BM&C NEWS
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados

Da tentativa de compra bilionária à recuperação judicial: o caso Fictor e o Banco Master

Grupo que negociava aquisição bilionária do banco pede proteção judicial após liquidação da instituição e choque de liquidez

Redação BM&C NewsPor Redação BM&C News
02/02/2026

A recuperação judicial da Fictor Holding, grupo que esteve envolvido nas negociações para a compra do Banco Master, acrescentou uma nova camada ao caso que mobiliza reguladores, mercado financeiro e o sistema político. O episódio deixa de ser restrito a uma instituição bancária e passa a produzir efeitos econômicos diretos sobre empresas fora do sistema financeiro.

A principal contradição aparente é evidente: como um grupo que negociava a aquisição de um banco acabou, poucos meses depois, pedindo recuperação judicial?

Leia Mais

MINISTÉRIO DA FAZENDA E O CRESCIMENTO DA ECONOMIA

Crescimento da economia: Fazenda reduz projeção do PIB e aponta inflação menor em 2026

6 de fevereiro de 2026
Foto: ROVENA ROSA/AGÊNCIA-BRASIL

Por que os RPPS investiram no Banco Master e os grandes fundos ficaram de fora

6 de fevereiro de 2026

A Fictor não detalhou publicamente a estrutura da operação pretendida. Pessoas próximas às negociações afirmam, porém, que uma das hipóteses consideradas no mercado envolvia uma aquisição estruturada, dependente da continuidade operacional do Banco Master, do avanço das autorizações regulatórias e da manutenção da confiança dos agentes financeiros durante o período de transição. Nesse cenário, não se trataria de uma compra tradicional, baseada em capital próprio líquido e imediatamente disponível.

Com a decisão do Banco Central de liquidar o Banco Master, qualquer desenho que dependesse da preservação da operação e de tempo regulatório foi inviabilizado.

Fictor: Choque de liquidez e colapso reputacional

No pedido de recuperação judicial, a Fictor afirma que sofreu um choque de liquidez provocado por especulações e notícias negativas associadas ao Caso Master. Na prática, o movimento seguiu um padrão conhecido em episódios de contágio financeiro: fechamento de linhas de crédito, paralisação de contrapartes, revisão de garantias e acionamento de cláusulas de vencimento antecipado.

Eventos anteriores, no entanto, já haviam levantado dúvidas sobre a capacidade patrimonial do grupo. Em julho de 2025, o Banco Central negou autorização para que um dos fundadores da Fictor adquirisse o Banco Porto Real, ao não reconhecer como líquidos os ativos apresentados na proposta. O episódio ocorreu meses antes da liquidação do Master.

A recuperação judicial permite a suspensão de execuções e a reorganização do passivo, mas não elimina questionamentos sobre a composição dos ativos e a sustentabilidade do modelo de negócios.

Contágio além do sistema bancário

A liquidação do Banco Master produziu impactos em diferentes frentes. O efeito financeiro direto foi absorvido pelo sistema com a atuação do Fundo Garantidor de Créditos e o ajuste de exposições pelas instituições. Em paralelo, empresas associadas ao banco passaram a enfrentar maior escrutínio por parte de credores e parceiros comerciais, o que acelerou cobranças e restringiu crédito.

Nesse contexto, a Fictor se tornou um dos primeiros casos visíveis de contágio fora do perímetro bancário.

Fictor: ativos frágeis e engenharia financeira 

A crise ganhou nova camada após a circular a informação de que, em 2021, a Fictor Invest utilizou títulos do extinto Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) para registrar aumento de capital de cerca de R$ 30 milhões, quando ainda operava sob a denominação One Off. 

O Besc foi incorporado pelo Banco do Brasil em 2008 e seus ativos remanescentes são considerados, pelo mercado, títulos sem valor econômico relevante. A Fictor afirma que substituiu esses ativos por dinheiro em 2023, retirando-os do balanço.

Mesmo assim, o episódio levanta uma questão estrutural: qual era, de fato, a robustez patrimonial de um grupo que se apresentava como potencial comprador de um banco relevante?

