BM&C NEWS
  • 🔴AO VIVO
  • MERCADOS
  • COLUNA
  • MERCADO DE CAPITAIS
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • 🔴AO VIVO
  • MERCADOS
  • COLUNA
  • MERCADO DE CAPITAIS
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados

Exclusivo: Jean Paul Prates alerta para riscos geopolíticos e dependência externa de diesel do Brasil

Ex-presidente da Petrobras afirma que dependência do diesel importado mantém o Brasil exposto a choques externos e pressões inflacionárias.

Sofia TostaPor Sofia Tosta
25/05/2026

A escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio reacendeu as preocupações sobre os impactos do petróleo na economia global e na segurança energética de países importadores. Em entrevista ao programa Strike, da BM&C News, o ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, afirmou que o Brasil ainda enfrenta vulnerabilidades importantes, sobretudo pela dependência da importação de diesel, combustível essencial para transporte, agronegócio e logística.

Embora o país tenha alcançado a autossuficiência na produção de petróleo, o sistema de refino ainda não atende completamente à demanda doméstica. Atualmente, cerca de 20% do diesel consumido no Brasil é importado, o que mantém o país exposto às oscilações do mercado internacional e aos efeitos de conflitos externos sobre preços e oferta física de combustíveis.

“Ao longo desse tempo, nós corremos atrás de termos um parque de refino que conseguisse atender às demandas do Brasil. No entanto, essa segunda parte é bem mais complexa do que simplesmente produzir petróleo de qualquer tipo, a qualquer preço”, afirmou Jean Paul Prates.

Dependência do diesel mantém vulnerabilidade econômica

O ex-presidente da Petrobras explicou que o petróleo continua sendo a commodity mais globalizada e imprevisível da economia mundial. Segundo ele, nenhum país consegue controlar integralmente o preço do barril, já que fatores como conflitos armados, ataques terroristas e crises institucionais interferem diretamente na formação dos preços internacionais.

Nesse contexto, Prates destacou que a busca pela autossuficiência energética atravessou diferentes governos brasileiros desde a era Vargas. Na avaliação dele, independentemente da orientação ideológica, sempre houve consenso sobre a importância estratégica de reduzir a dependência externa em combustíveis fósseis.

“Para qualquer país é importante não depender do petróleo externo ou depender o mínimo possível, porque o petróleo é a commodity com a variação mais globalizada de todas”, ressaltou Jean Paul Prates.

Refino integrado é peça central do abastecimento

Durante a entrevista, Prates também criticou a venda de refinarias isoladas da Petrobras nos últimos anos. Segundo ele, o sistema nacional de refino opera de maneira integrada e depende de trocas técnicas, logísticas e operacionais entre diferentes unidades para garantir eficiência e estabilidade no abastecimento.

Na avaliação do especialista, refinarias desconectadas tendem a perder competitividade, elevar custos e reduzir a capacidade de adaptação diante de oscilações de demanda ou interrupções no fornecimento. Ele citou casos como a refinaria da Bahia e outras unidades vendidas em processos de desinvestimento.

“Refino não é um negócio como uma fábrica de salgado ou um restaurante de sanduíche. Você não consegue montar uma refinaria do lado da outra e fazê-las competir como em outros mercados”, argumentou Jean Paul Prates.

Guerra prolongada aumenta risco de escassez

Prates explicou que os efeitos de um conflito internacional sobre o mercado de petróleo acontecem em etapas. Inicialmente, o abastecimento segue relativamente estável devido aos navios cargueiros que já estão em deslocamento. Porém, caso a crise se prolongue, os estoques globais começam a ser consumidos e o mercado passa a precificar riscos maiores de escassez.

Leia Mais

Turnaround avança no Brasil e expõe fragilidade financeira das empresas, diz especialista

25 de maio de 2026
FIDC

FIDC: o que é e por que esse fundo cresceu tanto no Brasil

25 de maio de 2026

Segundo ele, o transporte marítimo de petróleo opera em ritmo lento, o que faz com que os impactos logísticos apareçam semanas ou até meses após o início das tensões geopolíticas. Nesse cenário, países mais dependentes da importação enfrentam pressões crescentes sobre custos e segurança energética.

