Pular para o conteúdo
Mercados
IBOV 208.561 +1.14% USD/BRL R$ 4,98 -0.74% EUR/BRL R$ 5,57 -0.95% BTC/BRL R$ 412.677 +1.75% PETR4 R$ 56,45 +1.75% VALE3 R$ 67,34 -0.44% WEGE3 R$ 51,52 -0.48% ITUB4 R$ 49,80 +0.91% BBDC4 R$ 21,49 -0.09% BBAS3 R$ 24,64 +1.57% BPAC11 R$ 80,41 +3.80% ABEV3 R$ 15,97 -1.11% CYRE3 R$ 35,53 +7.34%
Nelogica
ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Belém virando referência em economia criativa: além do açaí e do Ver-o-Peso

Belém, capital do Pará, está surpreendendo o Brasil ao emergir como uma das cidades mais vibrantes quando o assunto é cultura, sustentabilidade e economia criativa. Se antes era conhecida apenas pelos sabores da Amazônia e o icônico Mercado Ver-o-Peso, hoje a cidade desponta como símbolo de um novo modelo de urbanismo: mais inclusivo, resiliente e culturalmente forte.

A fusão entre tradições centenárias e inovações contemporâneas tem feito de Belém um verdadeiro polo amazônico de turismo cultural e práticas sustentáveis.

Cultura amazônica viva em cada canto

Belém carrega em sua essência uma identidade profundamente enraizada na cultura amazônica. O Theatro da Paz, um dos mais antigos e importantes do país, é palco de grandes espetáculos e abriga projetos de formação musical. Já o Museu Paraense Emílio Goeldi se tornou referência nacional na preservação da biodiversidade e das culturas indígenas.

Nos últimos anos, eventos como a Festa Literária Internacional de Belém e festivais de cinema amazônico têm ampliado o alcance da cena cultural local. O movimento de artistas, escritores, músicos e empreendedores criativos impulsiona a economia com base na produção cultural e na valorização da identidade regional.

Sustentabilidade como pilar de desenvolvimento urbano

Com a proximidade da COP30, que será sediada em Belém em 2025, a cidade está intensificando políticas públicas voltadas à sustentabilidade. O Parque Estadual do Utinga é um exemplo claro: com trilhas ecológicas, oficinas de educação ambiental e gestão participativa, ele se tornou uma área modelo de convivência entre natureza e população urbana.

COP30 – Créditos: depositphotos.com / ricochet69

Iniciativas em bairros periféricos vêm promovendo hortas comunitárias, coleta seletiva, empreendedorismo verde e capacitação de jovens em soluções ambientais — tudo isso integrando cultura e preservação.

Belém não está apenas se adaptando ao debate climático. Está se posicionando como protagonista da Amazônia urbana, mostrando que é possível combinar desenvolvimento com responsabilidade ambiental.

Economia criativa com sotaque nortista

Mercados, feiras e cooperativas culturais ganham força em Belém como vetores de uma economia criativa baseada na ancestralidade e na biodiversidade. A culinária paraense, que já é reconhecida internacionalmente, vai muito além do açaí: inclui ingredientes como jambu, tucupi, maniçoba e peixes amazônicos, todos com forte valor simbólico e ambiental.

O Ver-o-Peso, maior mercado a céu aberto da América Latina, é muito mais do que um ponto turístico — é um centro de trocas culturais, afetivas e econômicas, onde saberes tradicionais e empreendedorismo popular se encontram.

Turismo consciente e fortalecimento comunitário

Belém tem investido em roteiros turísticos que fogem do padrão massificado. Passeios por ilhas fluviais, visitas a comunidades ribeirinhas e experiências de turismo de base comunitária colocam o visitante em contato direto com a Amazônia urbana, de forma ética e sustentável.

Essas experiências, além de oferecerem contato genuíno com a cultura local, fortalecem a economia de pequenos produtores, artesãos e guias locais, criando um ciclo virtuoso entre turismo e inclusão.

Belém virando referência em economia criativa: além do açaí e do Ver-o-Peso
Belém do Pará - Créditos: depositphotos.com / gustavofrazao