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Cientistas “acordam” forma de vida presa no gelo do Alasca há 40.000 anos

Pablo Facsina Por Pablo Facsina
18/04/2026
Em Curiosidades

A ciência acaba de realizar o que parecia roteiro de ficção científica: pesquisadores reanimaram organismos que não viam a luz do dia há 40.000 anos, descongelando amostras do permafrost do Alasca. O despertar dessa forma de vida abre portas para entender como a biologia resiste ao tempo extremo e o que o gelo ainda esconde.

O canal Ciência News explorou esse experimento?

O canal Ciência News, com 120 mil inscritos, detalha como esse processo de reanimação foi conduzido em ambientes estéreis para evitar contaminações modernas. Os biólogos utilizaram meios de cultura específicos que imitam condições ideais de nutrientes para reativar o metabolismo desses seres.

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Muitos desses microrganismos entram em criptobiose, estado onde as funções vitais param quase completamente para preservar o DNA. Ao receberem calor e hidratação, as células iniciam um processo de reparo natural que desafia nossa compreensão sobre a morte biológica.

Quais organismos foram encontrados no permafrost?

Segundo estudos de institutos de paleobiologia internacionais, a variedade de vida recuperada no Pleistoceno foi surpreendente. Além de bactérias e vírus, foram encontrados organismos multicelulares complexos que sobreviveram ao congelamento profundo por milênios.

Os principais seres identificados foram:

  1. Nematódeos, vermes microscópicos que voltaram a se mover e se alimentar normalmente.
  2. Bactérias produtoras de esporos que mantiveram sua integridade genética intacta sob pressões extremas.
  3. Organismos com adaptações genéticas únicas que se perderam na evolução moderna.

Leia também: Península Ibérica está girando no sentido horário e geólogos emitem alerta

O que esses seres revelam sobre o passado da Terra?

Pesquisadores da Universidade de Fairbanks destacam que estudar esses organismos é como abrir uma cápsula do tempo química com informações sobre o clima de 40.000 anos atrás. É possível analisar a composição atmosférica da época em que os mamutes caminhavam pelo Alasca.

Esse “banco de dados vivo” permite comparar como as espécies mudaram para sobreviver ao aquecimento global que encerrou a última era glacial, oferecendo dados únicos para a ciência moderna.

Cientistas "acordam" forma de vida presa no gelo do Alasca há 40.000 anos
Cientistas “acordam” forma de vida presa no gelo do Alasca há 40.000 anos

Quais os riscos do despertar desses organismos?

A preocupação com “vírus zumbis” é real, já que esses seres podem não ter predadores nem encontrar resistência nos sistemas imunológicos atuais. O debate em laboratórios de biossegurança nível 4 aumentou significativamente após os sucessos de reanimação.

Veja os principais riscos identificados por especialistas em doenças emergentes:

Cientistas "acordam" forma de vida presa no gelo do Alasca há 40.000 anos
Cientistas “acordam” forma de vida presa no gelo do Alasca há 40.000 anos

O derretimento acelerado do permafrost pelas mudanças climáticas torna esse cenário cada vez mais urgente e real.

Como essa descoberta impacta a busca por vida no universo?

Se um organismo sobrevive 40 milênios no gelo terrestre, as chances de encontrar seres similares em Marte ou na lua Europa aumentam consideravelmente. A astrobiologia utiliza esses dados para calibrar sondas espaciais que buscam assinaturas biológicas em solos congelados fora da Terra.

O experimento prova que o gelo não é um túmulo, mas um conservante eficiente capaz de transportar a vida através do tempo e do espaço.

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