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Conflito no Irã faz dólar disparar: “fuga de ativos emergentes”, avalia Daycoval

Escalada entre Irã e Estados Unidos amplia aversão ao risco, fortalece o dólar, eleva o petróleo e pode alterar o ritmo de cortes da Selic.

Renata NunesPor Renata Nunes
03/03/2026

O impacto do conflito no Irã já começa a se refletir nos principais ativos globais. A escalada das tensões entre Teerã e Washington reacende o movimento de aversão ao risco, fortalece moedas consideradas porto seguro e eleva as incertezas sobre a inflação e a trajetória dos juros no Brasil e no exterior.

Para Otávio Oliveira, gerente da tesouraria do Daycoval, o primeiro efeito é clássico em momentos de estresse geopolítico: fuga de ativos emergentes.

“O principal ponto do dólar, dada a volatilidade em função do novo conflito entre Irã e Estados Unidos, é a fuga do risco. Esse movimento de risk off acontece principalmente com a venda de ativos um pouco mais arriscados em detrimento de moedas emergentes como o real. Em um primeiro momento temos a venda do real e a compra ali de outros ativos, como dólar e franco suíço, que se fortalecem globalmente.”

Esse fluxo tende a pressionar o câmbio doméstico e impactar a percepção de risco para economias emergentes, especialmente em um ambiente ainda sensível ao cenário fiscal e às decisões de política monetária.

Conflito no Irã: petróleo e o risco logístico global

No campo das commodities, o impacto do conflito no Irã vai além da simples discussão sobre oferta global. Segundo Oliveira, o problema central é logístico.

“O ponto crucial não é efetivamente a oferta de óleo no mundo. Tanto que o percentual que o Irã disponibiliza no mundo poderia ser suprido pela OPEP. No entanto, há um problema logístico. Ao sul do Irã está o Estreito de Ormuz, onde cerca de 20% do óleo, a nível global, passa por ele. Com o fechamento do estreito há uma bagunça nas cadeias produtivas.”

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. Qualquer bloqueio ou restrição na região afeta diretamente o transporte de petróleo e derivados, pressionando preços internacionais e encarecendo custos logísticos.

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Mesmo países que não dependem diretamente do petróleo iraniano podem sofrer efeitos indiretos.

“As principais economias são afetadas, inclusive o Brasil, que não necessariamente é exportador de petróleo, mas derivados que importamos são encarecidos aqui, o que faz com que o risco aumente mais”, afirma o executivo.

Pressão inflacionária e juros sob monitoramento

O petróleo é um dos principais componentes das cestas de inflação globais. Uma alta sustentada da commodity pode alterar projeções de inflação e influenciar decisões de bancos centrais.

“O petróleo é um componente relevante em toda e qualquer cesta que mede a inflação, não só no Brasil, mas no mundo. Existe a possibilidade desse conflito se estender por muito tempo e as cadeias produtivas de petróleo começarem a afetar os índices inflacionários globalmente.”

No Brasil, onde o mercado precifica cortes na Selic, o cenário pode ganhar nuances.

“No momento de corte de juros no Brasil, que precifica um corte agora em março, tem a possibilidade de ser um pouco mais tímido, talvez não 50 bips e sim 25. É cedo para dizer, mas é uma possibilidade.”

A discussão não se limita ao cenário doméstico. Nos Estados Unidos, o debate sobre cortes de juros também pode ser influenciado por um choque de preços de energia, o que adiciona mais volatilidade ao ambiente global.

Treasuries e o efeito sobre os ativos globais

Outro ponto de atenção está no mercado de títulos americanos. Segundo Oliveira, as treasuries já começam a reagir de forma diferente do padrão observado anteriormente.

“Sobre as treasuries nos Estados Unidos, que não necessariamente estão seguindo uma lógica igual a gente estava vendo até então. De acordo com o que vai se desenrolando na guerra, esse mercado de treasurie, principalmente das longas, a gente vai vendo uma influência grande no que pode acontecer. É algo também a se ficar de olho.”

Movimentos nos rendimentos das treasuries impactam diretamente o fluxo para mercados emergentes, o custo de financiamento global e o comportamento do dólar.

Conflito no Irã: volatilidade no curto prazo

Para o gerente do Daycoval, o cenário ainda é de incerteza, com informações chegando de forma fragmentada.

“As informações estão chegando aos poucos, mas existe um momento de volatilidade mais forte a curto prazo e conforme as coisas se assentem, vamos ter um direcionamento de onde o mercado está indo. Em um primeiro momento, acredito: forte alta da moeda, forte queda na bolsa, salvo as empresas que mexem com algumas commodities, que podem ser afetadas positivamente.”

O impacto do conflito no Irã, portanto, se distribui em três frentes principais: fortalecimento do dólar, pressão sobre o petróleo e possível reprecificação da trajetória de juros no Brasil e no exterior. O grau de intensidade dependerá da duração do conflito e, sobretudo, da estabilidade das rotas estratégicas de energia no Oriente Médio.

CONFLITO NO IRÃ

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