As bolsas de Nova York encerraram a sessão desta terça-feira sem direção única, com S&P 500 e Nasdaq renovando recordes históricos de fechamento, impulsionados principalmente pelo desempenho das empresas de tecnologia e pelo otimismo do mercado com o avanço da inteligência artificial.
O índice Dow Jones caiu 0,23%, aos 50.461,68 pontos. Já o S&P 500 avançou 0,61%, para 7.519,09 pontos, enquanto o Nasdaq subiu 1,19%, encerrando aos 26.656,18 pontos. Ambos renovaram máximas históricas.
O mercado também acompanhou as negociações envolvendo Estados Unidos e Irã para um possível encerramento do conflito no Oriente Médio. Apesar das tensões recentes, investidores demonstraram maior apetite por risco ao longo da sessão.
Entre os destaques do dia, as ações do setor de semicondutores e memória voltaram a disparar. A Micron avançou 19,3% e ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado. O movimento foi acompanhado por outras companhias do segmento, como Seagate Technology, que subiu 4%, e Western Digital, com alta de 8,3%.
No setor farmacêutico, a Eli Lilly anunciou a aquisição de três empresas ligadas ao desenvolvimento de vacinas. Apesar da notícia, as ações fecharam praticamente estáveis, com leve queda de 0,02%.
Já a Starbucks recuou 1,6% após ameaças de boicote na Coreia do Sul relacionadas a uma campanha de marketing da companhia.
As petroleiras também ficaram pressionadas diante da queda dos preços do petróleo. O WTI recuou cerca de 3% na retomada dos negócios após o feriado do Memorial Day nos Estados Unidos. Nesse cenário, as ações da Exxon Mobil caíram 3,3%, mesmo após notícias de negociações da companhia com a Venezuela para oportunidades de exploração de petróleo no país.
O setor aeroespacial teve forte valorização com a expectativa em torno do possível IPO da SpaceX. A Redwire disparou 26%, enquanto a AST Spacemobile avançou 13%. Já a Firefly Aerospace registrou alta de 18,8%.
No campo geopolítico, o Irã afirmou ter derrubado um drone dos Estados Unidos no Golfo Pérsico e acusou Washington de violar o cessar-fogo vigente. Os norte-americanos, por sua vez, classificaram a ação militar como um “ato de defesa”.














