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Efeitos de atual ciclo da Selic serão vistos ao longo de 2022, diz diretora do BC

BMCNEWS Por BMCNEWS
10/01/2022
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 A diretora de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central (BC), Fernanda Guardado, disse nesta quinta-feira (11), que os efeitos do atual ciclo de alta da Selic serão sentidos pela economia ao longo do próximo ano. Desde março, o Efeitos de atual ciclo da Selic serão vistos ao longo de 2022, diz diretora do BCjá elevou a taxa de básica de juros em seis ocasiões, partido de 2,00% ao ano para os atuais 7,75% ao ano.

“Eu tendo a concordar que o grosso do impacto alta na Selic se dará em meados de 2022. No primeiro semestre e ao longo de 2022 vamos começar a ver os impactos mais fortes”, afirmou Fernanda, em participação no Itaú Macro Vision 2021.

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Ela lembrou que alguns canais reagem mais rapidamente às decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), como os financiamentos imobiliários e mudanças na alocação de investimentos. “Mas boa parte dos impactos de todo esse aperto que fizemos desde março e que sinalizamos para dezembro vai ocorrer ao longo de 2022 e em 2023, em parte”, acrescentou.

Fernanda Guardado concordou ainda com a avaliação de que a política monetária parece ser mais robusta hoje do que foi no passado, devido até mesmo ao maior aprofundamento financeiro da economia brasileira.

Retirada de estímulos

A diretora de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central destacou também que os países avançados já começam a retirar estímulos, em função da aceleração rápida da inflação. Citou o anúncio do tapering do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), que começa neste mês, assim como movimentações no Canadá e na Noruega.

Segundo a diretora do BC, a inflação nos países avançados reflete os custos industriais em alta. Guardado destacou o aumento do consumo de bens no mundo e avaliou que a oferta de energia também não tem respondido à demanda na mesma velocidade.

Ela citou alta de preços de carvão, gás natural e petróleo. “A produção de petróleo cru está próximo de antes da pandemia. Mas a produção do petróleo não teve capacidade de reagir na velocidade da demanda.”

Depreciação cambial

A diretora do Banco Central voltou a destacar que o comportamento do câmbio não tem andado junto com o aumento dos termos de troca, ficando mais depreciado do que indicariam esses fundamentos. Mas ela avaliou que essa falta de correlação pode diminuir com a normalização da política monetária. “Depreciação do câmbio não foi a tradicional, há quebra na relação com termos de troca em vários lugares”, disse, citando que o fenômeno ocorreu em outros exportadores de commodities.

Segundo a diretora do BC, uma das hipóteses para essa descorrelação seria a deterioração fiscal com a pandemia de covid-19 em vários países. Mas ponderou que há outras teses e que não “saberia escolher uma única hipótese para entender o câmbio de países exportadores de commodities”.

Fernanda Guardado afirmou, contudo, que isso não altera o modus operandi do BC no mercado de câmbio. “Não mudamos a maneira de atuar no mercado de câmbio. Só atuamos em cenários de fluxo que não consegue ser digerido por mercado, ou quando há disfuncionalidade.”

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