O GPA anunciou a venda da totalidade de sua participação na Stix Fidelidade e Inteligência para a RD Saúde. A operação envolve os 66,7% detidos pelo grupo na empresa de fidelidade e marca o encerramento da joint venture formada entre as companhias nesse segmento.
O valor total da transação é de R$ 23 milhões, a serem pagos ao GPA. A conclusão do negócio ainda depende do cumprimento de condições precedentes, incluindo a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade.
Durante o período de transição, as empresas devem manter o programa Stix em condições operacionais equivalentes às atuais, inclusive com acúmulo e resgate de pontos pelos clientes do GPA. Segundo a companhia, a venda está alinhada à estratégia de gestão de portfólio e alocação de capital.
A operação ocorre em um momento em que o GPA ainda enfrenta pressão financeira. No primeiro trimestre, a companhia reportou prejuízo líquido ajustado de R$ 333 milhões, impactado pelo aumento das despesas financeiras, em meio a preocupações de analistas com fluxo de caixa e recuperação extrajudicial.
Vamos aprova novo programa de recompra de ações
A Vamos informou a aprovação de um novo programa de recompra de ações, após o vencimento do plano anterior. A companhia poderá recomprar até 36,9 milhões de ações ordinárias de própria emissão.
O volume equivale a 7% das ações em circulação no mercado. O programa terá duração de 18 meses, com início em 20 de maio de 2026 e término previsto para 22 de novembro de 2027.
Segundo a empresa, a recompra tem como objetivo maximizar valor aos acionistas, sem redução do capital social. As ações adquiridas poderão ser mantidas em tesouraria, canceladas, vendidas ou utilizadas em planos de remuneração baseados em ações.
Na prática, programas de recompra costumam ser interpretados pelo mercado como uma sinalização de confiança da administração no valor da companhia, embora a execução dependa de condições de mercado, disponibilidade de reservas e limites regulatórios.
Axia Energia migra para o Novo Mercado da B3
A Axia Energia informou que a B3 aprovou a migração das ações da companhia para o Novo Mercado, segmento de mais alto padrão de governança corporativa da Bolsa brasileira.
Com a mudança, a empresa busca simplificar sua estrutura de capital. A companhia passará a ter ações ordinárias, negociadas sob o código AXIA3, e ações preferenciais classe C, sob o código AXIA7, conversíveis ou resgatáveis integralmente até 2031.
Os papéis preferenciais classes A1 e B1 serão convertidos em ações ordinárias na proporção de 1,1 ação ON para cada ação PNA1 ou PNB1. O último dia de negociação desses papéis será 5 de junho, e o início da negociação das ações ordinárias resultantes da conversão está previsto para 8 de junho.
A entrada no Novo Mercado tende a ser acompanhada de maior exigência de transparência, direitos aos acionistas e alinhamento de governança. Para investidores, a simplificação da estrutura acionária pode facilitar a leitura da companhia e reduzir ruídos sobre classes diferentes de ações.
Energisa vende ativos de transmissão para a Taesa
A Energisa e sua controlada Energisa Transmissão de Energia assinaram contrato para vender cinco ativos de transmissão para a Taesa por R$ 1,545 bilhão. A operação envolve a venda de 100% do capital social de empresas de transmissão no Tocantins, Pará e Goiás.
O preço da transação considera um enterprise value de R$ 2,293 bilhões e dívida líquida de R$ 748 milhões dos ativos vendidos, resultando no equity value de R$ 1,545 bilhão.
Após a conclusão da operação, a Energisa continuará operando uma plataforma de transmissão com receita anual permitida, a RAP, de R$ 777 milhões, considerando cinco ativos operacionais e três ativos em construção. A empresa afirmou que a venda está alinhada à estratégia de otimização da estrutura de capital e reciclagem de capital. “A operação permite cristalizar o valor intrínseco dos ativos de transmissão – maduros, bem construídos, estáveis e oriundos de um ciclo de investimentos bem-sucedido –, fortalecendo a estrutura de capital e ampliando a flexibilidade financeira para os próximos ciclos de crescimento”, destaca Maurício Botelho, CFO do Grupo Energisa. “Considerando a base da receita anual permitida (RAP) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para estes ativos, o múltiplo do valor pelo EBITDA foi de aproximadamente 10x, enquanto as ações da Energisa (ENGI11) estão negociadas em bolsa de valores em múltiplos próximos de 7x, reforçando a geração consistente de valor da operação”, completa.
Para a Taesa, os ativos adicionam RAP de aproximadamente R$ 291 milhões no ciclo 2025-2026, com prazo médio remanescente de concessão de cerca de 22 anos. A aquisição inclui 1.305 quilômetros de linhas de transmissão, 12 subestações e 4.494 MVA de potência de transformação.
Com a compra, a capacidade de transformação da Taesa deve crescer cerca de 33%, atingindo aproximadamente 18 mil MVA após a conclusão da operação. O movimento reforça a estratégia da companhia de ampliar sua presença no segmento de transmissão, considerado mais previsível dentro do setor elétrico.














