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Ibovespa respira e sobe acompanhando bolsas no exterior

BMCNEWS Por BMCNEWS
10/01/2022
Em MERCADOS
São Paulo - Bolsa de Valores (B3) no Brasil
Foto: Reuters – Cris Faga/ZUMA Wire/Alamy Live News

Atualizado às 12h02

O Ibovespa opera em alta de 1,51%, aos 111.787 pontos nesta quarta-feira (29), acompanhando as principais bolsa internacionais, depois de registrar forte queda na véspera.

Entre as altas do índice, destaque para as ações da Petrobras (PETR4), com alta de 1,37 a R$ 27,33 e da Vale (VALE3), que sobem 1,80%, negociadas a R$ 76,20. Entre os bancos, Bradesco (BBDC4) registra alta de 1,76 a R$ 20,79, enquanto Itaú (ITUB3) avança 1,06% a R$ 26,79.

Petrobras, que abriu em alta, agora segue o do petróleo, que aguarda os estoques do DoE e cai. Papel ON da estatal recua (#PETR3) 0,50% (R$ 27,6) e PN (PETR4) -0,22% (R$ 26,90). Já Vale (VALE3) sobe 0,33% (R$ 75,10); Gerdau (GGBR4) +1,13% (R$ 25,89); Metalúrgica Gerdau (GOAU4) +0,42% (R$ 11,94); CSN (CSNA3) -0,43% (R$ 27,50); Usiminas (USIM5) -1,96% (R$ 15,08).

Frigoríficos, que são grandes exportadores, se beneficiam da alta do dólar e estão entre as maiores altas: JBS (JBSS3) sobe 4,09% (R$ 36,63), liderando as valorizações do índice; BRF (BRFS3) +1,09% (R$ 26,83); Marfrig (MRFG3) +2,83% (R$ 25,03); Minerva (BEEF3) +2,67% (R$ 10,76).

No cenário interno, o mercado avalia a criação de 372.265 vagas de empregos com carteira assinada em agosto, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Este é o melhor resultado desde fevereiro deste ano.

Além disso, a FGV divulgou o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que caiu 0,64% em setembro. Com esse resultado, o índice acumula agora alta de 16,00% no ano e de 24,86% em 12 meses.

Na terça-feira (28), o mercado de ações fechou em queda expressiva de 3,05%, aos 110.123 pontos, se aproximando da mínima do ano, de 108.844 pontos. As ações da Vale (VALE3) recuaram 5,01% e puxaram a Bolsa para o campo negativo, acompanhadas de siderúrgicas como Usiminas (USIM5) e CSN (CSNA3), que cederam 7,84% e 7,27%, respectivamente.

Cenário internacional:

Na China, a agência de classificação de riscos Fitch reduziu de ‘CC’ para ‘C’ (calote próximo) a nota de crédito em moeda estrangeira da incorporadora Evergrande.

Segundo a agência, o corte reflete a probabilidade de que a Evergrande tenha deixado de pagar juros referentes a uma emissão de títulos de dívida denominada em dólares na semana passada.

A Evergrande também informou nesta quarta-feira, em comunicado à Bolsa de Hong Kong, que venderá uma fatia de cerca de 20% no Shengjing Bank à Shenyang Finance. Atualmente, a empresa possui 34,5% das ações do banco, fatia que recuará para pouco menos de 15% se a transação for concluída.

O acordo prevê que a Evergrande receberá 5,70 yuans por ação, o que totalizará 9,993 bilhões de yuans, ou, aproximadamente, US$ 1,55 bilhão.

O Índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, encerrou o dia em alta de 0,67%, aos 24.663 pontos.

A recuperação das ações de tecnologia e ganhos da Boeing impulsionavam os principais índices norte-americanos nesta quarta-feira, depois que preocupações sobre a inflação e salto nos rendimentos dos Treasuries levaram a uma das piores liquidações de Wall Street neste ano.

Dez dos 11 principais setores do S&P 500 avançavam no dia, com os papéis de tecnologia e serviços de comunicação ficando entre as ações de melhor desempenho.

