O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira (20) em queda de 0,20%, aos 173.371,35 pontos, em uma sessão marcada pela cautela dos investidores diante da escalada das tensões no Oriente Médio e pela volatilidade das commodities. Apesar do desempenho negativo da Bolsa, o dólar comercial recuou 0,43%, encerrando o dia cotado a R$ 5,089.
Ao longo da sessão, o principal índice da B3 oscilou entre perdas e ganhos, refletindo a combinação de fatores externos e domésticos. No exterior, o aumento das hostilidades entre Estados Unidos e Irã elevou as preocupações sobre o mercado de petróleo, enquanto, no Brasil, investidores acompanharam a nova redução das projeções de inflação no Boletim Focus.
Exterior pesa sobre os mercados
Os mercados internacionais terminaram o dia em tom negativo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevar o discurso contra o Irã em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio. O cenário voltou a pressionar os preços da energia e aumentou a aversão ao risco entre os investidores.
Em Wall Street, os principais índices encerraram em queda. O Dow Jones recuou 0,59%, o S&P 500 perdeu 0,19% e o Nasdaq caiu 0,05%.
O petróleo também ganhou força no fechamento. O barril do Brent, referência internacional, avançou 1,27%, para US$ 89,22, enquanto o WTI subiu 0,90%, encerrando a US$ 83,23 por barril.
Focus reduz projeção para inflação
No cenário doméstico, o mercado recebeu uma nova atualização do Boletim Focus. Pela terceira semana consecutiva, os economistas reduziram a projeção para o IPCA de 2026, que passou de 5,16% para 5,15%. Apesar da melhora, a estimativa segue acima do teto da meta de inflação.
As projeções para a Selic permaneceram inalteradas em 14% para este ano, enquanto a expectativa para o crescimento do PIB também foi mantida em 1,99%.
Vale limita o Ibovespa; Petrobras e bancos sustentam parte do índice
Entre as blue chips, a Vale (VALE3) caiu 1,38%, acompanhando a queda dos preços do minério de ferro no mercado internacional e limitando o desempenho do Ibovespa.
Na direção oposta, a Petrobras (PETR4) avançou 0,61%, beneficiada pela alta do petróleo. Entre os bancos, o desempenho foi majoritariamente positivo, com Itaú Unibanco (ITUB4) subindo 0,81%, Bradesco (BBDC4) avançando 0,66% e Santander Brasil (SANB11) ganhando 1,35%. Já o Banco do Brasil (BBAS3) recuou 1,56%.
Destaques da sessão
Entre as maiores altas do Ibovespa ficaram Brava Energia (BRAV3), com avanço de 2,10%, Embraer (EMBJ3), que subiu 1,88%, e Hapvida (HAPV3), com valorização de 1,49%.
Na ponta negativa, Yduqs (YDUQ3) liderou as perdas ao cair 5,11%, seguida por Assaí (ASAI3), com baixa de 4,24%, e Braskem (BRKM5), que recuou 4,04%.
Dólar recua e juros futuros avançam
O dólar comercial fechou em queda de 0,43%, cotado a R$ 5,089, acompanhando o enfraquecimento da moeda norte-americana frente a algumas divisas emergentes.
Na renda fixa, os contratos de juros futuros encerraram o dia com altas predominantes ao longo da curva, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário internacional e das incertezas sobre os próximos passos da política monetária.
Próximos eventos no radar
A agenda econômica desta terça-feira (21) será esvaziada no Brasil. No exterior, os investidores acompanham indicadores do mercado de trabalho no Reino Unido e dados de atividade econômica da Alemanha, enquanto permanecem atentos aos desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã e ao início da temporada de balanços das grandes empresas de tecnologia nos Estados Unidos.














