O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma série de declarações nesta terça-feira (3) sobre o avanço do conflito no Irã, afirmando que a ofensiva americana foi uma ação antecipada diante da avaliação de que Teerã atacaria primeiro.
Segundo Trump, a decisão foi tomada com base no andamento das negociações. Ele declarou que os EUA entenderam que o Irã iria iniciar um ataque e, por isso, optaram por agir antes.
O presidente afirmou ainda que o Irã está sendo atacado de forma intensa e que os Estados Unidos estão atingindo todos os estoques de mísseis do país.
“O governo iraniano já não conta com proteção aérea, o que deve agravar a situação militar“, afirmou o presidente americano.
Terceira onda de ataques no conflito do Irã
Trump também anunciou que há uma terceira onda de ataques em preparação, reforçando que o Exército americano é muito poderoso. Ele disse acreditar que, em algum momento, o Irã “vai abaixar as armas”.
Ao comentar os possíveis desdobramentos, afirmou não saber se há um pior cenário, mas avaliou que seria mais grave caso alguém assumisse o governo iraniano e promovesse ações ainda mais radicais.
O presidente acrescentou que os Estados Unidos não podem ter radicais no Irã e que desejam que o país tenha lideranças moderadas.
Relação com aliados e Venezuela
Durante as declarações, Trump também comentou a postura de aliados internacionais. Disse que a Alemanha tem sido “incrível”, enquanto criticou outros países europeus, citando a Espanha. Segundo ele, pretende encerrar acordos comerciais com os espanhóis após o país afirmar que não permitiria o uso de bases militares.
O presidente declarou ainda que não está satisfeito com o Reino Unido, mencionando atrasos em voos na base militar. Em contrapartida, afirmou que a Otan tem sido receptiva.
Trump também mencionou que a experiência na Venezuela está sendo “muito boa”, sem detalhar o contexto da afirmação.
O cenário amplia a tensão geopolítica e mantém o mercado atento aos próximos desdobramentos do conflito no Irã, especialmente diante da possibilidade de novas ondas de ataques e de impactos diplomáticos envolvendo países europeus.













