O governo federal iniciou a retirada gradual das medidas adotadas para conter a alta dos combustíveis durante a guerra no Oriente Médio.
A partir desta quarta-feira (01), deixou de valer a subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel, criada para compensar tributos federais.
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a normalização do mercado internacional de petróleo, após o acordo entre Estados Unidos e Irã, reduziu a necessidade dos subsídios.
O governo também avalia retirar gradualmente o benefício de R$ 0,44 por litro da gasolina e reexaminar a subvenção adicional ao diesel.
A equipe econômica afirma que a estratégia busca acompanhar a queda do petróleo, preservar o equilíbrio fiscal e evitar distorções nos preços domésticos.
Com o fim da subvenção, a Petrobras anunciou uma redução de R$ 0,35 por litro no preço do diesel vendido às distribuidoras a partir desta quarta-feira (01).
Na prática, porém, o consumidor não deverá perceber mudança imediata nos postos. Isso porque a estatal encerrou, na mesma data, o desconto temporário de igual valor concedido pelo governo por meio da subvenção criada durante a escalada dos preços do petróleo.
Governo retira subvenção do diesel, mas consumidor não deve sentir no bolso
Com os dois movimentos, o preço de venda às distribuidoras permanece inalterado. A Petrobras reiterou que continuará adotando uma política comercial alinhada às condições de mercado.
Além do fim da subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel, o governo reavalia o futuro das demais medidas emergenciais criadas durante a crise no Oriente Médio.
O Ministério da Fazenda estuda reduzir gradualmente o subsídio de R$ 1,12 por litro do diesel destinado a produtores e importadores, além do benefício de R$ 0,44 por litro da gasolina.
Também está em análise a continuidade do imposto sobre a exportação de petróleo, criado para compensar o custo fiscal dos subsídios. Segundo Durigan, a decisão dependerá da evolução do preço internacional do barril.














