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Payroll: EUA criam 263 mil empregos em novembro e superam projeções; desemprego fica em 3,7%

Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA permanecem abaixo do nível pré-pandemia; gastos do consumidor crescem
(Foto: Reuters/Andrew Kelly)

O Bureau of Labor Statistics divulgou nesta sexta-feira (2) o relatório de empregos, o payroll, e mostrou a criação de 263 mil empregos não agrícolas em novembro, superando as estimativas do mercado, de 200 mil.

Além disso, a taxa de desemprego ficou estável em 3,7%, seguindo as projeções do mercado, que esperavam o mesmo número. Segundo o comunicado, ganhos notáveis de emprego ocorreram em lazer e hospitalidade, saúde e governo. O emprego diminuiu no comércio a retalho e nos transportes e armazéns.

Com o mercado de trabalho norte-americano ainda “apertado”, como definem os membros do Fed, a probabilidade de um novo aumento de 75 pontos-base nos juros é maior e preocupa os investidores globais.

Em novembro, os ganhos médios por hora de todos os funcionários em folhas de pagamento privadas não agrícolas aumentaram 18 cents de dólar, ou 0,6%, para US$ 32,82.

Nos últimos 12 meses, os ganhos médios por hora aumentaram 5,1%. No penúltimo mês deste ano, os rendimentos médios por hora da produção do setor privado e funcionários não supervisores aumentaram 19 cents de dólar, ou 0,7%, para US$ 28,10.

“Foi uma ducha de água fria”, explicou o economista-chefe da SaraInvest, Alan Ghani. “[Isso] mostra que o jogo não está ganho. Tem um mercao de trabalho bastante apertado ainda, bastante aquecido, e isso significa que há pressões de consumo.”

Ghani destacou ainda que o aumento do salário médio pode ser bom aos consumidores norte-americanos, mas levantou a ressalva de que isso promove um aumento na demanda e, consequentemente, uma pressão na inflação.

Confira a análise do economista-chefe da SaraInvest logo abaixo: