O Ibovespa fechou em forte queda nesta segunda-feira, pressionado principalmente pelo desempenho negativo de ações mais sensíveis ao cenário de juros, em uma sessão marcada por cautela nos mercados globais e aumento da aversão ao risco.
O principal índice da bolsa brasileira recuou 1,19%, aos 181.908,87 pontos, após oscilar entre a mínima de 181.402,67 pontos e a máxima de 184.201,55 pontos ao longo do pregão. O volume financeiro negociado somou cerca de R$ 24,8 bilhões.
O movimento de baixa foi puxado principalmente por ações ligadas ao consumo doméstico, varejo e construção civil, setores considerados mais sensíveis à trajetória dos juros. Investidores seguem avaliando a perspectiva de manutenção da Selic em patamar elevado por mais tempo, diante das incertezas fiscais e do ambiente internacional mais turbulento.
Entre os papéis de maior peso no índice, ações de grandes bancos também encerraram em baixa, enquanto empresas ligadas a commodities tiveram desempenho misto. Petrobras acompanhou o recuo do petróleo no exterior, enquanto Vale limitou parte das perdas do índice.
No cenário internacional, o mercado acompanhou novos desdobramentos envolvendo as tensões no Oriente Médio, além da movimentação dos rendimentos dos Treasuries nos Estados Unidos. O ambiente de cautela reduziu o apetite por ativos de risco ao redor do mundo.
Com o desempenho desta sessão, o Ibovespa voltou a operar abaixo da marca dos 182 mil pontos, ampliando as perdas acumuladas nas últimas semanas.














