O monumental santuário xintoísta de Quioto conhecido como Fushimi Inari Taisha encanta viajantes por sua espiritualidade e caminhos montanhosos. Fundado no século oito, o local abriga dez mil portais tradicionais vermelhos no Japão.
Qual é a origem dos dez mil portais vermelhos na montanha?
Os caminhos de portais de madeira vermelha, chamados de senbon torii, são doações de fiéis e grandes empresas japonesas que buscam prosperidade e sucesso nos negócios. Cada estrutura traz gravado o nome do doador e a data em que o portal foi erguido.
A tradição de oferecer portais como forma de agradecimento remonta à era Edo, quando o deus Inari se consolidou como o patrono da agricultura, do comércio e dos fabricantes de saquê. O santuário se expandiu pelas encostas do monte Inari ao longo dos séculos.

Como funciona a caminhada pela montanha sagrada japonesa?
A subida exige fôlego dos visitantes, que encontram altares de pedra e pequenos santuários secundários em meio a uma densa floresta de cedros que cobre a encosta.
Para que os viajantes planejem o percurso, comparamos as duas rotas principais de subida baseadas na intensidade da caminhada:
| Percurso Montanhoso | Tempo Médio | Perfil de Esforço |
| Trilha de Acesso Inferior | Trinta minutos | Caminhada leve por caminhos pavimentados |
| Circuito do Topo | Duas horas | Subida íngreme com degraus de pedra |
Qual é o simbolismo das estátuas de raposas espalhadas pelo templo?
Ao longo de todo o trajeto, os visitantes encontram diversas estátuas de raposas de pedra, conhecidas como kitsune. Essas figuras são consideradas as mensageiras espirituais do deus Inari.
Para os entusiastas da cultura japonesa, o portal oficial da Organização Nacional do Turismo do Japão (JNTO) detalha as características dessas esculturas sagradas, apresentadas na lista a seguir:
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Chave na Boca: Muitas estátuas seguram uma chave de bronze que simboliza o celeiro de arroz.
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Joia Sagrada: Algumas figuras guardam uma joia esférica que representa o espírito dos deuses.
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Aparência Imponente: As estátuas costumam usar lenços vermelhos que simbolizam a proteção contra doenças.
O que os visitantes precisam saber antes de iniciar o trajeto?
A visita ao santuário é gratuita e o local permanece aberto durante as vinte e quatro horas do dia, permitindo que os peregrinos façam caminhadas noturnas sob a iluminação suave das lanternas de pedra.
Para garantir uma visita segura e respeitosa, o guia turístico oficial da histórica cidade de Quioto e as diretrizes do centro de patrimônio da UNESCO destacam as seguintes recomendações práticas:
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Respeito aos Altares: É proibido subir nas estruturas de pedra ou tocar nas oferendas.
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Calçado Adequado: Recomenda-se o uso de tênis de corrida devido aos degraus de pedra escorregadios.
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Água e Suprimentos: Há pequenas lojas familiares que vendem bebidas e chá ao longo da subida.
Como o xintoísmo se preserva no cotidiano da antiga capital japonesa?
O santuário de Fushimi Inari não é apenas um ponto turístico, mas um templo ativo onde rituais religiosos diários são realizados por sacerdotes xintoístas vestidos com trajes tradicionais.
A fusão entre a preservação da natureza e a arquitetura espiritual garante que a atmosfera sagrada seja mantida para os futuros visitantes. A antiga capital imperial de Quioto permanece como o maior reduto das tradições e da fé do povo japonês.
Para vivenciar a atmosfera única e as tradições dos santuários japoneses, selecionamos o conteúdo do canal Na Mala, No vídeo a seguir, o viajante detalha visualmente o impressionante e famoso caminho de portais do Fushimi Inari, em Quioto:

