BM&C NEWS
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • COLUNA
  • MERCADO DE CAPITAIS
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • COLUNA
  • MERCADO DE CAPITAIS
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados

Juros em jogo: Fed corta, Copom segura. Dois bancos centrais, dilemas distintos

Fabio Ongaro Por Fabio Ongaro
18/09/2025
Em Análises, OPINIÃO

Nos EUA, a escolha do Fed causa estranheza. O PIB cresceu 3,3% no segundo trimestre e projeções apontam expansão semelhante no terceiro. O consumo se mantém resiliente, e mesmo assim Jerome Powell optou por afrouxar. O argumento oficial é a necessidade de se antecipar a um mercado de trabalho em desaceleração, mas os números de crescimento revisados para cima revelam um paradoxo: se a economia está mais forte do que se imaginava, por que cortar?

No Brasil, o movimento foi o inverso. Mesmo com sinais de desaceleração, o Copom manteve juros em 15%. A justificativa é clara: a inflação segue acima da meta, puxada por serviços, salários e expectativas ainda instáveis. Além disso, o cenário internacional impõe cautela, tarifas comerciais, volatilidade cambial e a própria incerteza sobre a trajetória dos EUA. Para o Banco Central, cortar cedo demais poderia reverter os ganhos no combate à inflação.

O contraste entre os dois bancos centrais é revelador. O Fed age como quem teme mais o risco de recessão do que a persistência inflacionária. O Copom, ao contrário, demonstra aversão a qualquer sinal de complacência. Um corta, mesmo diante de crescimento revisado para cima; o outro segura, mesmo diante de sinais de atividade em moderação.

Há também um elemento político em comum. Trump pressiona abertamente por juros menores, de olho em eleições futuras. No Brasil, o governo, embora mais discreto, também gostaria de ver a Selic cair para aliviar crédito e estimular investimento. Ambos os bancos centrais proclamam independência, mas nenhum está imune ao ambiente político. O desafio é preservar credibilidade sem parecer insensível ao custo social de juros altos ou ao risco de estímulo precoce.

Meu ponto de vista é que as duas decisões carregam fragilidades. O corte do Fed foi, talvez, apressado. Ao agir agora, gera a sensação de que prefere se antecipar a um risco de recessão que ainda não se confirmou plenamente, correndo o risco de reacender a inflação. A manutenção do Copom, embora justificável, é um seguro caro. Protege contra riscos inflacionários, mas prolonga o sufoco do crédito e ameaça esfriar a atividade mais do que o necessário.

Em política monetária, não existem escolhas perfeitas. Há sempre custos a pagar, e eles recaem sobre a economia real. O Fed corre o risco de perder credibilidade se a inflação voltar a subir. O Copom arrisca minar crescimento e emprego se mantiver a Selic elevada por tempo demais.

O paralelo é claro: de Washington a Brasília, o dilema é o mesmo: equilibrar inflação, crescimento e política em um tabuleiro global cada vez mais interligado. A história mostrará qual banco central leu melhor os sinais do tempo. Mas uma lição é certa: quando se trata de juros, tanto cortar cedo demais quanto segurar por muito tempo podem se revelar decisões custosas.

Leia Mais

DONALD TRUMP

Guerra no Irã desgasta Trump, e EUA consideram encerrar conflito mais cedo

31 de março de 2026
Ibovespa a 150 mil pontos? Veja os vetores que podem explicar essa alta

Ibovespa se aproxima dos 186 mil pontos com terceira valorização seguida

25 de março de 2026

*Coluna escrita por Fabio Ongaro, economista e empresário no Brasil, CEO da Energy Group e vice-presidente de finanças da Camara Italiana do Comércio de São Paulo – Italcam

As opiniões transmitidas pelo colunista são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a opinião da BM&C News.Leia mais colunas do autor aqui.

Bolsa brasileira perde tração entre juros altos e fuga de capital

Fiscal pode travar Selic antes do último corte esperado pelo mercado

Ibovespa fecha semana em queda apesar de recuperação na última sessão

Lula nunca foi esquerdista? Faça-me o favor…

Brasil tem finalistas em Glass Lions e emplaca produtoras em cases globais

Setor imobiliário cresce, mas falta de crédito ameaça ritmo das obras

Quem somos

A BM&C News é um canal multiplataforma especializado em economia, mercado financeiro, política e negócios. Produz conteúdo jornalístico ao vivo e sob demanda para TV, YouTube e portal digital, com foco em investidores e executivos.

São Paulo – Brasil

Onde assistir

Claro TV+ – canal 547
Vivo TV+ – canal 579
Oi TV – canal 172
Samsung TV Plus – canal 2053
Pluto TV

Contato

Redação:
[email protected]

Comercial:
[email protected]

Anuncie na BM&C News

A BM&C News conecta marcas a milhões de investidores através de TV, YouTube e plataformas digitais.

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar

Adicionar nova lista de reprodução

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AGENDAS BM&C
    • BRAZILIAN WEEK 2026
    • COMBUSTÍVEL BRASIL
    • CUSTO BRASIL
    • INOVAÇÃO TRAVADA
    • MERCADO DE CAPITAIS
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • ELEIÇÕES 2026
  • EMPRESAS E NEGÓCIOS
  • CASO MASTER
  • PETRÓLEO E ENERGIA
  • INTERNACIONAL
  • PROGRAMAS BM&C
    • BM&C BUSINESS
    • BM&C STRIKE
    • BM&C TALKS
    • BM&C VISÕES
    • CONEXÃO SEGURA
    • GLOBAL WALLET
    • LEADERS CONNECTION
    • MANHATTAN CONNECTION
    • MANIFESTE-SE
    • MERCADO & BEYOND
    • MONEY REPORT
    • PAINEL BM&C
    • PAPO DE DINHEIRO
    • REPCAST
    • ROTA FÁCIL
    • SMART MONEY
    • WALL STREET CAST
  • CANNES LIONS
  • OPINIÃO
    • ALUIZIO FALCÃO FILHO
    • BRUNO CORANO
    • ESTEVÃO SECCATTO
    • FABIO ONGARO
    • FABRIZIO GUERATTO
    • FRANCISCO ALVES
    • MARCO SARAVALLE
    • MARCUS VINÍCIUS DE FREITAS
    • MIGUEL DAOUD
    • RENATO BATISTA
    • RUI DAS NEVES
    • VANDYCK SILVEIRA

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.