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PIB varia 0,1% no trimestre e confirma desaceleração da economia

Renata Nunes Por Renata Nunes
04/12/2025
Em ECONOMIA

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou estabilidade no terceiro trimestre de 2025, com variação de 0,1% frente ao segundo trimestre, na série com ajuste sazonal, segundo dados divulgados pelo IBGE. O resultado reflete um desempenho moderado da economia, com avanço na agropecuária (0,4%) e na indústria (0,8%), enquanto o setor de serviços, que responde por mais de 70% do PIB, ficou praticamente estável (0,1%).

O PIB totalizou R$ 3,2 trilhões no período. Desse montante, R$ 2,8 trilhões correspondem ao Valor Adicionado e R$ 449,3 bilhões aos impostos sobre produtos líquidos de subsídios. A taxa de investimento fechou o trimestre em 17,3% do PIB, ligeiramente abaixo dos 17,4% registrados no mesmo trimestre de 2024. Já a taxa de poupança permaneceu em 14,5%, repetindo o nível do ano anterior.

PIB: Agropecuária lidera crescimento na comparação anual

Na comparação com o terceiro trimestre de 2024, o PIB brasileiro avançou 1,8%, impulsionado principalmente pela agropecuária, que cresceu 10,1% em doze meses. De acordo com o IBGE, produtos de grande relevância para o trimestre registraram aumentos expressivos de produção e produtividade:

  • Milho (+23,5%)
  • Laranja (+13,5%)
  • Algodão (+10,6%)
  • Trigo (+4,5%)

A única queda relevante foi na produção de cana-de-açúcar (-1%).

Indústria avança, mas transformação recua

A indústria cresceu 1,7% na comparação anual, sustentada pelo forte desempenho das indústrias extrativas (+11,9%), impulsionadas pela maior extração de petróleo e gás. A construção também mostrou avanço, com alta de 2,0%, apoiada pelo aumento da ocupação e da massa salarial real.

Já a indústria de transformação recuou 0,6%, impactada pela menor produção de coque e derivados de petróleo, produtos de metal, bebidas e madeira. O segmento de eletricidade e gás, água e resíduos caiu 1,0%, influenciado pelas bandeiras tarifárias vermelhas que incidiram ao longo do trimestre.

Desempenho dos serviços

AtividadeVariação anual (%)Variação trimestral (%)
Informação e comunicação+5,3%+1,5%
Transporte, armazenagem e correio+4,2%+2,7%
Atividades imobiliárias+2,0%+0,8%
Outras atividades de serviços+1,1%+0,2%
Comércio+0,9%+0,4%
Atividades financeiras+0,4%-1,0%
Administração pública e seguridade social+0,3%+0,4%
Total do setor de serviços+1,3%+0,1% (estabilidade)

Demanda interna segue positiva, mas com ritmo moderado no PIB

Sob a ótica da demanda, o consumo das famílias avançou 0,1% no trimestre, sustentado por aumento da massa salarial, transferências de renda e maior concessão de crédito. Já o consumo do governo cresceu 1,3%.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) teve alta de 0,9%, puxada pela construção, importação de bens de capital e desenvolvimento de software, embora a produção interna de bens de capital tenha recuado.

No setor externo, as exportações subiram 3,3%, enquanto as importações avançaram 0,3% frente ao trimestre anterior.

Revisões das Contas Nacionais

ComponenteAntes (%)Atual (%)Diferença (p.p.)
Agropecuária-3,2-3,7-0,5
Indústria3,33,1-0,2
Serviços3,73,8+0,1
PIB3,43,40,0

1º trimestre de 2025

ComponenteAntes (%)Atual (%)Diferença (p.p.)
Agropecuária10,212,9+2,7
PIB2,93,1+0,2
Consumo do governo1,12,0+0,9

O que dizem os especialistas

Segundo Pablo Spyer, conselheiro da ANCORD, o resultado confirma um movimento de perda de tração que já vinha aparecendo em indicadores antecedentes. Para ele, o “Pibinho” do trimestre reflete um país que ainda opera sob condições financeiras apertadas, com o crédito caro limitando tanto o consumo quanto o investimento.

Spyer destaca que, embora a indústria extrativa siga sustentando a atividade, o restante da economia ainda sente o impacto do juro real elevado. Além disso, o ambiente externo menos favorável, marcado pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, adiciona uma camada extra de pressão sobre as exportações e sobre o humor dos investidores. “O trimestre mostra uma economia resistente, mas travada. Falta confiança, falta investimento e sobra incerteza”, resume.

PIB fraco não traz surpresa

Para Roberto Dumas, mestre em economia, o resultado de 0,1% no PIB não traz surpresa e está alinhado ao efeito esperado da política monetária. Ele destaca que, trimestre a trimestre, o agronegócio cresceu 0,4%, a indústria avançou 0,8%, puxada principalmente pela indústria extrativa, que subiu 1,7%, enquanto os serviços praticamente não reagiram, ficando em 0,1%.

Pelo lado da demanda, Dumas lembra que o consumo das famílias andou de lado (0,1%), e quem realmente deu sustentação ao trimestre foi o gasto do governo, com alta de 1,3%, além do investimento, que cresceu 0,9%. Para ele, esse comportamento é exatamente o que o Banco Central busca: um arrefecimento da demanda agregada para impedir pressões inflacionárias.

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“Com a taxa de juros elevada, o PIB naturalmente perde força. Vamos fechar o ano perto de 2,2% ou 2,1%, e isso está dentro do que a política monetária pretende. É o PIB que temos e o que cabe dentro do equilíbrio entre oferta e demanda”, afirma o especialista.

Economista destaca moderação contínua

Para Leonardo Costa, economista do ASA, o comportamento do PIB no terceiro trimestre reforça um quadro de desaceleração que já vinha sendo sinalizado pelos indicadores de alta frequência. Ele observa que, apesar do reforço temporário ao consumo provocado pelo pagamento de precatórios, a resposta da economia foi limitada, um indício de que a política monetária apertada continua produzindo efeito relevante sobre a demanda interna.

Costa destaca que o crescimento concentra-se nos setores ligados à oferta, como agropecuária e indústrias extrativas, enquanto atividades dependentes da renda corrente das famílias e do crédito mostram maior enfraquecimento. Para ele, o dado mais relevante não é a estabilidade do trimestre em si, mas o padrão de moderação contínua ao longo de 2025, que deve se estender para os próximos meses.

“A revisão do IBGE melhora o retrato do primeiro semestre, mas não muda a trajetória: o ano termina com perda de ritmo e a economia entrando no fim de 2025 mais lenta do que começou”, afirma o economista.

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