A Hapvida (HAPV3) registrou lucro líquido ajustado de aproximadamente R$ 244 milhões no primeiro trimestre de 2026, resultado que representa uma queda de 41,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior. A companhia apontou maior utilização dos serviços médicos, fatores sazonais e o avanço da operação de novas unidades próprias como os principais impactos sobre a rentabilidade.
A receita líquida da operadora somou R$ 7,892 bilhões entre janeiro e março, avanço de 5,2% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Segundo a empresa, o crescimento foi sustentado pelo aumento do tíquete médio e pela disciplina financeira, apesar do ambiente mais pressionado para o setor de saúde suplementar.
O Ebitda da companhia ficou em R$ 346 milhões, recuo de 46,8% na comparação anual. Já o Ebitda ajustado totalizou R$ 803 milhões, queda de 20% frente ao mesmo intervalo de 2025. Ainda assim, o resultado veio acima das estimativas de parte do mercado.
A sinistralidade caixa atingiu 72,2% no trimestre, alta de 0,4 ponto percentual na comparação anual. O indicador segue no radar dos investidores por refletir diretamente os custos assistenciais das operadoras de saúde.
O tíquete médio da companhia chegou a R$ 305, avanço de 7,3% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionado pelos reajustes contratuais e pela mudança no mix de produtos.
Ao final de março, a Hapvida encerrou o período com cerca de 8,7 milhões de beneficiários em planos de saúde e aproximadamente 7,2 milhões de usuários no segmento odontológico. A companhia destacou que segue focada em eficiência operacional, integração da rede própria e controle da alavancagem financeira.
A dívida líquida da operadora encerrou o trimestre em R$ 5,165 bilhões, alta de 24% na comparação anual. Com isso, a alavancagem medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ficou em 1,38 vez, avanço de 0,41 vez em relação ao mesmo período de 2025.