A informação reforça a leitura de que a tentativa de aquisição do Master não estava baseada em capital próprio forte, mas em estruturas complexas, promessas de aporte futuro e dependência de tempo regulatório.

Teste de viabilidade, não escudo jurídico

Segundo Eliézer Francisco Buzatto, especialista em Direito Empresarial, Processo Civil e Recuperação Judicial e membro do Instituto Brasileiro de Direito Empresarial (IBRADEM), o pedido de recuperação judicial da Fictor deve ser interpretado como um teste de aderência entre forma jurídica, realidade econômica e governança empresarial. Para o advogado, a recuperação judicial não pode ser compreendida apenas como um mecanismo automático de suspensão de cobranças, mas como um processo que exige, desde o início, demonstração concreta de viabilidade econômica, transparência patrimonial e efetiva capacidade de geração de caixa.

“Juridicamente, a recuperação judicial é um instrumento previsto na Lei 11.101/2005 para permitir que empresas viáveis, mas em crise, possam reorganizar dívidas e preservar atividades, empregos e a função social. Ela não é, porém, um escudo para afastar responsabilidades ou encobrir eventuais irregularidades. No caso da Fictor, o desafio será comprovar que há efetiva capacidade de reestruturação e geração de caixa, com um plano consistente, e não apenas a tentativa de usar o processo para “ganhar tempo”, afirma.

Segundo Buzatto, caberá ao juízo da recuperação avaliar se a situação decorre predominantemente de fatores conjunturais, como o abalo reputacional, a restrição de crédito e o impacto sistêmico do Caso Master, ou se há problemas estruturais mais profundos, relacionados à modelagem dos negócios, à qualidade dos ativos e à própria governança.

“Se não houver um diagnóstico preciso das causas da crise e um plano tecnicamente robusto, a recuperação corre o risco de se transformar em mero instrumento de postergação do problema, sem cumprir sua função legal de reestruturação e preservação da empresa”, conclui.

Crise revela fragilidade em estruturas híbridas de crédito

A crise também expõe um possível efeito dominó nas cadeias de crédito e nos meios de pagamento, ao indicar que os riscos do sistema financeiro não estão mais restritos aos bancos tradicionais. Casos como o do Master e, agora, da Fictor, mostram que grupos que orbitam o sistema, operam com estruturas híbridas, mantêm parcerias com fintechs e oferecem produtos sofisticados a investidores não profissionais podem se tornar pontos relevantes de vulnerabilidade.

Para os reguladores, o desafio passa a ser enxergar a rede de interconexões entre essas estruturas; para o Judiciário e o legislador, ajustar a aplicação das normas de insolvência a modelos empresariais complexos, preservando o equilíbrio entre a estabilidade do sistema e a proteção mínima de investidores com menor poder de barganha.

Nesse contexto, o desfecho da recuperação judicial da Fictor tende a produzir efeitos que extrapolam o próprio grupo, ao estabelecer parâmetros institucionais sobre responsabilidade, governança e alcance dos mecanismos de proteção no mercado de crédito brasileiro.

FICTOR E MASTER

Crédito: Reprodução Fictor e Master

Leia

Pesquisa revela quais setores mais sofrem com golpes digitais no Brasil

Resultados dos bancos reforçam favoritismo do Itaú e cautela com Santander

Créditos: Canva Pro
EMPRESAS E NEGÓCIOS

Pesquisa revela quais setores mais sofrem com golpes digitais no Brasil

6 de fevereiro de 2026

Os golpes digitais continuam avançando no Brasil e já produzem impactos relevantes não apenas sobre os consumidores, mas também sobre...

Leia maisDetails
AGENDA ECONOMICA
MERCADOS

Agenda econômica hoje: dados de emprego e ambiente regulatório em foco

5 de fevereiro de 2026

A agenda econômica hoje, quinta-feira (5) concentra eventos relevantes no Brasil e no exterior, com destaque para indicadores de emprego...

