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Boletim Focus reduz IPCA de 2026 para 3,99% e mantém Selic acima de 10% até 2028

Projeções atualizadas indicam inflação abaixo de 4% neste ano, crescimento contido e dívida pública em trajetória de alta até 2029.

Renata NunesPor Renata Nunes
02/02/2026

O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (2) pelo Banco Central, trouxe uma revisão para baixo da projeção de inflação de 2026, com o IPCA recuando para 3,99%, segundo a mediana das expectativas do mercado. O número indica uma convergência mais rápida da inflação para a meta, embora o cenário de juros elevados e crescimento econômico moderado permaneça no horizonte.

Para os anos seguintes, o mercado manteve as projeções de IPCA em 3,80% para 2027 e 3,50% para 2028 e 2029, consolidando um cenário de desinflação gradual no médio prazo.

Apesar da melhora nas expectativas inflacionárias, o Focus segue mostrando um ambiente de política monetária restritiva por mais tempo. A projeção para a taxa Selic em 2026 permanece em 12,55%, com cortes graduais nos anos seguintes, para 10,50% em 2027, 10,00% em 2028 e 9,50% em 2029. Na prática, o mercado ainda não enxerga a taxa básica retornando a patamares historicamente mais baixos no horizonte de projeção.

Crescimento segue limitado, mostra o Focus

Do lado da atividade econômica, o relatório indica crescimento contido do Produto Interno Bruto (PIB), com expansão de 1,80% em 2026 e 2027, e de 2,00% em 2028 e 2029. A leitura reforça a percepção de uma economia operando abaixo do potencial, pressionada por juros elevados, ambiente fiscal incerto e baixo impulso de investimento.

Fiscal segue como principal risco, mostra Focus

No campo fiscal, as projeções continuam apontando para uma trajetória de deterioração da dívida pública. A dívida líquida do setor público deve subir de 70,36% do PIB em 2026 para 73,80% em 2027, 76,16% em 2028 e 78,89% em 2029.

O mercado também não espera superávit primário no período. O resultado primário segue negativo em todos os anos, com estimativa de -0,53% do PIB em 2026, -0,40% em 2027, -0,20% em 2028 e -0,03% em 2029. Já o resultado nominal permanece fortemente deficitário, com projeção de -8,60% do PIB em 2026, melhorando gradualmente até -7,00% em 2029.

Câmbio e setor externo

As expectativas para o câmbio indicam um real estruturalmente mais depreciado. A projeção para o dólar em 2026 segue em R$ 5,50, patamar mantido também para 2027. Para 2028 e 2029, o mercado trabalha com R$ 5,52 e R$ 5,57, respectivamente.

No setor externo, o Focus aponta déficits persistentes em conta corrente, com saldo negativo de US$ 67,8 bilhões em 2026, US$ 65,0 bilhões em 2027, US$ 64,2 bilhões em 2028 e US$ 65,9 bilhões em 2029. Em contrapartida, a balança comercial segue superavitária, com expectativa de US$ 67,65 bilhões em 2026, avançando para US$ 75 bilhões em 2029.

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O investimento direto no país (IDP) também permanece robusto, com projeção de entrada de US$ 74,85 bilhões em 2026, US$ 78,5 bilhões em 2027, US$ 80 bilhões em 2028 e 2029.

Desinflação, mas sem reancoragem estrutural

Apesar da melhora pontual nas projeções de inflação, o conjunto de dados do Focus sugere que o mercado ainda enxerga o Brasil em um regime de crescimento baixo, juros estruturalmente elevados e fragilidade fiscal persistente. A desinflação avança, mas sem uma reancoragem estrutural das expectativas que permita uma redução mais acelerada da taxa de juros no médio prazo.

Em síntese, o Focus de fevereiro reforça a leitura de um cenário macroeconômico de ajuste lento, no qual a convergência da inflação ocorre mais rápido do que a normalização dos juros e a consolidação fiscal segue sendo o principal desafio para a economia brasileira.

Economista vê BC resistente a cortes mais agressivos de juros

Para o economista Maykon Douglas, chama atenção o fato de que as expectativas de inflação para prazos mais longos permanecem há várias semanas estáveis acima da meta. Esse contexto de desancoragem das expectativas, bem como a continuidade do aperto no mercado de trabalho, leva o Copom a manter uma postura cautelosa.

“Eles demonstraram isso na reunião da semana passada e devem reiterar na ata de amanhã, para evitar que o mercado se concentre na ponta mais dovish. Em meu cenário base atual, o BC cortará os juros em apenas 25 bps na reunião de março, levando a taxa Selic para 12,50% no fim de 2026”.

BANCO CENTRAL, FOCUS

Crédito: diegograndi

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