e a qualidade da seleção dos ativos.

O conceito de longo prazo: mais do que uma definição contábil

Do ponto de vista contábil, considera-se longo prazo qualquer investimento com vencimento superior a 12 meses. No entanto, no mercado financeiro, essa definição é insuficiente.

Para investimentos em renda variável, o conceito de longo prazo precisa ser ampliado. Uma análise minimamente consistente exige ao menos três anos, período suficiente para atravessar diferentes ciclos econômicos, variações de juros, inflação e movimentos de mercado. Neste estudo, adotamos um horizonte ainda mais conservador: 48 meses (4 anos).

A comparação: Ibovespa x CDI

Ao observar o desempenho agregado do mercado, o resultado pode parecer decepcionante para quem defende ações como classe de ativos superior.

Entre dezembro de 2021 e dezembro de 2025:

Ibovespa: +52,01%

CDI: +60,79%

Ou seja, olhando apenas para o índice de referência da bolsa, a renda fixa venceu com certa folga no período. Esse dado, isoladamente, reforça a percepção de que “ações não compensam” em ambientes de juros altos.

Mas essa conclusão ignora um ponto essencial.

O que realmente importa: o portfólio, não o índice

O Ibovespa é um índice amplo, com forte concentração em setores específicos, empresas estatais e companhias altamente cíclicas. Ele não representa, necessariamente, uma boa carteira de investimentos.

Na prática, o retorno do investidor é determinado pela seleção dos ativos, pela disciplina de alocação e pela capacidade de manter uma estratégia ao longo do tempo.

Quando analisamos uma carteira estruturada com foco em:

geração recorrente de caixa

empresas com histórico consistente de dividendos

governança e previsibilidade operacional

diversificação setorial

rebalanceamentos periódicos

o resultado muda de forma significativa.

O caso da Carteira de Dividendos

Usando como referência uma carteira focada em empresas pagadoras de dividendos, com gestão ativa e critérios fundamentalistas, o desempenho no mesmo período foi:

Carteira de Dividendos: +117,87% em 48 meses

Ou seja, praticamente o dobro do CDI e mais que o dobro do Ibovespa no mesmo intervalo.

Esse resultado evidencia um ponto fundamental:
não é a classe de ativo que define o retorno, mas a forma como ela é utilizada.

A lição para o investidor

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Juros altos não eliminam as oportunidades na bolsa — eles apenas elevam o nível de exigência.

Em momentos como o atual:

empresas frágeis ficam mais expostas,

modelos de negócio ruins são penalizados,

mas companhias sólidas seguem gerando valor.

O investidor que adota visão de longo prazo, mantém disciplina e foca em fundamentos tende a capturar ganhos que vão além do retorno nominal da renda fixa.

Conclusão

A renda fixa é (e continuará sendo) um excelente instrumento de proteção e previsibilidade.
Mas os dados mostram que é perfeitamente possível superá-la com ações, desde que:

o horizonte seja adequado,

a carteira seja bem construída,

e o investidor entenda que o retorno vem da estratégia, não do índice.

Em investimentos, mais importante do que “onde investir” é como investir.

 

*Coluna escrita por Marco Saravalle, mestre em Finanças e estrategista chefe da MSX 

*As opiniões transmitidas pelo colunista são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a opinião da BM&C News.

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Créditos: depositphotos.com / bluebay2014

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