A pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira (1) mostra que o presidente Lula abriu vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro em uma eventual disputa de segundo turno. Segundo o levantamento, Lula aparece com 48,8% das intenções de voto, contra 42,3% do parlamentar.
A diferença entre os dois é de 6,5 pontos percentuais. O resultado representa uma inversão em relação ao cenário anterior, de maio, quando os dois apareciam empatados com 48%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 26 e 30 de junho, em um período marcado por turbulências políticas tanto para o governo quanto para a oposição. Mesmo com a polarização ainda presente, o levantamento indica ampliação da vantagem eleitoral de Lula no cenário testado.
AtlasIntel: primeiro turno
No primeiro turno, a AtlasIntel também aponta liderança do presidente. No principal cenário, Lula registra 46,3% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 36,6%.
Os demais nomes testados ficam mais distantes. Renan Santos aparece com 7,8%, Ronaldo Caiado com 2,9% e Romeu Zema com 2%.
Além do primeiro turno, a pesquisa simulou diferentes confrontos de segundo turno. Em todos eles, Lula aparece à frente. O presidente venceria Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Michelle Bolsonaro, Renan Santos e Jair Bolsonaro.
Apesar da vantagem eleitoral, a avaliação do governo permanece negativa. Segundo a pesquisa, 52,3% dos entrevistados desaprovam a gestão Lula, enquanto 45,9% aprovam. Na avaliação do governo, 48,3% classificam a administração como ruim ou péssima, 39,7% como ótima ou boa e 12% como regular.
Polarização segue no radar
O levantamento também mostra que a polarização segue estruturando o cenário político. A direita reúne 39,3% da identificação ideológica dos entrevistados, enquanto a esquerda soma 34,2%. Os independentes representam 22,8% do eleitorado.
Entre os recortes da pesquisa, os maiores movimentos ocorreram entre mulheres e evangélicos. Segundo a AtlasIntel, Flávio Bolsonaro perdeu cerca de dez pontos percentuais entre o eleitorado feminino e aproximadamente oito pontos entre os evangélicos na comparação com o levantamento anterior.
As análises associam esse movimento ao desgaste provocado pela crise pública entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro.
Após o episódio, o senador mudou o tom, pediu desculpas publicamente e passou a intensificar agendas voltadas ao público feminino.














