O Brasil e a União Europeia decidiram criar um mecanismo bilateral para tratar das restrições comerciais envolvendo produtos siderúrgicos e carnes brasileiras. A decisão foi tomada após reunião entre Lula, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa.
O novo canal terá participação de representantes do Itamaraty e da Comissão Europeia para acompanhar as negociações. O tema ganhou urgência após a formalização do veto europeu à importação de produtos de origem animal do Brasil a partir de setembro.
Justificativa europeia e resposta brasileira
A justificativa apresentada pelo bloco está relacionada a exigências sanitárias e ao uso de antimicrobianos na produção. O governo brasileiro busca apresentar protocolos adicionais de rastreabilidade e controles sanitários para tentar reverter as restrições.
As negociações entre Brasil e União Europeia envolvem questões sensíveis para o agronegócio brasileiro, que tem no bloco europeu um de seus principais mercados de exportação. A criação do mecanismo bilateral representa uma tentativa de encontrar soluções técnicas para as divergências comerciais.
O setor de carnes é um dos mais afetados pelas restrições anunciadas, e produtores brasileiros aguardam o resultado das negociações para avaliar o impacto sobre as exportações a partir de setembro.














