BM&C NEWS
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados

Patentes travadas, país parado: por que o PL 5810 é decisivo para a inovação no Brasil

Projeto corrige atrasos em patentes e dá segurança a investimentos em pesquisa, alinhando o Brasil a padrões globais

Conteúdo PatrocinadoPor Conteúdo Patrocinado
25/02/2026

O Brasil chegou a um ponto de inflexão: ou enfrenta o atraso crônico na concessão de patentes e suas consequências históricas, ou continuará perdendo investimentos, talentos e oportunidades em cadeias globais de alto valor agregado. Exemplo mais recente disso é o caso da “polilaminina”, medicamento criado por pesquisadores da UFRJ, que levou quase 17 anos para ser avaliado pelo INPI, deixando apenas 3 anos de proteção de patente para a universidade e os professores pesquisadores.

É nesse contexto que o Congresso precisa discutir o PL da Inovação – 5810/2025, projeto que traz para o Brasil um mecanismo técnico e amplamente utilizado internacionalmente, conhecido como PTA – Patent Term Adjustment, que serve para corrigir o impacto da demora do Estado sobre o prazo efetivo de proteção patentária e devolver previsibilidade a quem decide investir em pesquisa e desenvolvimento. O prazo da patente é necessário para se obter retorno sobre o investimento feito no desenvolvimento da tecnologia.

A proposta não “estica” patentes nem cria privilégios setoriais. Ela mira um problema real: a demora administrativa que consome, na prática, a janela de proteção garantida em lei, de 20 anos, e corrói a segurança jurídica. Ao propor um ajuste de prazo quando o Estado ultrapassa limites razoáveis no tempo de análise, o PL 5810/2025 apenas alinha o Brasil a soluções já adotadas por economias líderes em inovação, como Estados Unidos, Japão e países europeus. Inclusive, estamos para trás de países na América Latina, como México e Chile. 

Essa agenda se torna ainda mais urgente diante de declarações recentes do próprio governo federal, que tem criticado projetos de quebra compulsória de patentes e ressaltado, com razão, o impacto negativo desse tipo de medida sobre a confiança de investidores e o ambiente de negócios. Há, porém, uma contradição evidente: o governo se posiciona publicamente em defesa da propriedade intelectual, ao mesmo tempo que se posiciona contra estabelecer mecanismos para garantir efetividade ao tempo mínimo de proteção de patentes. Com isso, orienta sua base no Congresso a resistir a avançar uma proposta que justamente corrige os impactos negativos causados pelo atraso estatal e reforça a previsibilidade do sistema, sem ampliar prazos de forma automática nem criar exceções feitas sob medida. 

Um gargalo que atravessa toda a economia 

Hoje, o Brasil leva em média entre cinco e sete anos para analisar um pedido de patente, segundo o próprio Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Em muitos casos, como do medicamento Vonau (13 anos) e da polilaminina (17 anos), ambos criados em universidades brasileiras, esse prazo é ainda maior. Cada ano perdido parado na fila administrativa é um ano a menos de proteção efetiva no mercado, menos recursos para universidades e menos incentivo para nossos alunos e pesquisadores, o que afeta diretamente a viabilidade de projetos de inovação. 

Esse gargalo não está restrito a um nicho específico. Ele atravessa agronegócio, química, biotecnologia, fármacos, equipamentos médicos, engenharia avançada, tecnologia da informação, energia e uma longa lista de setores que dependem de pesquisa pesada, ciclos longos de desenvolvimento e capital intensivo. Universidades, centros de pesquisa, startups e inventores independentes também sentem o impacto ao tentar transformar conhecimento em produto, escala e competitividade. 

Sem a concessão formal da patente, empresas adiam ou cancelam lançamentos, encurtam horizontes de planejamento, revisam planos de expansão e reduzem sua exposição ao risco. A consequência é sistêmica: menos projetos saem do papel, menos empregos qualificados são gerados e o país perde espaço em cadeias globais de alto conteúdo tecnológico. 

O caso da polilaminina: Quase 17 anos esperando uma resposta do Estado 

Por trás das estatísticas, há histórias reais que mostram o custo dessa lentidão, como o já citado caso da molécula polilaminina, descoberta da pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Tatiana Sampaio, com potencial para abrir novas perspectivas terapêuticas para pacientes com lesão medular. 

O pedido de patente dessa tecnologia foi depositado em 2008. A concessão da patente só veio em 2025, um intervalo de quase 17 anos . Durante todo esse período, a pesquisa avançou, estudos foram feitos, possibilidades de aplicação clínica foram sendo exploradas. Mas como tomar decisões estratégicas sobre parcerias, investimentos adicionais, testes em larga escala, e até transferência de tecnologia em um cenário de tamanha incerteza?

