A semana entre 11 e 15 de maio começa com uma agenda macroeconômica concentrada em dados de inflação, atividade econômica e balanços corporativos. No radar dos investidores estão o IPCA no Brasil, os índices de preços ao consumidor e ao produtor dos Estados Unidos, os dados de inflação da China, a segunda prévia do PIB da Zona do Euro e indicadores de atividade em economias relevantes.
O foco principal será a leitura dos dados de inflação. Depois de uma semana marcada por números do mercado de trabalho nos Estados Unidos, os investidores passam a acompanhar indicadores que podem alterar as expectativas para juros nas principais economias. Nos EUA, o CPI e o PPI serão observados pelo impacto direto sobre as apostas em relação ao Federal Reserve. No Brasil, o IPCA de abril será o principal dado doméstico da semana.
No Brasil, a agenda começa com o Boletim Focus, que mostra as projeções do mercado para inflação, juros, câmbio e PIB. Também serão divulgados o FIPE-IPC, a balança comercial, o IPCA de abril, os dados de vendas no varejo e a Pesquisa Mensal de Serviços. Esses indicadores ajudam a medir o ritmo da atividade econômica e a pressão sobre os preços em um momento de atenção à curva de juros.
A inflação oficial será o ponto central da semana doméstica. O resultado do IPCA pode influenciar a leitura dos investidores sobre o espaço para novos movimentos da política monetária, especialmente após oscilações recentes no dólar e nos juros futuros. Dados de varejo e serviços também entram no radar por mostrarem a força da demanda interna.
A B3 também terá uma semana relevante por causa da reta final da temporada de balanços e dos vencimentos de derivativos. Entre os destaques corporativos, o mercado acompanha os números da Petrobras, além de outras companhias importantes listadas na Bolsa.
Nos Estados Unidos, além do CPI e do PPI, os investidores acompanham vendas no varejo, pedidos de seguro-desemprego, Índice Empire State, produção industrial, vendas de casas usadas e discursos de dirigentes do Federal Reserve. A combinação desses dados pode reforçar ou reduzir a expectativa de cortes de juros ao longo dos próximos meses.
Na China, os índices de preços ao consumidor e ao produtor ajudam a medir o ritmo de recuperação da economia e o comportamento da demanda interna. O país também terá indicadores de atividade, em meio às preocupações com desaceleração global e tensões comerciais. A agenda ganha peso adicional com a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China para reunião com Xi Jinping nos dias 14 e 15 de maio.
Na Europa, o mercado acompanha indicadores ZEW da Alemanha e da Zona do Euro, produção industrial, dados de inflação em países como Alemanha, França e Reino Unido, além da segunda estimativa do PIB europeu. Discursos de dirigentes do Banco Central Europeu, incluindo Christine Lagarde, também podem influenciar as expectativas para juros no continente.
O cenário geopolítico segue como fator de risco. Os desdobramentos da guerra no Oriente Médio continuam afetando os preços do petróleo, com impacto potencial sobre a inflação global. Relatórios do Departamento de Energia dos Estados Unidos e da Agência Internacional de Energia também estarão no radar do mercado ao longo da semana.
“Desdobramentos da guerra, do conflito do Oriente Médio, impactando diretamente aí nos preços do petróleo, que evidentemente impactam nos números de inflação das principais economias do mundo”, afirma Francisco Alves, operador de mercado e apresentador do Pre Market, da BM&C News.
Com inflação, atividade, balanços e petróleo no centro das atenções, a semana tende a ser importante para a precificação de juros, câmbio, Bolsa e commodities. Para os investidores, os dados dos próximos dias podem ajudar a definir o tom das apostas para o Federal Reserve, o Banco Central do Brasil e os principais mercados globais.