Leia maisDetails
Selic pode subir 1%: Inteligência Artificial aponta 89,8% de chance
MERCADOS

Ibovespa fecha a semana em alta apesar de volatilidade e ruídos domésticos

6 de fevereiro de 2026
Créditos: Canva Pro
EMPRESAS E NEGÓCIOS

Pesquisa revela quais setores mais sofrem com golpes digitais no Brasil

6 de fevereiro de 2026
resultados dos bancos
Bolsa de Valores

Resultados dos bancos reforçam favoritismo do Itaú e cautela com Santander

6 de fevereiro de 2026
PAPO DE DINHEIRO FALA SOBRE OS INVESTIMENTOS PARA 2026
PAPO DE DINHEIRO

Investimentos para 2026: como montar uma carteira eficiente no início do ano

6 de fevereiro de 2026

Leia Mais

Selic pode subir 1%: Inteligência Artificial aponta 89,8% de chance

Ibovespa fecha a semana em alta apesar de volatilidade e ruídos domésticos

6 de fevereiro de 2026

O Ibovespa encerrou a semana em terreno positivo, mesmo em meio a sessões marcadas por volatilidade e movimentos mistos entre...

Créditos: Canva Pro

Pesquisa revela quais setores mais sofrem com golpes digitais no Brasil

6 de fevereiro de 2026

Os golpes digitais continuam avançando no Brasil e já produzem impactos relevantes não apenas sobre os consumidores, mas também sobre...

resultados dos bancos

Resultados dos bancos reforçam favoritismo do Itaú e cautela com Santander

6 de fevereiro de 2026

Os resultados dos bancos voltaram ao centro das atenções do mercado após a divulgação dos números de Santander, Bradesco e Itaú,...

PAPO DE DINHEIRO FALA SOBRE OS INVESTIMENTOS PARA 2026

Investimentos para 2026: como montar uma carteira eficiente no início do ano

6 de fevereiro de 2026

O início do ano costuma ser marcado por despesas obrigatórias, como IPTU, IPVA, matrícula e material escolar, mas também representa...

MINISTÉRIO DA FAZENDA E O CRESCIMENTO DA ECONOMIA

Crescimento da economia: Fazenda reduz projeção do PIB e aponta inflação menor em 2026

6 de fevereiro de 2026

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda reduziu de 2,4% para 2,3% a estimativa de crescimento da...

Foto: ROVENA ROSA/AGÊNCIA-BRASIL

Por que os RPPS investiram no Banco Master e os grandes fundos ficaram de fora

6 de fevereiro de 2026

Série Especial BM&C News | O Caminho do Dinheiro Público no Caso Master Esta reportagem integra a série especial O...

MONEY REPORT DEBATE O EMPREENDEDORISMO NO BRASIL

Empreendedorismo no Brasil: empresários defendem liberdade econômica, visão de longo prazo e menos desperdício do Estado

6 de fevereiro de 2026

O episódio especial de número 100 do Money Report TV, exibido pela BM&C News e apresentado por Aluizio Falcão, reuniu...

FATURAMENTO DA INDUSTRIA

Faturamento da indústria fica estável em 2025 e indica perda de fôlego no segundo semestre, aponta CNI

6 de fevereiro de 2026

O faturamento da indústria de transformação ficou praticamente estável em 2025, com variação positiva de 0,1% em relação a 2024....

Bradesco

‘Resultado do Bradesco sustenta leitura construtiva para 2026’, aponta estrategista

6 de fevereiro de 2026

O Bradesco (BBDC4) registrou lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões no quarto trimestre de 2025, crescimento de 20,6% na comparação...

GRÁFICO DE AÇÕES - DESTAQUES CORPORATIVOS

Destaques corporativos do mercado: Multiplan, Vale, Petrobras e Bradesco em foco

6 de fevereiro de 2026

Os destaques corporativos de hoje, sexta-feira (6) reúnem resultados financeiros, ajustes operacionais e movimentos estratégicos de empresas listadas na B3....

Veja mais

COPYRIGHT © 2025 BM&C NEWS. TODO OS DIREITOS RESERVADOS.

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar

Adicionar nova lista de reprodução

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA

COPYRIGHT © 2025 BM&C NEWS. TODO OS DIREITOS RESERVADOS.