BM&C NEWS
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • EMPRESAS E NEGÓCIOS
  • Análises
  • ECONOMIA
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • EMPRESAS E NEGÓCIOS
  • Análises
  • ECONOMIA
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados

Brasil, o país das apostas dobradas

Vivemos em um país no qual a polarização leva muitos líderes a confundirem a cena política com uma mesa de pôquer. Nesta sequência de jogadas, parece haver um só movimento por parte dos jogadores – o “all in”, aquele lance em que se parte para o tudo ou nada. Ocorre que, de partida em partida, os oponentes vão dobrando sua aposta constantemente, elevando os riscos e criando instabilidades crescentes.

Depois da prisão de Jair Bolsonaro, no final de semana, o deputado Eduardo Bolsonaro deu a seguinte declaração: “Moraes, eu vou trabalhar o resto da minha vida inteira para provar os crimes que você cometeu. […] Pode prender meu pai aí, talvez vá condená-lo à morte, lamento. […] Se você acha que aqui a gente vai parar, eu te garanto: a gente vai dobrar a aposta, porque a gente sabe como você é”. Para arrematar, golpeou abaixo da linha da cintura: “Sem a sua caneta, você é uma mariquinha”.

Entende-se a revolta do deputado. Mas seu comportamento mostra um ímpeto que pode afastá-lo de seus objetivos. O clã Bolsonaro se vê em guerra contra um adversário poderoso, o ministro Alexandre de Moraes. Mas adota táticas de confronto que não levam a lugar nenhum. Dobrar a aposta contra Moraes não parece funcionar, pois o juiz reage da mesma forma. Se nem a Lei Magnitsky conseguiu contê-lo, não é pela agressividade que se vai conseguir alguma coisa.

A impressão que se tem é que Eduardo Bolsonaro age como militares afoitos e vaidosos, como o general póstumo George Custer. A lembrança da Batalha de Little Bighorn ajuda a ilustrar esse ímpeto. Em 1876, o então tenente-coronel George Armstrong Custer acreditou que poderia derrotar facilmente as forças indígenas que enfrentava. Avançou com confiança desmedida, ignorando sinais de que o inimigo era numeroso e bem-preparado.

O resultado foi uma derrota fulminante que o transformou em figura lendária apenas depois da morte, um general póstumo cuja fama nasceu do fracasso. Eduardo Bolsonaro, ao dobrar suas apostas contra Alexandre de Moraes, corre o risco de repetir esse padrão. A bravata rende manchetes e notoriedade, mas a estratégia conduz a um impasse que pode se converter em derrota política.

A família Bolsonaro e seus seguidores mais extremados parecem seguir esta regra de comportamento: mais importante do que vencer a batalha é fustigar o adversário e desopilar o fígado. Acontece que esta é uma contenda política, não uma briga de rua. Em um momento como esse, é preciso compreender o contexto e traçar estratégias vencedoras. Mas Eduardo e seus irmãos estão apenas cutucando o inimigo com a vara curta.

Leia Mais

ministro Alexandre de Moraes

EUA retiram Alexandre de Moraes da lista de sanções da Lei Magnitsky

12 de dezembro de 2025
senador flávio bolsonaro

Flávio Bolsonaro condiciona retirada da pré-candidatura à volta do pai às urnas

8 de dezembro de 2025

Uma frase atribuída ao cientista Albert Einstein define loucura como o ato de fazer repetidamente a mesma coisa e esperar resultados diferentes. Em sua queda de braço com Alexandre de Moraes, o clã Bolsonaro repetiu os mesmos golpes desde o primeiro round. E perdeu todos.

No entanto, política não se vence com bravatas nem com apostas dobradas, mas com inteligência estratégica e capacidade de construir alianças. Persistir em repetir os mesmos erros apenas reforça a imagem de um grupo que confunde coragem com imprudência. Se a lição de Custer ainda ecoa como advertência histórica, o clã Bolsonaro parece disposto a ignorá-la, preferindo o fácil espetáculo da derrota ao tortuoso e difícil caminho da vitória.

*As opiniões transmitidas pelo colunista são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a opinião da BM&C News.

Inovação exige previsibilidade, e o Brasil ainda não entrega

Com 381 metros de altura, 102 andares e construído em tempo recorde de 410 dias: o icônico arranha-céu que foi o mais alto do mundo por 40 anos e se tornou o maior símbolo de Nova York no cinema

Custando menos de R$ 114 mil e câmbio manual de 6 marchas, o novo sedã da Chevrolet chega com tudo fazendo 16,8 km/l

Com 13 km de extensão sobre o mar e um vão central de 72 metros de altura: a monumental obra da engenharia brasileira que uniu duas cidades e mudou para sempre a paisagem da Baía de Guanabara

Café Pace amplia proposta da marca Pace ao unir cafeteria e referências da cultura japonesa em São Paulo

Atrasos no INPI e falta de compensação em patentes seguem travando a inovação no Brasil

COPYRIGHT © 2025 BM&C NEWS. TODO OS DIREITOS RESERVADOS.

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar

Adicionar nova lista de reprodução

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • EMPRESAS E NEGÓCIOS
  • Análises
  • ECONOMIA

COPYRIGHT © 2025 BM&C NEWS. TODO OS DIREITOS RESERVADOS.