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Haddad não convence a Faria Lima

Haddad atribui movimento ao ajuste fiscal, mas mercado vê influência predominante do ambiente internacional.

Aluizio Falcão FilhoPor Aluizio Falcão Filho
11/02/2026

Ontem, na CEO Conference do BTG Pactual, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, bem que tentou, mas não conseguiu convencer os 3.000 investidores presentes de que a bolsa subiu e o dólar caiu por conta da gestão econômica do governo. Afirmou que o “equilíbrio fiscal”, manifestado pela queda do déficit primário de 1,6% para 0,8% do PIB, foi responsável pela atração de investimentos estrangeiros ao mercado brasileiro.

“É do jogo não confiar, mas quem não acreditou perdeu dinheiro. Teve gente que se desesperou, vendeu ações e se arrependeu — Ibovespa [está] perto de 190 mil [pontos]. Ou comprou dólar a R$ 6, quando hoje está R$ 5,20”, disse o ministro.

No entanto, alta da bolsa e a queda do dólar no Brasil estão ligadas, principalmente, ao ambiente internacional favorável aos países emergentes. O índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de moedas, recuou em fevereiro ao nível mínimo de 2024, após a divulgação de dados fracos nos Estados Unidos, como vendas no varejo abaixo do esperado. Esse cenário reforçou a expectativa de cortes mais agressivos nos juros americanos, o que estimula a migração de capital para ativos de maior risco. Investidores estrangeiros colocaram US$ 2,7 bilhões na B3 na última semana, impulsionando o Ibovespa a novos recordes acima de 186 mil pontos. Empresas como Vale e Petrobras também se beneficiam da firmeza das commodities, especialmente minério de ferro e petróleo.

Já o dólar caiu para R$ 5,19, o menor valor desde maio de 2024, em meio à forte oferta de moeda estrangeira. O Tesouro Nacional captou US$ 4,5 bilhões em títulos globais com vencimentos em 2036 e 2056, o que aumentou a disponibilidade de moeda americana no mercado para pagamento de dívidas. Ao mesmo tempo, o Banco Central adotou um discurso mais suave sobre a política monetária. O presidente da instituição, Gabriel Galípolo, indicou que a Selic pode continuar recuando e chegar a 11,5 por cento no fim de 2026, movimento que atrai operações de “carry trade” (emprestar dinheiro em um país com juros baixos e investir em outro com taxas mais altas). Esse conjunto de fatores tem prevalecido sobre as preocupações fiscais internas, como o déficit primário persistente.

Nove entre dez analistas apontam que o movimento atual é dominado pela conjuntura externa. Estimativas indicam que cerca de 80% da valorização dos ativos locais se deve ao ambiente global de maior apetite por risco e ao dólar enfraquecido. Sem esse impulso internacional, o real se desvalorizaria em um cenário de inflação controlada, porém juros mais baixos. A rotação de investimentos para emergentes favorece o Brasil, mas especialistas alertam para possíveis correções caso o Federal Reserve desacelere os cortes de juros ou caso políticas comerciais mais duras sejam adotadas nos Estados Unidos.

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Haddad fez o que se espera de um ministro da Fazenda em ano eleitoral: defendeu o governo, buscou transmitir confiança e tentou associar o bom momento dos ativos brasileiros à política econômica. O problema é que a plateia reunida pelo BTG Pactual não se guia por discursos e sim por dados.

Investidores e analistas conhecem de perto o peso do cenário internacional na valorização recente da bolsa e na queda do dólar. Ao insistir em uma narrativa que ignora esse pano de fundo, o ministro acabou exagerando diante de um público acostumado a separar retórica eleitoreira de fundamentos econômicos.

*As opiniões transmitidas pelo colunista são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a opinião da BM&C News.

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