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Inteligência artificial na guerra do Irã: como a tecnologia entrou no campo de batalha

Uso de inteligência artificial em drones, análise de dados e influência digital passa a integrar decisões militares e amplia disputa tecnológica entre potências.

Renata NunesPor Renata Nunes
09/03/2026

A inteligência artificial na guerra deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio e passou a ocupar um papel central nas estratégias militares modernas. A guerra entre Estados Unidos e Irã marca um novo capítulo na utilização de tecnologias avançadas em conflitos armados. Os Estados Unidos estão utilizando ferramentas de inteligência artificial no planejamento de operações e na identificação de alvos estratégicos no território iraniano.

A tecnologia permite analisar grandes volumes de dados, cruzar imagens e antecipar movimentos do inimigo, acelerando decisões que antes levavam horas ou dias, um avanço que começa a redefinir a forma como guerras são planejadas e conduzidas.

Segundo Celson Camillo, professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) e pesquisador com atuação na Carnegie Mellon University, o uso da tecnologia já ocorre em diferentes frentes estratégicas.

“A IA atua tanto na dimensão informacional quanto na guerra física“, avalia o especialista.

Camillo explica que a tecnologia é utilizada para influenciar comportamentos em ambientes digitais, reforçar narrativas e também aumentar a autonomia de equipamentos militares, como drones e veículos aéreos não tripulados.

“A IA já está sendo usada em várias camadas da guerra, desde recomendações e influências em canais digitais para defender narrativas ou provocar comportamento social até o incremento de autonomia de drones, VANTs ou artefatos bélicos na guerra física”, afirma.

Inteligência artificial na guerra pode alterar o equilíbrio de poder

O avanço da inteligência artificial também pode alterar o equilíbrio estratégico entre países. Segundo o especialista, tecnologias desse tipo costumam ter forte origem ou aplicação militar.

Camillo observa que a capacidade de desenvolver sistemas avançados pode gerar vantagem significativa em disputas geopolíticas.

Ele explica que a inteligência artificial se torna um diferencial relevante quando combinada com grande volume de dados e capacidade computacional.

Países que conseguem reunir essas duas condições, dados em escala e infraestrutura tecnológica, passam a ter maior eficiência na tomada de decisões militares.

“Quem reúne dados em volume e recursos computacionais tem elementos que apoiam decisões com mais eficiência e eficácia nos seus objetivos”, afirma.

Disputa tecnológica já estava em curso

Para o professor, o conflito atual entre EUA e Irã não mudam o rumo dos investimentos globais em inteligência artificial militar. Esses programas já são considerados prioridade por várias potências.

Camillo ressalta que a disputa por poder geopolítico passou a envolver novas dimensões tecnológicas.

Ele afirma que hoje a soberania tecnológica inclui capacidades em inteligência artificial, processamento de dados e infraestrutura digital.

Guerras podem se tornar mais rápidas

A aplicação da IA também pode alterar a dinâmica dos conflitos. Sistemas capazes de analisar dados, prever movimentos e gerar recomendações podem acelerar decisões militares.

Apesar disso, o especialista afirma que é difícil prever como essas tecnologias afetarão o resultado das guerras.

Isso porque diferentes cenários podem surgir, desde disputas tecnológicas assimétricas até confrontos entre grandes potências com níveis semelhantes de avanço tecnológico.

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“São várias as combinações possíveis de contexto. Para cada cenário espera-se um resultado diferente, mas é difícil prever o resultado final”, afirma.

Menos presença humana no campo de batalha

Outra tendência apontada por Camillo é a redução da presença humana direta em conflitos armados.

O uso de drones e veículos autônomos deve se tornar cada vez mais comum, principalmente em operações aéreas.

“Ações conduzidas por sistemas remotos ou automatizados tendem a substituir parte das intervenções militares feitas por tropas no terreno. A expectativa é que esse movimento continue até que robôs terrestres e outros sistemas autônomos estejam prontos para operar em maior escala“, afirma.

Impactos no setor de tecnologia

O avanço da inteligência artificial aplicada à defesa também pode gerar reflexos no setor de tecnologia e no mercado global.

Empresas ligadas a semicondutores, processamento de dados, cibersegurança e infraestrutura digital podem ser beneficiadas por novos investimentos.

No entanto, Camillo ressalta que o impacto econômico pode variar ao longo do tempo.

“No curto prazo, tensões geopolíticas e incertezas no setor energético podem gerar efeitos negativos para os mercados“, analisa.

Já no médio prazo, o aumento dos investimentos em tecnologia pode impulsionar alguns segmentos.

Corrida tecnológica deve continuar

Historicamente, o setor de defesa sempre teve papel relevante no desenvolvimento de novas tecnologias.

Segundo o especialista, esse padrão tende a continuar no caso da inteligência artificial. Camillo afirma que governos devem ampliar investimentos em ferramentas que garantam soberania tecnológica e vantagem estratégica.

“Embora a inteligência artificial não dependa exclusivamente do setor militar para evoluir, a área de defesa continuará sendo um dos motores de inovação“, conclui.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA GUERRA

Foto: Gerada por IA

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