Leia Mais

FACHADO DO INPI

Atrasos no INPI e falta de compensação em patentes seguem travando a inovação no Brasil

16 de dezembro de 2025
LENTIDÃO REGULATÓRIA É TEMA DO BM&C VISÕES

“Lentidão regulatória custa cara ao Brasil”, alerta professor da USP

16 de dezembro de 2025

No Brasil, a proteção efetiva da inovação só nasce com a concessão da patente. Quando o registro finalmente saiu, quase 90% do tempo de exclusividade da polilaminina  já havia sido consumida pelo tempo de exame no INPI. Em outras palavras: o país investe em ciência, forma pesquisadores de ponta, identifica uma molécula promissora para uma área de alto impacto social, e depois aceita que um atraso administrativo corroa 17 anos da janela de proteção, que transformariam essa descoberta em ainda mais retorno econômico para os professores-pesquisadores, e a realimentariam o ciclo de inovação para permitir o desenvolvimento de outras invenções promissoras. 

Essa história teria outro desfecho com o mecanismo de ajuste de prazo proposto no PL 5810/2025. O atraso do Estado seria compensado, preservando o tempo mínimo efetivo de proteção da inovação e, com ele, parte importante da atratividade necessária para mobilizar investimentos, atrair parceiros e acelerar o caminho do laboratório ao leito do paciente. 

O que o PL 5810/2025 entrega para o setor produtivo 

Ao atacar o problema pela raiz, o PL 5810/2025 atua diretamente sobre o custo de capital e o apetite ao risco no Brasil. Em termos práticos, o projeto traz para o Brasil um mecanismo de compensação quando o Estado ultrapassar prazos razoáveis na análise de patentes; reduz o risco regulatório associado a investimentos de longo prazo em P&D; fortalece a segurança jurídica de empresas, universidades e centros de pesquisa; aproxima o Brasil dos padrões adotados em economias inovadoras, melhorando a percepção de segurança do país e beneficiando toda a cadeia da inovação, de startups e PMEs a grandes grupos, sem distinção setorial.

“Não se trata de um projeto ‘para poucos’. Para uma startup de base tecnológica, a previsibilidade do prazo de proteção de sua patente pode ser a diferença entre conseguir ou não levantar uma rodada de investimento. Para universidades e institutos de pesquisa, ela determina a capacidade de licenciar tecnologias e reinvestir royalties em novos projetos. Para grandes grupos, influencia a decisão de instalar centros de P&D no Brasil ou em outros países com marcos mais estáveis”, afirma Thiago Falda, porta-voz do Movimento Brasil pela Inovação.

Porque não é privilégio e porque a resistência preocupa 

As críticas de que o PL 5810/2025 criaria privilégios não resistem a uma leitura cuidadosa do texto. O mecanismo proposto é geral, baseado em critérios objetivos e sua aplicação condicionada a atrasos do próprio Estado. Não há prorrogação automática, nem extensão de direitos além do que já está previsto na Constituição e na Lei de Propriedade Industrial, muito pelo contrário, garante-se efetividade ao prazo de 20 anos previsto na lei. 

O princípio é direto: quem investe em inovação não pode ser penalizado pela ineficiência de quem deveria garantir o funcionamento do sistema. Ao resistir a uma solução técnica que corrige essa assimetria, o Brasil envia um sinal preocupante a todos os que avaliam onde colocar seu capital, seus centros de pesquisa e seus talentos. 

Há aqui, inclusive, um ponto de incoerência institucional: não faz sentido um governo manifestar preocupação com a imagem do Brasil em debates sobre quebra de patentes, reconhecendo que isso afeta a confiança dos investidores e, ao mesmo tempo, bloquear ou adiar um projeto que justamente reforça a credibilidade do marco de propriedade intelectual, sem criar “atalhos” ou privilégios. 

A janela de oportunidade é agora 

Inovação obedece a relógios globais. Projetos, cadeias industriais e decisões de investimento seguem cronogramas que não esperam a burocracia brasileira. Enquanto outros países avançam com marcos previsíveis e mecanismos de correção de atrasos, o Brasil corre o risco de se consolidar como uma economia que forma bons cientistas, gera boas ideias – e vê grande parte dessevalor  ser capturado em outros lugares. 

Defender o PL da Inovação 5810/2025 é defender uma economia de maior valor agregado, com mais empregos qualificados e mais capacidade de gerar soluções tecnológicas para desafios locais e globais. Não se trata de criar novos direitos, mas de assegurar que o direito à inovação não fique preso na gaveta do atraso administrativo.

*Este artigo expressa exclusivamente a opinião de seus autores e não reflete, necessariamente, a posição editorial da BM&C. O conteúdo integra a seção de Expressão de Opinião Digital, destinada à promoção do debate qualificado sobre temas relevantes para a economia, a inovação e o ambiente de negócios.

