O Ibovespa encerrou a sessão desta quinta-feira (28) em baixa, registrando a terceira queda consecutiva, em um pregão marcado por volatilidade e fluxo intenso de notícias no cenário global. O principal índice da bolsa brasileira caiu 0,39%, aos 175.063,41 pontos, com perda de 680,96 pontos.
Apesar de ainda se manter acima dos 170 mil pontos, o índice acumula desempenho negativo ao longo de maio. No mês, a queda já chega a 6,54%, configurando a maior perda mensal desde fevereiro de 2023, quando o recuo foi de 7,49%.
Noticiário intenso e volatilidade ditam o ritmo
O pregão foi marcado por oscilações constantes, refletindo um ambiente de incerteza e excesso de informações relevantes. Ao longo do dia, investidores reagiram a dados econômicos, movimentações no mercado de petróleo e, principalmente, às notícias envolvendo a geopolítica global.
Petrobras esteve entre os destaques negativos, pressionada pela dinâmica do petróleo, que teve comportamento misto: o WTI fechou em alta, enquanto o Brent encerrou em queda.
Acordo entre EUA e Irã segue no radar
No exterior, o principal vetor de atenção foi a possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e Irã. A sinalização de avanço nas negociações trouxe algum alívio aos mercados, mas ainda depende de validação política.
A ausência de confirmação definitiva manteve os investidores cautelosos, limitando movimentos mais consistentes e reforçando o clima de incerteza.
Bolsas internacionais têm desempenho positivo
Em Nova York, os principais índices encerraram o dia em alta, embora com comportamentos distintos. O Dow Jones apresentou maior volatilidade, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq sustentaram ganhos mais firmes, impulsionados por expectativas envolvendo inflação, crescimento econômico e desdobramentos da guerra no Oriente Médio.
Na Europa, por outro lado, o fechamento foi majoritariamente negativo, refletindo uma leitura mais cautelosa sobre o cenário global.
Com isso, o mercado brasileiro segue pressionado no curto prazo, em meio à combinação de fatores domésticos e externos, além da proximidade do fim do mês, que tende a intensificar ajustes de posição por parte dos investidores.














