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Estrangeiros retiram R$ 4,7 bilhões da B3 em um dia; saída em agosto chega a R$ 11,9 bi

Os investidores estrangeiros retiraram R$ 4,7 bilhões da B3 na terça-feira (11), ampliando o saldo negativo de recursos internacionais na Bolsa brasileira neste início de agosto.

Com o resultado do pregão, a categoria passou a acumular saída líquida de R$ 11,9 bilhões em agosto. Apesar da sequência negativa mais recente, o balanço de 2026 ainda permanece no campo positivo: no acumulado do ano, o saldo dos investidores estrangeiros é de R$ 24,4 bilhões.

Os números mostram uma mudança de direção no curto prazo. O fluxo estrangeiro, que ainda sustenta saldo positivo no ano, passou a pressionar o mercado brasileiro neste início de agosto.

Saída de estrangeiros da B3 ganha força em agosto

A retirada de R$ 4,7 bilhões registrada em apenas um pregão representa uma parcela relevante do déficit acumulado no mês e reforça a atenção do mercado para o comportamento dos investidores internacionais.

O movimento ocorreu justamente em uma sessão de forte pressão sobre os ativos brasileiros. Na terça-feira (11), o Ibovespa caiu 2,5% e fechou aos 167.874 pontos, em meio à piora da percepção dos investidores sobre o mercado doméstico.

Entre os fatores que marcaram o pregão esteve a decisão do JPMorgan de reduzir sua recomendação para as ações brasileiras de “compra” para “neutro”, além da repercussão de indicadores econômicos e das expectativas para juros no Brasil e no exterior.

A saída observada antes do pregão de terça-feira já indicava deterioração do fluxo. Dados referentes ao dia 10 mostravam retirada de recursos e um saldo negativo acumulado em agosto, movimento que se intensificou com a saída de R$ 4,7 bilhões no dia seguinte.

Por que o fluxo estrangeiro importa para a Bolsa?

O investidor estrangeiro tem participação relevante nas negociações de ações na B3. Em 2025, por exemplo, investidores não residentes movimentaram mais de R$ 2,8 trilhões no mercado brasileiro à vista, segundo levantamento divulgado pela própria B3.

Por isso, entradas e retiradas expressivas de recursos internacionais são acompanhadas de perto pelos agentes financeiros. Quando há saída líquida, a venda de posições pode aumentar a pressão sobre determinados ativos, embora o desempenho do Ibovespa também dependa de fatores como resultados corporativos, juros, preços de commodities e cenário macroeconômico.

O fluxo, portanto, não determina sozinho a direção da Bolsa, mas funciona como um dos termômetros do apetite internacional pelos ativos brasileiros.

Estrangeiro ainda mantém saldo positivo em 2026

Apesar da retirada de R$ 11,9 bilhões em agosto, o dado acumulado do ano coloca o movimento recente em perspectiva.

Os investidores estrangeiros ainda mantêm saldo positivo de R$ 24,4 bilhões na B3 em 2026. Isso significa que, considerando entradas e saídas ao longo do ano, o capital internacional destinado ao mercado acionário brasileiro ainda supera o volume retirado.

A diferença entre os dois números é importante: enquanto agosto registra saída líquida, o resultado de 2026 permanece positivo.

A continuidade das retiradas nas próximas sessões será observada pelo mercado para avaliar se o movimento representa apenas uma redução pontual de posições ou uma mudança mais persistente na exposição dos investidores internacionais à Bolsa brasileira.

Fluxo estrangeiro
Foto: Gerada por IA