O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que não vê nem Luiz Inácio Lula da Silva nem Jair Bolsonaro como favoritos absolutos para vencer as eleições presidenciais de 2026. Em discurso realizado na tarde desta segunda-feira, durante evento promovido pelo LIDE, Kassab também criticou a carga tributária, o tamanho do Estado e defendeu reformas estruturais para destravar a economia brasileira.
Segundo o dirigente partidário, o cenário eleitoral segue aberto e a disputa ainda está longe de estar definida.
“Hoje eu vou ser sincero com vocês. Eu não vejo o Lula nem o Bolsonaro ganhando a eleição”, afirmou Kassab.
Eleições de 2026 seguem indefinidas, diz Kassab
Kassab afirmou que pesquisas eleitorais neste momento refletem mais o grau de conhecimento dos candidatos do que o comportamento real do eleitor durante a campanha.
Segundo ele, nomes com menor exposição pública tendem a crescer ao longo do processo eleitoral, como já ocorreu em outras disputas recentes.
“A pesquisa hoje reproduz duas candidaturas que têm recall, e quem não tem recall só cresce na campanha”, declarou.
O presidente do PSD citou como exemplos eleições anteriores em São Paulo e a ascensão de candidaturas que começaram atrás nas sondagens e avançaram ao longo da corrida eleitoral.
Rejeição alta de Lula e Bolsonaro preocupa
Durante o discurso, Kassab destacou que tanto Lula quanto Bolsonaro enfrentam níveis elevados de rejeição, o que, na avaliação dele, abre espaço para uma alternativa competitiva.
“Como pode, ainda em ambiente de primeiro turno, um candidato com mais de 40% de rejeição e outro também com mais de 40% de rejeição estarem na frente?”, questionou.
Kassab elogia Caiado e cita nomes para a disputa
Ao comentar possíveis nomes para 2026, Kassab citou governadores e lideranças nacionais. Entre eles, destacou Ronaldo Caiado.
“Eu acho que o único desses que hoje é completo, que não tem uma única denúncia, que fez um governo excepcional e é o governador mais bem avaliado, é o Ronaldo Caiado”, afirmou.
Além de Caiado, Kassab mencionou Romeu Zema e outras lideranças como nomes em discussão para o próximo pleito.
Críticas ao governo Lula e à política econômica
Kassab também fez críticas à condução econômica do governo federal. Segundo ele, houve aumento expressivo da carga tributária e falta de medidas para melhorar a competitividade das empresas.
“O aumento da carga tributária foi brutal”, declarou.
Ele afirmou ainda que propostas recentes elevaram impostos sem contrapartidas relevantes de redução de custos para o setor produtivo.
Estado grande e falta de reformas travam crescimento
O presidente do PSD disse que o Brasil precisa enfrentar temas estruturais, como reforma administrativa, eficiência estatal e redução de desperdícios.
“Bom governo é governo honesto, de gente experiente, que traga gente nova, que tenha autoridade moral e que faça as reformas necessárias”, afirmou.
Kassab também criticou prejuízos em estatais e defendeu maior eficiência da máquina pública.
Investidores voltariam com estabilidade, diz Kassab
Na avaliação do dirigente, o Brasil pode voltar a atrair capital rapidamente caso ofereça segurança institucional e previsibilidade econômica.
“Basta um bom governo e segurança para o Brasil que, em questão de meses, é uma enxurrada de investidores”, disse.
Segundo ele, além de atrair novos recursos, um ambiente mais estável evitaria a saída de empresas e empresários do país.
Cenário segue aberto
Para Kassab, a eleição presidencial ainda está em fase inicial e mudanças relevantes podem ocorrer nos próximos meses.
“O jogo nem começou”, concluiu.















