O PicPay reportou lucro líquido ajustado de R$ 169 milhões no primeiro trimestre de 2026, resultado 92% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O desempenho ficou acima das projeções divulgadas anteriormente pela companhia, que também indicou expectativa de novo crescimento robusto no segundo trimestre.
A receita líquida do banco digital controlado pelo Grupo J&F avançou 70% na comparação anual, alcançando R$ 3,5 bilhões. Já a margem financeira somou R$ 1,7 bilhão, crescimento de 76%. Esta foi a primeira divulgação de resultados da instituição após a listagem de ações na Nasdaq, realizada em janeiro.
As projeções anteriores do PicPay apontavam lucro líquido ajustado próximo de R$ 155 milhões no primeiro trimestre, receita de R$ 3,15 bilhões e margem financeira em torno de R$ 1,65 bilhão.
Ao fim de março, a carteira total de crédito do PicPay atingiu R$ 28 bilhões, avanço de 116% em relação ao mesmo período de 2025 e acima das estimativas da companhia. O custo do risco ficou em 3,7%, em linha com o esperado.
A inadimplência acima de 90 dias subiu para 8,9%, ante 7,2% no quarto trimestre do ano passado e 4% um ano antes. A companhia afirmou que o indicador reflete o forte crescimento da carteira de crédito e não deve ser interpretado como deterioração da qualidade dos ativos.
Segundo o PicPay, as métricas relacionadas à formação da carteira têm apresentado melhora consistente ao longo dos últimos 12 meses, oferecendo uma visão mais prospectiva da saúde financeira da operação.
No primeiro trimestre, 13% da carteira estava classificada no Estágio 3 — categoria que reúne instrumentos financeiros com problemas de recuperação — enquanto 7% permaneciam no Estágio 2, relacionado ao aumento significativo do risco de crédito.
O banco digital encerrou março com 44,3 milhões de contas ativas. A receita média por cliente ativo (ARPAC) atingiu R$ 80,7 no trimestre, crescimento anual de 55%, enquanto o custo de servir ficou em R$ 20,30.
Projeções para o segundo trimestre
Para o segundo trimestre de 2026, o PicPay projeta lucro líquido ajustado de R$ 245 milhões, receita próxima de R$ 3,6 bilhões e margem financeira em torno de R$ 1,9 bilhão.
A carteira total de crédito deve atingir aproximadamente R$ 31 bilhões ao fim de junho, com custo de risco estimado entre 3,7% e 3,9%.
A companhia também informou que mantém reforços contínuos em suas áreas de compliance e monitoramento, em meio ao cenário regulatório e às discussões internacionais sobre combate ao crime financeiro.














