O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira (15) em queda, interrompendo uma sequência de 11 altas consecutivas, em um movimento de realização de lucros após recordes recentes. O principal índice da bolsa brasileira recuou 0,46%, aos 197.737,61 pontos.
Durante a sessão, o índice chegou a testar novamente o patamar dos 199 mil pontos, com máxima de 199.232,46 pontos, mas perdeu força ao longo do dia, refletindo um típico pregão de ajustes após o forte rali recente. Na mínima, tocou 196.966,16 pontos.
O volume financeiro chamou atenção, somando cerca de R$ 120,3 bilhões, impulsionado principalmente pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa e contratos futuros do índice.
Sequência histórica e fluxo estrangeiro
Na véspera, o Ibovespa havia renovado máximas históricas e superado, ainda que momentaneamente, os 199 mil pontos. O movimento consolidou uma sequência de 11 sessões positivas, com ganho acumulado superior a 9% no período.
O desempenho recente tem sido sustentado pelo forte fluxo de capital estrangeiro. Dados indicam entrada líquida de R$ 14,4 bilhões em abril até o dia 13, elevando o saldo positivo no ano para R$ 67,8 bilhões.
Investidores continuam vendo o Brasil como um dos mercados mais atrativos da América Latina, especialmente em meio às incertezas globais.
Cenário externo e commodities no radar
No exterior, o mercado segue atento às tensões no Oriente Médio e às negociações envolvendo Estados Unidos e Irã, que podem influenciar diretamente os preços do petróleo e o apetite por risco global.
O petróleo Brent fechou próximo da estabilidade, com leve alta de 0,15%, a US$ 94,93 o barril, enquanto o S&P 500 avançou 0,8% e renovou recorde de fechamento, refletindo a resiliência do mercado americano.
Destaques do pregão
Entre as maiores quedas do dia, destaque para a Marfrig (MRFG3), que despencou mais de 10% após operações relevantes no mercado. A Rede D’Or (RDOR3) caiu 5,68%, também pressionada por venda de bloco de ações.
No setor financeiro, o Banco do Brasil (BBAS3) recuou 3,86%, enquanto outros grandes bancos tiveram desempenho misto. Já a Petrobras (PETR4) caiu 2,07%, acompanhando a acomodação dos preços do petróleo e atenções voltadas à assembleia da companhia.
Na ponta positiva, a Vale (VALE3) teve leve alta de 0,16%, acompanhando o avanço do minério de ferro no mercado internacional, enquanto a Porto Seguro (PSSA3) subiu 2,71%.
O movimento desta sessão reflete uma pausa técnica após o forte rali recente, com investidores ajustando posições enquanto monitoram o cenário externo e a temporada de resultados corporativos.













