A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (26) uma operação contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, para apurar investimentos de recursos do Rioprevidência em ativos ligados ao Banco Master.
Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
Cláudio Castro na mira da PF
A investigação apura suspeitas de crimes contra o sistema financeiro, gestão fraudulenta, desvio de recursos, fraude contra investidores, associação criminosa e corrupção passiva.
O foco da operação está em cerca de R$ 970 milhões aplicados pelo fundo previdenciário fluminense em papéis do Banco Master. Segundo a apuração, os ativos tinham vencimentos longos, o que ampliou a atenção sobre o grau de risco e a governança das aplicações.
O caso aumenta a pressão sobre ex-integrantes da gestão estadual e reforça os desdobramentos políticos e institucionais da crise envolvendo o Banco Master. A investigação também reacende o debate sobre a gestão de recursos previdenciários públicos e os critérios usados na escolha de ativos financeiros.
Fundos de previdência têm papel sensível
Fundos previdenciários têm papel sensível porque administram recursos ligados ao pagamento futuro de benefícios. Por isso, aplicações em papéis de maior risco costumam gerar preocupação quando envolvem suspeitas de irregularidades ou falta de transparência.
A operação da PF adiciona uma nova frente ao caso Master, que já vinha mobilizando autoridades econômicas, reguladores e agentes do mercado. O episódio mostra que os efeitos da crise não se limitam ao banco e podem alcançar governos, fundos públicos e estruturas de investimento.
Os impactos no mercado
No mercado financeiro, o caso reforça a necessidade de acompanhamento sobre exposição de fundos a crédito privado e instituições sob investigação. Para investidores, o episódio também aumenta a atenção sobre governança, auditoria e composição das carteiras.
A investigação ainda está em andamento e os próximos passos devem indicar a extensão das responsabilidades e eventuais impactos sobre os envolvidos. Até lá, o caso permanece como um dos principais focos de atenção envolvendo sistema financeiro, política estadual e recursos previdenciários.