“Os tanqueiros que já tinham saído ainda iam levar um mês, um mês e meio, dois meses para chegar aos seus destinos. Só que agora esses estoques já estão começando a chegar no descontamento”, explicou Jean Paul Prates.

Subsídios e soberania energética

Para reduzir os impactos da alta internacional do petróleo, Prates defendeu o uso temporário de subsídios e subvenções governamentais. Segundo ele, o modelo adotado pelo governo busca compensar importadores de diesel sem transferir integralmente os custos da crise ao consumidor final.

Na avaliação do ex-presidente da Petrobras, a estratégia utiliza receitas extraordinárias obtidas com a exportação de petróleo para amortecer os efeitos da disparada do barril sobre frete, inflação e atividade econômica. Ele ressaltou que mecanismos semelhantes são utilizados internacionalmente em períodos de choque geopolítico.

“Isso é exercício da soberania, na sua mais bela acepção da palavra. O governo está compartilhando essa receita extraordinária com os cidadãos e consumidores”, avaliou Jean Paul Prates.

Formação de preços vai além da cotação internacional

Ao longo da conversa, Prates também comentou o fim da Política de Paridade de Importação (PPI), adotada anteriormente pela Petrobras. Segundo ele, o modelo fazia com que o consumidor brasileiro pagasse preços equivalentes aos praticados no mercado internacional mesmo em um país produtor e refinador de petróleo.

O especialista argumentou que o preço final dos combustíveis no Brasil resulta de uma combinação de fatores, incluindo logística, impostos, mistura obrigatória de biocombustíveis, margens de distribuição e condições regionais de mercado. Para ele, não existe um único preço global válido para todos os países ou regiões.

“O preço do Brasil é o preço do mercado brasileiro. Havia uma ilusão de que o PPI era o preço global de mercado, mas esse é o preço do trader, não o preço do combustível para cada cidadão em cada país”, concluiu Jean Paul Prates.

 

jean paul prates

Foto: BM&C News

Leia

Fim da escala 6×1 terá transição de um ano, diz Hugo Motta

JBS entra na prévia do Russell 3000 e pode atrair US$ 190 milhões, diz Morgan Stanley

Lula lidera Flávio Bolsonaro em cenário de 2026, enquanto rejeição pesa na disputa

O que aconteceria se o diesel acabasse? A dependência invisível que move a economia brasileira

Diesel, importação e abastecimento: a conta por trás do preço na bomba

Por que empresas captam dinheiro na bolsa em vez de pegar empréstimo

Bruno Spada/Câmara dos Deputados. Fonte: Agência Câmara de Notícias
POLÍTICA

Fim da escala 6×1 terá transição de um ano, diz Hugo Motta

25 de maio de 2026

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou nesta segunda-feira (25) que o relatório final da PEC que acaba...

Leia maisDetails
DIESEL NO BRASIL
PETRÓLEO E ENERGIA

Diesel: o combustível que pode parar o Brasil em poucos dias

23 de maio de 2026

O diesel costuma aparecer no debate público quando o preço sobe. Mas o risco mais sensível para a economia brasileira...

Leia maisDetails
Bruno Spada/Câmara dos Deputados. Fonte: Agência Câmara de Notícias
POLÍTICA

Fim da escala 6×1 terá transição de um ano, diz Hugo Motta

25 de maio de 2026
Divulgação/JBS
EMPRESAS E NEGÓCIOS

JBS entra na prévia do Russell 3000 e pode atrair US$ 190 milhões, diz Morgan Stanley

25 de maio de 2026
FIDC
MERCADO DE CAPITAIS

FIDC: o que é e por que esse fundo cresceu tanto no Brasil

25 de maio de 2026
alexandre de moraes
POLÍTICA

Moraes é notificado por e-mail em processo da Trump Media nos EUA

25 de maio de 2026

Leia Mais

Bruno Spada/Câmara dos Deputados. Fonte: Agência Câmara de Notícias

Fim da escala 6×1 terá transição de um ano, diz Hugo Motta

25 de maio de 2026

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou nesta segunda-feira (25) que o relatório final da PEC que acaba...

