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Como os planos PME ajudam empresas a cortar gastos com saúde e ampliar benefícios

Redação BM&C News Por Redação BM&C News
23/09/2025
Em Análises, Economia POP, EMPRESAS E NEGÓCIOS, Entrevista, Exclusivas, Exclusivo, finanças, NACIONAL

O aumento constante dos custos em saúde tem pressionado empresas e famílias brasileiras. Nesse contexto, os planos PME (Pequenas e Médias Empresas) surgem como uma opção para reduzir despesas, garantir maior previsibilidade e, ao mesmo tempo, oferecer acesso a redes hospitalares de qualidade. Diferente dos planos individuais, a modalidade PME permite negociações diretas com as operadoras, ajustando valores de acordo com a sinistralidade do grupo de beneficiários. Além disso, o modelo tem atraído profissionais liberais e empresários que utilizam seus CNPJs para contratar planos mais completos e menos onerosos.

Em entrevista à BM&C News, Rafael Galhardo, da Fami Capital, explicou como o formato funciona, quais benefícios pode trazer para empresas e famílias e de que forma uma gestão eficiente pode reduzir os reajustes anuais. Ele destacou que o crescimento dessa modalidade reflete tanto mudanças nas regras de mercado quanto a necessidade das companhias de equilibrarem custo e qualidade na oferta de saúde aos colaboradores.

Como funciona a dinâmica dos planos PME?

O modelo PME é baseado em “pools de risco”, em que beneficiários são agrupados em faixas de acordo com o número de vidas. Galhardo explicou que as operadoras costumam separar os grupos da seguinte forma:

  • De 2 a 29 pessoas
  • De 30 a 99 pessoas
  • De 100 a 199 pessoas

Essa segmentação dilui riscos e facilita a negociação de reajustes. Diferentemente dos planos individuais e familiares, os planos PME não possuem teto de reajuste definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Nesse sentido, os aumentos são calculados com base na sinistralidade do grupo, ou seja, na proporção entre o que se gasta com atendimentos e o que se arrecada em mensalidades. Isso traz flexibilidade, mas exige acompanhamento constante para evitar surpresas.

Além disso, a mudança do mercado fez com que muitos planos individuais deixassem de ser comercializados com acesso a hospitais de alto padrão, como a Rede D’Or, o Sírio-Libanês e o Hospital Albert Einstein, em São Paulo. “Hoje, empresários e profissionais autônomos passaram a usar seus CNPJs para contratar planos PME que oferecem esse nível de cobertura, algo que não é mais disponível nos contratos individuais”, explicou Galhardo.

Quais mecanismos ajudam a controlar custos?

Para reduzir despesas, muitas empresas implementam cláusulas de coparticipação, nas quais o colaborador paga uma pequena parte de cada consulta ou exame. Essa prática diminui o valor fixo da mensalidade e estimula o uso mais consciente do benefício. “A coparticipação garante acesso ao plano, mas com responsabilidade compartilhada. Isso evita abusos e melhora a previsibilidade do custo para a empresa”, destacou o especialista.

Outro ponto é a inserção de programas de saúde ocupacional e ações educativas dentro das empresas. Galhardo contou que muitos colaboradores não entendem o impacto da utilização do plano sobre os reajustes. “É comum famílias levarem mais de um filho ao pronto-socorro em consultas desnecessárias. A consulta emergencial pode custar até três vezes mais que uma eletiva. Quando educamos os colaboradores, mostramos que essa prática pesa no bolso da empresa e aumenta os reajustes futuros”, explicou.

Casos práticos de economia com PME

Rafael Galhardo compartilhou exemplos de famílias e empresas que conseguiram resultados significativos ao migrar para planos PME. Em um dos casos, uma família de seis pessoas pagava cerca de R$ 10 mil mensais em um plano individual. Com a migração para o PME, houve uma redução de 25% a 30% nos custos, além da ampliação da rede credenciada e da categoria do plano.

Já no ambiente corporativo, uma empresa de tecnologia enfrentava alta sinistralidade devido ao uso inadequado do pronto-socorro por seus funcionários. A solução foi a implementação da telemedicina, que não apenas reduziu os custos com consultas presenciais desnecessárias, mas também diminuiu o absenteísmo, já que os colaboradores puderam resolver questões de saúde de forma mais rápida e prática. “Esse tipo de gestão ativa faz toda a diferença. A redução de custos não vem apenas da negociação com a operadora, mas também da educação e da adaptação de serviços à realidade do time”, afirmou Galhardo.

O que considerar antes de migrar para um plano PME?

Na avaliação do especialista, empresários que estudam a possibilidade de migrar para um plano PME devem levar em conta alguns pontos fundamentais:

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Créditos: depositphotos.com / pressmaster

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  • Perfil da equipe: avaliar idade média e principais necessidades de saúde.
  • Rede credenciada: verificar hospitais e clínicas disponíveis para atender colaboradores e familiares.
  • Cláusulas contratuais: analisar coparticipação, limites de uso e carências.
  • Gestão da sinistralidade: investir em orientação e programas de educação em saúde.
  • Ferramentas digitais: considerar telemedicina e acompanhamento remoto para reduzir custos e ausências.

Segundo Galhardo, cada empresa tem um perfil específico, e o acompanhamento especializado é essencial para garantir que o plano contratado esteja adequado à realidade do negócio e ao bem-estar dos colaboradores.

Perspectivas para o futuro dos planos PME

Com a retração da oferta de planos individuais mais robustos, o PME tende a se consolidar como a principal alternativa para quem busca qualidade de atendimento sem comprometer tanto o orçamento. Por outro lado, a ausência de teto regulatório para reajustes exige maior atenção das empresas na gestão do contrato. Nesse sentido, a tendência é de que cresça a busca por assessorias especializadas, capazes de mediar negociações e implantar programas que reduzam a sinistralidade.

Em conclusão, os planos PME se mostram não apenas como uma forma de reduzir custos, mas também como um instrumento estratégico de gestão de pessoas. Ao equilibrar previsibilidade financeira, qualidade de atendimento e mecanismos de controle de gastos, a modalidade se firma como uma solução sustentável para empresas e famílias que buscam proteção em saúde em um mercado cada vez mais desafiador.

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