O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) de maio de 2026 registrou alta de 0,33%. Com este resultado, a variação acumulada em 12 meses passou de 4,49% em abril para 5,42% em maio

“O IVAR acumulado nos últimos 12 meses ainda carrega os efeitos da volatilidade observada entre 2024 e 2025. Para 2026, a expectativa é que o indicador passe a refletir um cenário mais estável para os preços. Com isso, o mercado imobiliário tende a desacelerar, e os índices usados para reajuste de contratos devem ficar abaixo dos registrados no mesmo período do ano passado”, explica Matheus Dias, economista do FGV IBRE.
Em maio de 2026, o IVAR apontou aumento nos aluguéis residenciais em todas as capitais analisadas. Belo Horizonte liderou a alta mensal, com avanço de 0,64%. Na sequência aparecem Rio de Janeiro, com alta média de 0,34%, Porto Alegre, com 0,32%, e São Paulo, que registrou aumento de 0,22%, mostrando um ritmo mais moderado em comparação ao mês anterior.
Taxa acumulada em 12 meses atinge maior nível desde janeiro de 2026
Mesmo com a alta registrada em maio, o ritmo de crescimento dos aluguéis em 12 meses perdeu força em três das quatro capitais pesquisadas. Belo Horizonte apresentou a desaceleração mais intensa, saindo de 9,68% em abril para 5,28% em maio. Em Porto Alegre, a taxa caiu de 7,31% para 3,71% no mesmo período. Já no Rio de Janeiro, o indicador recuou de 4,82% para 2,10%.
A exceção foi São Paulo, onde a taxa acumulada em 12 meses acelerou de forma significativa, passando de 0,86% em abril para 7,56% em maio.
O que é o IVAR ? sua funcionalidade e importância
O IVAR é calculado a partir de dados reais de contratos de aluguel residencial nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. Esses dados são coletados diretamente com empresas do setor imobiliário, oferecendo um retrato mais fiel dos valores efetivamente pagos pelos inquilinos. Ou seja, o índice não se baseia em anúncios ou estimativas, mas nos contratos reais firmados no mercado.
Ele pode ser um grande aliado na profissionalização do setor imobiliário, ajudando tanto administradoras quanto proprietários a tomar decisões que ajudem a ter menos judicializações. Mas, sem visibilidade, muitos profissionais continuam se guiando por referências IGPM, que seriam, digamos assim, desatualizadas para classe residencial. A falta de informação sobre o IVAR acaba sendo um obstáculo para a modernização e eficiência do mercado de locação no país.
Além disso, enquanto muitos profissionais do setor imobiliário continuam utilizando índices desatualizados ou mais voltados ao setor comercial, como o próprio IGP-M, o IVAR traz um olhar mais ajustado à realidade das locações residenciais. Com ele, administradoras e proprietários podem tomar decisões mais estratégicas e até mesmo evitar judicializações relacionadas a reajustes abusivos ou mal embasados.
*Coluna escrita por Rui das Neves, administrador de empresas, investidor e possui vasta experiência no como incorporador imobiliário.
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