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Juros altos é principal entrave para 80% das empresas industriais, mostra CNI

Levantamento da CNI mostra que juros elevados seguem como principal entrave ao acesso ao crédito industrial.

Renata NunesPor Renata Nunes
19/01/2026

Os juros elevados seguem como o principal obstáculo ao acesso ao crédito para a indústria brasileira. É o que mostra a Sondagem Especial nº 98 – Condições de Acesso ao Crédito em 2025, divulgada nesta segunda-feira (19) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com apoio da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE).

De acordo com o levantamento, 80% dos empresários industriais que relataram dificuldade para obter crédito de curto ou médio prazo (até cinco anos) apontam os juros altos como o principal entrave ao financiamento. Na sequência, aparecem a exigência de garantias reais, como bens móveis ou imóveis (32%), e a falta de linhas de crédito adequadas às necessidades das empresas (17%).

O diagnóstico se repete quando o foco é o crédito de longo prazo, com prazo superior a cinco anos. Nesse caso, 71% dos empresários também indicam os juros elevados como o maior problema, seguidos pela exigência de garantias reais (31%) e pela ausência de linhas adequadas (17%).

Política monetária restritiva encarece crédito para indústria

Para a CNI, o cenário reflete diretamente o atual patamar da política monetária no país. A analista de Políticas e Indústria da entidade, Maria Virgínia Colusso, avalia que o nível da Selic tem impacto direto sobre o custo do financiamento e a disposição das empresas para investir.

“A atual política monetária é bastante restritiva e encarece o crédito, uma vez que a taxa Selic está em 15% ao ano e os juros reais em torno de 10%. O crédito mais caro desincentiva o investimento em expansão da capacidade produtiva e em inovação. Com isso, a indústria perde competitividade”, afirma.

Selic alta reduz busca por financiamento

O levantamento mostra que o ambiente de juros elevados não apenas dificulta o acesso ao crédito, como também reduz a demanda por financiamento. Nos seis meses anteriores à pesquisa, mais da metade das empresas industriais não buscou contratar ou renovar crédito de longo prazo. No mesmo período, 49% não procuraram crédito de curto ou médio prazo.

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Apenas 26% das empresas contrataram ou renovaram crédito de curto prazo, percentual que cai para 17% no caso do crédito de longo prazo, evidenciando cautela das empresas diante das condições financeiras.

Entre aquelas que tentaram acessar o crédito, o índice de frustração foi relevante. Quase um terço das empresas que buscaram crédito de longo prazo não obteve sucesso, enquanto cerca de um quinto das que tentaram crédito de curto ou médio prazo também não conseguiu avançar.

Médias empresas são as mais afetadas

O recorte por porte revela que as médias indústrias são as mais penalizadas pelas restrições de crédito. Entre as empresas que buscaram financiamento de longo prazo, a frustração atingiu 43% das médias empresas, seguida por 37% das pequenas e 27% das grandes.

Na busca por crédito de curto ou médio prazo, 26% das médias empresas relataram insucesso, contra 21% das pequenas e 16% das grandes, reforçando a assimetria no acesso ao sistema financeiro.

Condições de crédito para indústria pioraram em 2025

Além da dificuldade de acesso, a pesquisa indica deterioração das condições de financiamento. Entre fevereiro e julho de 2025, 35% das empresas que renovaram crédito de curto ou médio prazo afirmaram que as condições, como taxa de juros, número de parcelas, carência e exigência de garantias, ficaram piores ou muito piores.

No crédito de longo prazo, 33% das empresas tiveram a mesma avaliação negativa. Para 47% das indústrias, tanto no curto quanto no longo prazo, as condições permaneceram semelhantes, indicando manutenção de um ambiente restritivo. Apenas 14% relataram melhora nas condições de crédito de curto ou médio prazo, percentual que cai para 12% no crédito de longo prazo.

Risco sacado ainda tem baixa adesão

A sondagem também analisou o uso do risco sacado, modalidade de antecipação de recebíveis. Segundo os dados, apenas 13% das empresas industriais contrataram esse tipo de operação nos 12 meses anteriores à pesquisa, enquanto 5% pretendiam contratar nos 12 meses seguintes.

A maioria, 54% das empresas, afirmou não ter contratado nem pretender contratar risco sacado, e 29% não souberam ou não quiseram responder, indicando baixa familiaridade do setor com essa modalidade de crédito.

No risco sacado, o fornecedor antecipa o recebível junto a uma instituição financeira, enquanto o comprador assume o compromisso de pagamento no vencimento original, permitindo liquidez imediata ao fornecedor sem alterar o prazo do comprador.

Sobre a pesquisa

A Sondagem Especial nº 98 ouviu 1.789 empresas industriais, sendo 713 pequenas, 637 médias e 439 grandes. O questionário foi aplicado entre os dias 1º e 12 de agosto de 2025.

INDÚSTRIA

Créditos: depositphotos.com / zhudifeng

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