As ações da energia, por outro lado, lideravam as perdas, já que um rali nos preços do petróleo perdeu força. Ainda assim, o setor acumula alta de 3% até agora nesta semana e está a caminho de registrar seu melhor desempenho mensal desde fevereiro.

Ações das gigantes Amazon.com, Facebook, Microsoft, Apple e Alphabet tinham leve alta neste início de pregão, mas ainda estavam estancando as fortes perdas registradas na sessão anterior.

Um salto de 4,4% nas ações da Boeing também dava suporte ao Dow e ao S&P 500.

Veja mais:

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  • Arthur Lira defende limites fiscais: “Brasil não pode tolerar gasolina a quase R$ 7 e o gás a R$ 120”

Dólar:

O dólar rondava a estabilidade em relação ao real nos primeiros negócios desta quarta-feira, depois de avançar por cinco pregões consecutivos, mas continuava em patamares elevados em meio à cautela tanto local quanto internacional.

Às 10:25, o dólar avançava 0,04%, a 5,4290 reais na venda. Na mínima do dia, o dólar caiu a 5,4094 reais (-0,32%), enquanto o pico da sessão foi de 5,4391 (+0,22%).

No exterior, o índice da moeda dos Estados Unidos tinha alta de 0,3%, rondando máximas de 2021, enquanto alguns dos principais pares emergentes do real — peso mexicano, lira turca e rand sul-africano — apresentavam desempenho misto.

A movimentação tímida do dólar ante o real nesta manhã vem depois de uma sessão difícil para os ativos arriscados globais na véspera, já que expectativas de redução do estímulo do Federal Reserve, temores sobre o crescimento global e a crise energética da China elevaram a busca por segurança.

“Vem se formando essa tempestade perfeita” que explica os atuais patamares elevados do dólar, disse Helder Wakabayashi, especialista de finanças da Toro Investimentos.

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Na véspera, a divisa norte-americana à vista fechou em alta pelo quinto pregão consecutivo, ganhando 0,89%, a 5,427 reais — máxima desde 4 de maio (5,4322 reais) e maior ganho percentual desde 8 de setembro (+2,84%).

Entre os fatores externos que mais colaboraram para esse movimento recente de apreciação, Wakabayashi chamou a atenção para a sinalização do banco central dos EUA de que pode dar início aos cortes em suas compras de títulos já em novembro, o que tem impulsionado os rendimentos norte-americanos nos últimos dias. Isso, por sua vez, dava suporte ao dólar internacionalmente.

Apesar da pausa no rali da divisa nesta quarta-feira — que pode refletir a realização de leilão de swap cambial tradicional de até 14 mil contratos pelo Banco Central — Wakabayashi acredita que o dólar deve seguir em patamares elevados no curto prazo e encerrar o ano próximo dos 5,20-5,30 reais, uma vez que o ambiente doméstico também é fator de preocupação.

Em meio a persistentes incertezas fiscais, lideranças da Câmara dos Deputados e governo já discutem a eventual prorrogação do auxílio emergencial, conforme o Executivo Federal busca uma solução orçamentária para criar o programa social substituto do Bolsa Família, o Auxílio Brasil.

“Como não existe espaço no teto do gasto, a menos de reduções substanciais em outras despesas, (…) os investidores começam a se preocupar com a possibilidade de que o auxílio emergencial acabe sendo retirado do teto, tornando-o praticamente inefetivo”, escreveram analistas da Genial Investimentos em nota.

Somando-se aos ruídos fiscais, a expectativa dos investidores é de que a incerteza política ganhe cada vez mais força à medida que o ano eleitoral de 2022 — que deve contar com uma disputa polarizada pela Presidência — se aproxima, enquanto as pressões inflacionárias crescentes também ficam no radar.

Indicadores:
Entre os indicadores, destaque para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), que registrou queda de 0,64% em setembro. O recuo foi influenciado pela desvalorização dos preços do minério de ferro.

Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses desacelerou de 31,12% em agosto para 24,86% em setembro, abaixo do nível de 30% pela primeira vez desde fevereiro (28,94%). Em 2021, o índice tem alta de 16%.

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