INPI

Fonte: Pedro França/Agência Senado

Leia

Estudo revela paradoxo da inteligência artificial no financeiro corporativo

Número de recuperação judicial dispara no Brasil e reacendem debate sobre cenário político-econômico

RECUPERAÇÃO JUDICIAL (2)
EMPRESAS E NEGÓCIOS

Número de recuperação judicial dispara no Brasil e reacendem debate sobre cenário político-econômico

14 de março de 2026

O número de empresas que recorrem à recuperação judicial disparou no Brasil e reacendeu o debate sobre o ambiente econômico...

Leia maisDetails
IBOVESPA
MERCADOS

Ibovespa fecha em queda e acumula terceira semana consecutiva no vermelho

13 de março de 2026

O Ibovespa encerrou o pregão desta sexta-feira (13) em queda, refletindo a aversão ao risco no cenário internacional e o...

Leia maisDetails
inteligência artificial no financeiro
TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

Estudo revela paradoxo da inteligência artificial no financeiro corporativo

14 de março de 2026
RECUPERAÇÃO JUDICIAL (2)
EMPRESAS E NEGÓCIOS

Número de recuperação judicial dispara no Brasil e reacendem debate sobre cenário político-econômico

14 de março de 2026
IBOVESPA
MERCADOS

Ibovespa fecha em queda e acumula terceira semana consecutiva no vermelho

13 de março de 2026
preço do diesel
PETRÓLEO E ENERGIA

Petrobras anuncia aumento no preço do diesel a partir deste sábado

13 de março de 2026

Leia Mais

inteligência artificial no financeiro

Estudo revela paradoxo da inteligência artificial no financeiro corporativo

14 de março de 2026

Mesmo com a crescente presença da inteligência artificial no ambiente corporativo, a adoção da tecnologia nas áreas financeiras das empresas...

RECUPERAÇÃO JUDICIAL (2)

Número de recuperação judicial dispara no Brasil e reacendem debate sobre cenário político-econômico

14 de março de 2026

O número de empresas que recorrem à recuperação judicial disparou no Brasil e reacendeu o debate sobre o ambiente econômico...

IBOVESPA

Ibovespa fecha em queda e acumula terceira semana consecutiva no vermelho

13 de março de 2026

O Ibovespa encerrou o pregão desta sexta-feira (13) em queda, refletindo a aversão ao risco no cenário internacional e o...

preço do diesel

Petrobras anuncia aumento no preço do diesel a partir deste sábado

13 de março de 2026

A Petrobras anunciou aumento no preço do diesel vendido às distribuidoras a partir deste sábado (14). Com o reajuste, o...

Money Report: alto padrão, experiência e personalização no consumo

13 de março de 2026

O programa Money Report, da BM&C News, reuniu representantes de três segmentos voltados ao público de alta renda para discutir...

Bolsonaro

Bolsonaro é internado em UTI após diagnóstico de broncopneumonia bacteriana

13 de março de 2026

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado nesta sexta-feira (13) em uma unidade de terapia intensiva (UTI), em Brasília, após ser diagnosticado...

Fachada do palácio do Supremo Tribunal Federal (STF) Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil/Arquivo

STF forma maioria para manter prisão preventiva de Daniel Vorcaro

13 de março de 2026

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a prisão preventiva do empresário Daniel Vorcaro. O...

SETOR DE SERVIÇOS

Setor de serviços avança em janeiro e iguala maior nível da história, diz IBGE

13 de março de 2026

O setor de serviços no Brasil registrou avanço de 0,3% em janeiro de 2026 na comparação com dezembro, considerando a...

ESTADOS UNIDOS

PCE dos EUA sobe enquanto estimativa do PIB desacelera e amplia dilema do Fed

13 de março de 2026

O PCE dos Estados Unidos voltou a mostrar pressão no início do ano, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (13) pelo...

Foto: Reprodução

De olho nos resultados: Randoncorp tem prejuízo no 4T25, Hypera cresce e Energisa registra queda no lucro

13 de março de 2026

A temporada de resultados do quarto trimestre de 2025 segue trazendo sinais divergentes sobre o desempenho das empresas brasileiras listadas...

Veja mais

Quem somos

A BM&C News é um canal multiplataforma especializado em economia, mercado financeiro, política e negócios. Produz conteúdo jornalístico ao vivo e sob demanda para TV, YouTube e portal digital, com foco em investidores e executivos.

São Paulo – Brasil

Onde assistir

Claro TV+ – canal 547
Vivo TV+ – canal 579
Oi TV – canal 172
Samsung TV Plus – canal 2053
Pluto TV

Contato

Redação:
[email protected]

Comercial:
[email protected]

Anuncie na BM&C News

A BM&C News conecta marcas a milhões de investidores através de TV, YouTube e plataformas digitais.

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar

Adicionar nova lista de reprodução

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.