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Fernando Haddad e a estratégia do Brasil nas negociações com os EUA

Redação BM&C NewsPor Redação BM&C News
07/10/2025

O ministro Fernando Haddad defendeu que a estratégia do governo brasileiro diante das tensões comerciais com os Estados Unidos foi correta e cautelosa. O debate ganhou força após a conversa entre Lula e Donald Trump e reacendeu a análise sobre quais caminhos o Brasil deve adotar para proteger o investimento e ampliar o comércio bilateral.

Economistas ouvidos pela BM&C News divergem sobre o alcance prático dessa estratégia. Ecio Costa enxerga um uso político do impasse tarifário e alerta para o protecionismo doméstico. Igor Lucena, por sua vez, identifica sinais de boa vontade americana e espaço para reduzir tarifas em setores sensíveis como carne e café.

Estratégia de Haddad: cautela diplomática ou cálculo político?

Para Ecio Costa, a leitura pública de cautela encobriu uma condução com forte componente político. Além disso, ele aponta que a aprovação da chamada lei de reciprocidade serviu mais como narrativa de soberania do que como instrumento técnico. Nesse sentido, o economista lembra que o Brasil já pratica tarifas médias mais elevadas que as americanas, o que dificulta a inserção competitiva nas cadeias globais de valor.

O risco central, na visão de Costa, seria transformar um impasse negociável em um evento de retaliação. Por outro lado, ele ressalta que a reação americana poderia atingir o investimento estrangeiro direto, vital para as contas externas e para projetos de expansão no país. Enquanto isso, manter a previsibilidade e evitar escaladas tarifárias ajudaria a sustentar o fluxo de capital de longo prazo.

Há “boa vontade” nos EUA para cortar tarifas?

Igor Lucena avalia que a conversa entre Lula e Trump reabriu uma janela de oportunidade. Além disso, ele destaca que o “leque” de negociação se ampliou, embora ainda não esteja claro o que estará sobre a mesa. Nesse sentido, carne e café surgem como potenciais beneficiários de uma flexibilização tarifária, desde que o Brasil apresente contrapartidas econômicas que façam sentido para Washington.

Lucena reforça, porém, que a negociação ocorrerá em ambiente de good cop, bad cop. Enquanto Trump sinaliza abertura, o senador Marco Rubio tende a adotar postura mais firme, com foco na economia e em resultados objetivos para os Estados Unidos. Por outro lado, o economista adverte que não se deve esperar um acordo de iguais. Historicamente, os EUA fecham tratativas preservando vantagens estratégicas.

Quais são as condições para um acordo sustentável?

Ambas as leituras convergem em dois pontos práticos. Primeiro, o Brasil precisa reduzir barreiras que encarecem importações e impactam produtividade doméstica. Segundo, o governo deve separar sinais políticos de compromissos executáveis, sob pena de comprometer credibilidade e atrasar ganhos comerciais. Enquanto isso, setores com maior competitividade podem ser a ponte inicial para destravar tarifas e demonstrar boa-fé mútua.

  • Foco setorial inicial: carne e café como vitrines de confiança
  • Calendário realista: etapas, métricas e entregas verificáveis
  • Ambiente de investimento: segurança jurídica e previsibilidade
  • Reformas horizontais: logística, tributação e abertura gradual

Nesse sentido, a política externa precisa caminhar junto de reformas internas. A abertura comercial sem melhorias de ambiente de negócios reduz o potencial de ganhos. Por outro lado, reformas sem previsibilidade nas relações externas limitam o apetite de investidores e compradores internacionais.

Haddad acerta ao moderar o tom?

Ao enunciar uma estratégia “correta” e gradativa, Fernando Haddad tenta equilibrar três frentes: evitar escalada tarifária, preservar o fluxo de investimento e negociar alívios setoriais. Além disso, a coordenação com o Itamaraty e a tradução de sinais políticos em compromissos técnicos serão determinantes para transformar expectativa em acordos. Por outro lado, a leitura de Ecio Costa é um lembrete de que gestos diplomáticos perdem efeito quando não há consistência regulatória e abertura competitiva no mercado doméstico.

Para Lucena, o Brasil deve adotar uma postura pragmática: apresentar propostas com impacto mensurável para os EUA e evitar confundir o canal presidencial com a governança das negociações. Enquanto isso, Rubio deve pressionar por contrapartidas econômicas e por um cronograma de entregas que minimize incertezas políticas.

Pergunta-chave: o Brasil está pronto para uma abertura gradual?

O avanço dependerá da capacidade do governo de articular uma agenda que una redução de custos sistêmicos com previsibilidade tarifária. Além disso, a escolha de setores-piloto para descompressão pode acelerar ganhos concretos e blindar o processo contra ruídos políticos. Nesse sentido, a combinação de moderação diplomática, métricas claras e execução doméstica pode transformar o momento em um ciclo de competitividade, com efeitos positivos sobre produtividade e comércio.

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Conclusão: cautela, execução e vantagem comparativa

A narrativa da “estratégia correta” de Fernando Haddad só se sustentará se for seguida por execução coerente. Para Ecio Costa, isso significa reduzir o protecionismo e abandonar a retórica que encarece a integração internacional. Para Igor Lucena, o caminho passa por um pacote técnico com entregas setoriais, metas verificáveis e pragmatismo nas contrapartidas. Enquanto isso, o Brasil precisa mostrar que consegue avançar sem confundir política com política comercial.

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Créditos: depositphotos.com / thenews2.com

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