O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,06% em julho, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou 0,35 ponto percentual abaixo da taxa de 0,41% observada em junho.

Com o resultado, o IPCA-15 acumula avanço de 3,51% em 2026. No período de 12 meses, a inflação ficou em 4,52%, abaixo dos 4,80% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, o indicador havia avançado 0,33%.
IPCA-15 foi pressionado pela energia elétrica
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, Habitação apresentou a maior variação, de 0,97%, e o principal impacto positivo sobre o índice, de 0,15 ponto percentual.
A energia elétrica residencial subiu 3,03% e respondeu por um impacto de 0,12 ponto percentual, o maior entre todos os itens pesquisados no mês.
O movimento refletiu a vigência da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 à conta de luz a cada 100 quilowatts-hora consumidos, além da incorporação de reajustes tarifários em diferentes capitais.
Em Curitiba, o reajuste foi de 19,55%, enquanto uma concessionária de Porto Alegre teve aumento de 14,89%. Também foram incorporados reajustes de 8,85% em uma concessionária de São Paulo e de 5,21% em Belo Horizonte.
No Rio de Janeiro, a energia elétrica residencial avançou 4,88%. Segundo o IBGE, o resultado refletiu o retorno da vigência de um reajuste de 15,10% sobre as tarifas de março de 2026 em uma das concessionárias.
Ainda no grupo Habitação, a taxa de água e esgoto subiu 0,26%, com reajustes em Porto Alegre, Brasília e Curitiba. O gás encanado, por outro lado, caiu 0,30%, influenciado pela redução média de 2% nas tarifas do Rio de Janeiro.
Queda dos alimentos limitou a inflação
O grupo Alimentação e bebidas recuou 0,66% em julho e exerceu impacto negativo de 0,15 ponto percentual sobre o IPCA-15. O resultado representou uma mudança em relação a junho, quando o grupo havia avançado 0,74%.
A alimentação no domicílio caiu 1,14%, com destaque para as reduções nos preços do tomate, de 19,95%, da batata-inglesa, de 10,03%, e do café moído, de 3,13%.
No sentido oposto, a cebola ficou 7,10% mais cara, enquanto o pão francês apresentou alta de 0,65%.
A alimentação fora do domicílio acelerou de 0,40% em junho para 0,55% em julho. O preço das refeições avançou 0,66%, ante 0,39% no mês anterior. Já os lanches desaceleraram de 0,45% para 0,30%.
Passagens aéreas sobem e combustíveis recuam
O grupo Transportes passou de uma queda de 0,03% em junho para uma alta de 0,11% em julho. O resultado foi influenciado pelo aumento de 11,70% nos preços das passagens aéreas.
Os combustíveis, por outro lado, recuaram 0,90%. O etanol caiu 2,50%, enquanto o óleo diesel teve redução de 1,32%. O gás veicular ficou 0,97% mais barato e a gasolina apresentou queda de 0,68%.
O grupo Saúde e cuidados pessoais avançou 0,28%, influenciado pela alta de 0,51% nos produtos de higiene pessoal. Os perfumes subiram 1,74%, enquanto os planos de saúde tiveram variação de 0,42%.
Entre os demais grupos, Artigos de residência avançou 0,19% e Despesas pessoais teve alta de 0,08%. Vestuário caiu 0,33%, Educação recuou 0,04% e Comunicação registrou redução de 0,02%.
Rio de Janeiro registra a maior inflação regional
Entre as regiões pesquisadas, o Rio de Janeiro apresentou a maior variação do IPCA-15 em julho, com alta de 0,44%. O resultado foi influenciado pelos aumentos de 24,34% nas passagens aéreas e de 4,88% na energia elétrica residencial.
Porto Alegre registrou inflação de 0,39%, seguida por Curitiba, com 0,31%. Também apresentaram resultados positivos Fortaleza, com 0,13%, e Brasília, com 0,07%.
Belém teve o menor resultado regional, com queda de 0,22%. O movimento foi influenciado pelas reduções de 19,45% no preço do açaí e de 3,35% na gasolina.
Em 12 meses, Goiânia apresentou a maior inflação entre as áreas pesquisadas, com alta de 5,48%. Na sequência ficaram Recife, com 5,07%, e Fortaleza, com 5,02%. Curitiba registrou o menor acumulado, de 3,36%.
Para o cálculo do IPCA-15 de julho, os preços foram coletados entre 17 de junho e 15 de julho de 2026 e comparados com os valores vigentes entre 16 de maio e 16 de junho.
O indicador considera famílias com renda entre um e 40 salários mínimos e abrange nove regiões metropolitanas, além de Brasília e Goiânia. A metodologia é a mesma utilizada no IPCA, mas os indicadores diferem pelo período de coleta e pela abrangência geográfica.














