BM&C NEWS
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • COLUNA
  • MERCADO DE CAPITAIS
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • COLUNA
  • MERCADO DE CAPITAIS
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados

O carro de 17 metros criado para dominar a Antártida que virou uma “casa” depois de afundar na neve

Laila Por Laila
07/05/2026
Em Engenharia

Um carro-polar de 37 toneladas parecia capaz de mudar a exploração científica da Antártida em 1939. O Antarctic Snow Cruiser levava laboratório, dormitórios, pneus de 3 metros e até espaço para um avião, mas foi derrotado no gelo por uma falha que só apareceu quando já era tarde.

O que era o Antarctic Snow Cruiser e quem o construiu?

O Antarctic Snow Cruiser foi projetado pelo Armour Institute of Technology, em Chicago, sob encomenda do explorador Thomas Poulter, que participara de uma expedição anterior à Antártida e conhecia de perto as dificuldades do terreno polar. A ideia era criar um carro autossuficiente que eliminasse a dependência de trenós puxados por cães e permitisse exploração científica contínua no continente gelado.

Segundo a Wikipedia, o veículo media 17 metros de comprimento, 6 metros de largura e 4,5 metros de altura. Tinha tração diesel-elétrica, acomodações para cinco tripulantes, laboratório científico, cozinha, dormitórios e uma plataforma no teto projetada para transportar um avião biplano.

O Antarctic Snow Cruiser foi projetado pelo Armour Institute of Technology, em Chicago, sob encomenda do explorador Thomas Poulter, que participara de uma expedição anterior à Antártida e conhecia de perto as dificuldades do terreno polar

Leia também: O avião mais estranho da Boeing abre a traseira, leva partes inteiras do 787 e cruza continentes

Como o maior carro polar da história foi construído em tempo recorde?

O projeto saiu do papel em tempo recorde: o Snow Cruiser foi construído em apenas 11 semanas, sem testes rigorosos de campo antes da partida. A pressão para chegar à Antártida antes do verão austral de 1939 foi determinante para que etapas críticas de validação fossem puladas.

Durante o traslado do carro até o porto de embarque, os primeiros sinais de problema apareceram: o veículo era extremamente lento nas estradas comuns, ficava preso com facilidade e exigia manobras constantes para avançar. As equipes atribuíram as dificuldades às condições das estradas convencionais e mantiveram a expectativa de que o gelo antártico seria diferente.

Por que os pneus lisos do Snow Cruiser derretiam o gelo em vez de aderir a ele?

O erro central de projeto estava nos pneus. Os engenheiros optaram por pneus lisos, sem sulcos, baseados na teoria de que a pressão distribuída sobre uma área maior funcionaria melhor em superfícies macias como neve e pântano. O raciocínio era plausível no papel, mas ignorou um fenômeno físico fundamental.

No gelo antártico, o peso concentrado das 37 toneladas do carro sobre os pneus lisos gerava calor por pressão, derretendo uma fina camada de gelo sob cada roda. Em vez de tração, o veículo ficava sobre uma película d’água, girando em falso sem avançar. O Snow Cruiser chegou à Antártida com pneus projetados para o terreno errado.

O canal Gigantes Da Estrada, com mais de 9,18 mil inscritos, reconstrói em detalhes a trajetória do Antarctic Snow Cruiser, do projeto ambicioso ao abandono definitivo no gelo:

Como a equipe tentou salvar a missão após o fracasso no gelo?

Diante da incapacidade de avançar em marcha normal, a equipe tentou uma solução improvável: segundo The Atlantic, o único método que garantiu algum avanço foi conduzir o carro em marcha a ré. Com as rodas traseiras empurrando em vez de puxar, a distribuição de peso mudava levemente e o veículo conseguia se mover, mas insuficientemente para qualquer missão de exploração real.

As tentativas de adaptação incluíram:

  • Inversão do sentido de marcha: conduzir o veículo de ré como único método de tração funcional no gelo
  • Conversão em base estática: o Snow Cruiser foi transformado em posto de pesquisa fixo após abandonar a ideia de mobilidade
  • Instalação de correntes e modificações nos pneus: tentativas improvisadas que não resolveram o problema estrutural de projeto

O que aconteceu com o carro depois do fracasso?

Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, a expedição foi interrompida e o Snow Cruiser foi abandonado na Antártida. Uma expedição em 1958 avistou o veículo, ainda parcialmente visível, coberto de neve, mas estruturalmente intacto. Desde então, ninguém mais o encontrou.

O paradeiro atual do maior carro polar já construído é desconhecido. Possivelmente está soterrado sob décadas de neve acumulada ou perdido no oceano após uma ruptura de plataforma de gelo. O Antarctic Snow Cruiser desapareceu da mesma forma que chegou: monumentalmente e sem explicação satisfatória.

Leia Mais

Com quase 57 km sob os Alpes, o túnel suíço que atravessa montanhas por dentro mudou a lógica dos trens na Europa

Com quase 57 km sob os Alpes, o túnel suíço que atravessa montanhas por dentro mudou a lógica dos trens na Europa

3 de junho de 2026
Mil Mi-26 içando carga pesada na Sibéria sobre neve e tundra

O gigante soviético que carrega tanques, aviões e 90 soldados em missões extremas onde caminhões não conseguem chegar

3 de junho de 2026

O fracasso que ensinou mais do que o sucesso teria ensinado

O Antarctic Snow Cruiser é estudado até hoje em cursos de engenharia como exemplo clássico de como pressões de prazo e ausência de testes reais podem comprometer projetos tecnicamente ambiciosos. Um carro construído em 11 semanas, sem validação de campo, para operar no ambiente mais hostil do planeta, era uma aposta de alto risco desde o início.

O que o projeto deixou não foi um veículo funcional, mas uma lição permanente: a diferença entre engenharia de laboratório e engenharia de campo é exatamente o teste que ninguém quer fazer quando o prazo aperta.

Patrimônio não se constrói sozinho: por que a gestão profissional importa

Volatilidade do petróleo reforça PET reciclado como estratégia para reduzir dependência externa

Oprah Winfrey superou a rejeição ao conceito de marca e conquistou Cannes

Os impactos de uma eleição em SP definida no primeiro turno

Crédito privado ganha espaço nas carteiras em meio a juros altos

Setor imobiliário cresce, mas falta de crédito ameaça ritmo das obras

Quem somos

A BM&C News é um canal multiplataforma especializado em economia, mercado financeiro, política e negócios. Produz conteúdo jornalístico ao vivo e sob demanda para TV, YouTube e portal digital, com foco em investidores e executivos.

São Paulo – Brasil

Onde assistir

Claro TV+ – canal 547
Vivo TV+ – canal 579
Oi TV – canal 172
Samsung TV Plus – canal 2053
Pluto TV

Contato

Redação:
[email protected]

Comercial:
[email protected]

Anuncie na BM&C News

A BM&C News conecta marcas a milhões de investidores através de TV, YouTube e plataformas digitais.

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar

Adicionar nova lista de reprodução

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AGENDAS BM&C
    • BRAZILIAN WEEK 2026
    • COMBUSTÍVEL BRASIL
    • CUSTO BRASIL
    • INOVAÇÃO TRAVADA
    • MERCADO DE CAPITAIS
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • ELEIÇÕES 2026
  • EMPRESAS E NEGÓCIOS
  • CASO MASTER
  • PETRÓLEO E ENERGIA
  • INTERNACIONAL
  • PROGRAMAS BM&C
    • BM&C BUSINESS
    • BM&C STRIKE
    • BM&C TALKS
    • BM&C VISÕES
    • CONEXÃO SEGURA
    • GLOBAL WALLET
    • LEADERS CONNECTION
    • MANHATTAN CONNECTION
    • MANIFESTE-SE
    • MERCADO & BEYOND
    • MONEY REPORT
    • PAINEL BM&C
    • PAPO DE DINHEIRO
    • REPCAST
    • ROTA FÁCIL
    • SMART MONEY
    • WALL STREET CAST
  • CANNES LIONS
  • OPINIÃO
    • ALUIZIO FALCÃO FILHO
    • BRUNO CORANO
    • ESTEVÃO SECCATTO
    • FABIO ONGARO
    • FABRIZIO GUERATTO
    • FRANCISCO ALVES
    • MARCO SARAVALLE
    • MARCUS VINÍCIUS DE FREITAS
    • MIGUEL DAOUD
    • RENATO BATISTA
    • RUI DAS NEVES
    • VANDYCK SILVEIRA

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.