O New Routemaster, carinhosamente apelidado de “Borismaster”, é o ônibus que redefiniu o transporte em Londres no século XXI. Com 1.000 unidades fabricadas e propulsão híbrida, ele uniu o icônico design de dois andares à exigência moderna de eficiência energética no centro urbano inglês.
Como o New Routemaster uniu o design clássico à tecnologia?
Desenhado pelo prestigiado estúdio Thomas Heatherwick, o modelo moderno resgatou a silhueta arredondada e a plataforma traseira de embarque do clássico de 1956. Contudo, a estrutura substituiu o metal pesado por vidros curvos e polímeros avançados para iluminar as escadas e reduzir peso.
O projeto foi uma encomenda ousada para revitalizar a frota da cidade. Segundo relatórios de mobilidade urbana da Transport for London (TfL), o design buscou equilibrar a nostalgia turística com a altíssima eficiência operacional exigida para uma metrópole congestionada.

híbrido ou elétrico desenhado para modernizar Londres – Créditos: depositphotos.com / santirf
Quais as inovações ambientais do sistema híbrido?
A grande revolução do veículo encontra-se no coração de seu motor diesel-elétrico. Durante a marcha lenta ou nas constantes paradas nos pontos, o veículo opera no modo 100% elétrico, reduzindo drasticamente a poluição sonora e a emissão de gases nocivos nas ruas estreitas britânicas.
Para entender o salto tecnológico que o modelo proporcionou em relação à frota anterior, organizamos um quadro comparativo focado em eficiência ecológica e acessibilidade:
| Indicador de Mobilidade | New Routemaster (Séc. XXI) | Frota Padrão Anterior (Anos 2000) |
| Emissão de Carbono | Híbrida (redução de até 50% de CO2) | Diesel comum (alta emissão de fuligem) |
| Acessibilidade | Piso baixo total (rampas para cadeiras) | Piso com degraus e bloqueios internos |
| Portas de Embarque | Três portas de abertura automática | Apenas uma ou duas portas padrão |
Por que a acessibilidade transformou o transporte em Londres?
A legislação contemporânea europeia determinou que o transporte público fosse integralmente acessível. O novo ônibus eliminou os degraus de entrada na porta principal e implementou rampas automáticas seguras, garantindo que usuários de cadeiras de rodas acessassem o veículo rapidamente.
Embora o design criativo inicial permitisse o embarque livre pela plataforma traseira (como ocorria em 1956), questões de segurança viária e custos de operação forçaram a TfL a manter essa porta fechada durante o movimento, operando-a com controle automático do motorista.
Se você quer ver de perto o icônico ônibus de dois andares de Londres em uma versão moderna e sustentável, confira este vídeo do canal Bus Ambassador. O registro mostra visualmente o Novo Routemaster LT11, que foi convertido para propulsão totalmente elétrica, unindo o design clássico à tecnologia de emissão zero:
Quais são as especificações técnicas da frota urbana atual?
Com 11,2 metros de comprimento total, a manobrabilidade do veículo em cruzamentos apertados é garantida por um sofisticado sistema de direção assistida. A climatização interna selada foi uma inovidade aguardada, já que os modelos antigos sofriam com o abafamento no pico do verão.
Apoiados nos manuais de planejamento de infraestrutura londrina, detalhamos os dados técnicos robustos que fundamentam esta máquina do transporte público:
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Frota Construída: Exatamente 1.000 unidades (fabricadas pela Wrightbus).
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Capacidade Total: 87 passageiros (62 sentados e 25 em pé).
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Eficiência: Consumo de combustível muito inferior aos antigos modelos a diesel.
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Propulsão: Motor gerador a diesel encarregado de carregar as baterias elétricas centrais.
O ônibus é a prova de que Londres domina o urbanismo?
O projeto enfrentou resistência política pelo seu alto custo de fabricação inicial, mas conseguiu provar que é possível criar um utilitário público pesado com estética apurada de design de produto. A frota avermelhada com linhas futuristas virou rapidamente o novo cartão-postal em movimento da cidade.
Para moradores e turistas, observar e andar na parte superior do veículo híbrido é desfrutar de conforto silencioso pelas vias de Inglaterra. O projeto reafirmou com autoridade que a reverência à tradição e a ecologia urbana são os verdadeiros trilhos do futuro para o transporte mundial.