Divulgação/JBS

JBS entra na prévia do Russell 3000 e pode atrair US$ 190 milhões, diz Morgan Stanley

25 de maio de 2026

A JBS foi incluída na lista preliminar de adições ao Russell 3000, índice da FTSE Russell que reúne empresas listadas...

FIDC

FIDC: o que é e por que esse fundo cresceu tanto no Brasil

25 de maio de 2026

O FIDC, sigla para Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, é um tipo de fundo que investe em recebíveis. Na...

alexandre de moraes

Moraes é notificado por e-mail em processo da Trump Media nos EUA

25 de maio de 2026

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi notificado judicialmente na última sexta-feira (22) para responder a...

LULA E FLÁVIO

Lula lidera Flávio Bolsonaro em cenário de 2026, enquanto rejeição pesa na disputa

25 de maio de 2026

A pesquisa BTG-Nexus divulgada nesta segunda-feira (25) reforça um cenário de forte polarização na corrida presidencial de 2026. No primeiro...

DIESEL NO BRASIL

O que aconteceria se o diesel acabasse? A dependência invisível que move a economia brasileira

25 de maio de 2026

O Brasil costuma discutir o diesel pelo preço na bomba. Mas, em uma economia fortemente dependente do transporte rodoviário, o...

boletim focus

Boletim Focus: mercado eleva inflação de 2026 para 5,04% e mantém Selic em 13,25%

25 de maio de 2026

O mercado financeiro voltou a elevar a projeção para a inflação de 2026. Segundo o Boletim Focus do Banco Central,...

preços dos combustíveis

Diesel, importação e abastecimento: a conta por trás do preço na bomba

25 de maio de 2026

O preço dos combustíveis no Brasil costuma ser discutido a partir do valor final pago pelo consumidor na bomba. Mas,...

ESTADOS UNIDOS E IRÃ

Estados Unidos e Irã avançam em negociação, mas impasse nuclear e Ormuz ainda travam acordo

25 de maio de 2026

As negociações entre Estados Unidos e Irã avançaram nos últimos dias, mas ainda não há um acordo definitivo para encerrar...

Créditos: depositphotos.com / JoPanuwatD

PIB do Brasil, PCE dos EUA e feriados no exterior marcam a semana dos mercados

25 de maio de 2026

A semana entre 25 e 29 de maio começa com liquidez reduzida nos mercados internacionais e uma agenda econômica carregada...

Veja mais

Quem somos

A BM&C News é um canal multiplataforma especializado em economia, mercado financeiro, política e negócios. Produz conteúdo jornalístico ao vivo e sob demanda para TV, YouTube e portal digital, com foco em investidores e executivos.

São Paulo – Brasil

Onde assistir

Claro TV+ – canal 547
Vivo TV+ – canal 579
Oi TV – canal 172
Samsung TV Plus – canal 2053
Pluto TV

Contato

Redação:
[email protected]

Comercial:
[email protected]

Anuncie na BM&C News

A BM&C News conecta marcas a milhões de investidores através de TV, YouTube e plataformas digitais.

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar

Adicionar nova lista de reprodução

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • ELEIÇÕES 2026
  • ECONOMIA
  • MERCADO DE CAPITAIS
  • POLÍTICA
  • PETRÓLEO E ENERGIA
  • INTERNACIONAL
  • CANNES LIONS
  • CASO MASTER
  • EMPRESAS E NEGÓCIOS
  • PROGRAMAS BM&C
    • BM&C BUSINESS
    • BM&C STRIKE
    • BM&C TALKS
    • BM&C VISÕES
    • CONEXÃO SEGURA
    • GLOBAL WALLET
    • LEADERS CONNECTION
    • MANHATTAN CONNECTION
    • MANIFESTE-SE
    • MERCADO & BEYOND
    • MONEY REPORT
    • PAINEL BM&C
    • PAPO DE DINHEIRO
    • REPCAST
    • ROTA FÁCIL
    • SMART MONEY
    • WALL STREET CAST

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.