A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização das chamadas “canetas emagrecedoras” das marcas Gluconex e Tirzedral em todo o território nacional. A medida reforça o cerco do órgão a medicamentos irregulares utilizados para perda de peso.
A decisão ocorre em meio à crescente popularização desses produtos, muitos deles vendidos sem autorização sanitária e sem comprovação de segurança.
Proibição total e apreensão
Segundo a Anvisa, os produtos foram considerados irregulares por não possuírem registro sanitário, o que impede qualquer avaliação oficial sobre qualidade, eficácia e segurança.
Com isso, ficam proibidos:
- comercialização
- distribuição
- fabricação
- importação
- propaganda
- uso
A agência também determinou a apreensão de todos os lotes encontrados no mercado.
Venda irregular e origem desconhecida
De acordo com o órgão regulador, as canetas vinham sendo comercializadas principalmente pela internet e redes sociais, muitas vezes por empresas sem autorização de funcionamento ou identificação clara.
Nessas condições, os produtos são classificados como de origem desconhecida, o que significa ausência de garantias sobre:
- composição real
- dosagem
- armazenamento
- efeitos no organismo
Riscos à saúde
A Anvisa alerta que o uso dessas canetas pode trazer riscos relevantes à saúde, especialmente pela possibilidade de conter substâncias não declaradas ou em concentrações inadequadas.
Especialistas apontam que o uso indevido de compostos hormonais, comum nesse tipo de produto, pode provocar efeitos adversos graves, sobretudo sem acompanhamento médico.
A recomendação é que medicamentos para emagrecimento sejam utilizados apenas com prescrição médica e quando regularmente aprovados pelos órgãos competentes.
Avanço da fiscalização
A proibição de Gluconex e Tirzedral se insere em um movimento mais amplo de intensificação da fiscalização sobre medicamentos irregulares para perda de peso.
Nos últimos meses, o órgão tem ampliado ações contra produtos que:
- não passaram por testes clínicos adequados
- não possuem autorização para venda no Brasil
- são importados ou fabricados de forma irregular
O avanço dessas medidas ocorre em um cenário de forte demanda por soluções rápidas de emagrecimento, impulsionadas sobretudo pelas redes sociais.
Em síntese, a decisão reforça o posicionamento da Anvisa de retirar do mercado produtos sem comprovação científica e que representem risco potencial à saúde pública.













