O Ibovespa encerrou a sessão desta sexta-feira (22) em queda de 0,81%, aos 176.209,61 pontos, ampliando o movimento de correção observado desde abril, quando o índice chegou a superar os 199 mil pontos durante o pregão. Na máxima do dia, o principal índice da Bolsa brasileira atingiu 177.648,58 pontos, enquanto a mínima foi de 174.893,37 pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 20,96 bilhões.
Com o desempenho desta sessão, o Ibovespa acumulou queda de 0,61% na semana, registrando a sexta semana consecutiva de perdas, a maior sequência negativa desde 2018. O movimento tem sido pressionado principalmente pela saída de investidores estrangeiros da Bolsa brasileira, em meio à migração de capital para ações de tecnologia nos Estados Unidos e mercados emergentes asiáticos.
Segundo dados da B3 até o dia 20 de maio, o saldo de investimentos estrangeiros no mercado acionário brasileiro está negativo em R$ 11,7 bilhões no mês, desconsiderando ofertas de ações. Apesar disso, no acumulado de 2026, a Bolsa ainda apresenta entrada líquida de R$ 44,8 bilhões.
No cenário externo, investidores acompanharam declarações do diretor do Federal Reserve, Christopher Waller, que defendeu a retirada do “viés de flexibilização” na política monetária dos Estados Unidos, aumentando as apostas de manutenção dos juros elevados no país. Ainda assim, o índice S&P 500 avançou 0,37% e permaneceu próximo de suas máximas históricas.
Além disso, o mercado seguiu atento às negociações diplomáticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que houve progresso nas conversas para um possível acordo, embora tenha ressaltado que ainda existem obstáculos para um entendimento definitivo.
Ações de bancos e Petrobras pressionam o índice
Entre os principais pesos do índice, as ações da Petrobras encerraram em baixa, mesmo com a alta do petróleo no exterior. Os papéis preferenciais da estatal caíram 1,05%, enquanto as ações ordinárias recuaram 0,30%. O barril do Brent fechou com valorização de 0,94%, cotado a US$ 103,54.
O setor bancário também contribuiu para o desempenho negativo do Ibovespa. As ações do Itaú Unibanco caíram 1,72%, enquanto Bradesco perdeu 1,56% e Santander Brasil recuou 1,78%. Na contramão, Banco do Brasil avançou 0,58%.
Já a Vale conseguiu sustentar ganhos de 0,57%, mesmo com a queda dos contratos futuros do minério de ferro na China. Entre as siderúrgicas, o destaque ficou para Usiminas, que disparou 5,61%, além de CSN, com alta de 6,15%, e Gerdau, que avançou 2,17%.
No setor imobiliário, as ações da Cyrela recuaram 3,93%, acompanhando a queda de 2,5% do índice imobiliário da B3. Já no segmento de proteínas, Minerva caiu 6,2% e Marfrig perdeu 4,05%.














