BM&C NEWS
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • COLUNA
  • MERCADOS
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • 🔴 AO VIVO
  • MERCADOS
  • COLUNA
  • MERCADOS
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados

Alavancagem nos FIIs e o debate sobre risco, regulação e governança

Uso de dívida indireta cresceu após o ciclo de juros baixos e mudou o perfil de risco dos fundos imobiliários no Brasil

Rui das NevesPor Rui das Neves
27/01/2026

Por muitos anos, os fundos de investimento imobiliário (FIIs) no Brasil foram vistos como instrumentos de baixo risco, voltados a investidores que buscavam renda mensal e previsibilidade. A própria legislação, até pouco tempo atrás, restringia o uso de endividamento direto, justamente para preservar esse perfil mais conservador. 

A propaganda mais usada pelo mercado antigamente era “FIIS não tem dívida“ 

Mas algumas situações foram ocorrendo:

Em 12 de dezembro de 2023, o art. 42 da Lei Federal nº 14.754, apesar de permitir que os fundos de investimento imobiliário constituam ônus reais sobre imóveis de sua titularidade ou prestem fiança, aval, aceite ou se tornem coobrigados nas dívidas contraídas, a CVM no dia 22 de fevereiro de 2024 vedou essa prática até que o conflito com a Resolução CVM nº 175 seja resolvido.

A Comissão de Valores Mobiliários publicou um ofício circular que proíbe a alavancagem dos fundos de investimento imobiliário. Desta forma, diz o ofício circular 01/2024, a matéria deverá ser regulamentada pela CVM e os fundos imobiliários não podem utilizar a faculdade prevista em lei até que haja a alteração do Anexo Normativo III da Resolução CVM nº 175. Resumindo, ainda não está cristalino o assunto.

Leia Mais

tok&stok

Tok&Stok em recuperação judicial: entenda o que está por trás da dívida de R$ 1,12 bilhão

16 de julho de 2026
empresas tarifaço de trump

Tarifaço dos EUA coloca empresas exportadoras no radar da Bolsa

16 de julho de 2026

Mas nossos gestores sempre foram criativos, e inicialmente, o primeiro fundo a perceber brecha da legislação foi o BRCR11 e vários anos depois, essa pratica começou a ganhar corpo, em especial a partir de 2020, quando o mercado passou a conviver com juros historicamente baixos. Essa estratégia foi bem recebida por outros gestores e amplamente apoiados pelos influencers do setor, principalmente os “conflitados”, que ajudaram a acalmar as críticas e divisões de opiniões com os investidores.

Com esse crédito mais barato, muitos fundos viam a chance de acelerar aquisições, expandir portfólios e aumentar a distribuição de dividendos.  Nesse cenário, surgiram os primeiros movimentos mais relevantes de alavancagem nos FIIs , ou seja, a utilização de dívidas ou estruturas financeiras para potencializar os investimentos..

Porque a alavancagem é INDIRETA? Como funciona na prática?

Como um fundo não pode “financiar” um imóvel diretamente (como um CPF ou CNPJ) com um financiamento tradicional, gerando seus gravames devidamente registrados no RGI do imóvel, portanto, digamos assim, não pode fazer uma dívida DIRETA .  

Mas o fundo pode alienar alguns de seus próprios recebíveis que estão no portfólio da sua carteira, para utilizar esse capital na compra de um imóvel sem gravames (livre e desimpedido). Essa operação é executada à vista (nesse exemplo didático) e sua dívida adquirida, pode ser quitada com a própria renda do novo imóvel. Isso é simplesmente uma dívida INDIRETA. 

Ou o fundo pode adquirir um imóvel já financiado com gravames registrados em nome desse vendedor e assumindo seus pagamentos. Imóvel agora é do fundo, mas o devedor oficial perante o RGI ainda é o antigo, assim também configura-se uma dívida INDIRETA 

Em todos os casos, a lógica é a mesma: usar o capital de terceiros para ampliar o retorno dos cotistas.

Os problemas que começaram a aparecer

O cenário mudou a partir de 2021, quando a taxa Selic voltou a subir de forma acelerada. O que antes era dívida barata se transformou em custo elevado, pressionando a rentabilidade de vários fundos. Alguns gestores passaram a enfrentar dificuldades para rolar passivos ou manter o mesmo nível de dividendos prometido aos cotistas.

Além do impacto financeiro, surgiram outros problemas:

  • Maior risco de inadimplência, especialmente em fundos de recebíveis imobiliários (CRIs) alavancados.
  • Queda na previsibilidade dos rendimentos, que é justamente um dos principais atrativos dos FIIs.
  • Descasamento dos índices de rendimentos dos recebimentos e pagamentos das dívidas.
  • Desconfiança dos investidores, muitos deles pessoas físicas que viam os fundos como alternativa segura.
  • Impacto na liquidez, com cotas de fundos mais expostos à alavancagem sofrendo forte desvalorização em momentos de estresse.

Um debate sempre em aberto

Hoje, a alavancagem segue sendo tema de forte debate no setor. De um lado, gestores defendem que, usada com prudência, ela amplia a eficiência dos fundos e permite maior diversificação de portfólio. De outro, críticos alertam que o excesso de dívidas aproxima os FIIs de ativos de maior risco, descaracterizando sua proposta original.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a B3 têm acompanhado de perto o tema, buscando sempre equilibrar inovação e segurança para o investidor.

O especialista em investimentos Bernardes Sanches, responsável pela canal Vai pelos Fundos diz que:

“Algo que é muito ignorado pelos investidores de FIIs, é o nível de endividamento dos fundos da sua carteira. È bom lembrar: alavancagem em si não é o problema e na realidade pode ajudar a trazer um retorno melhor. Entretanto essas dívidas precisam ser bem dosadas e estruturadas com cautela para não se tornarem impagáveis “

Alavancagem nos FIIs marcou uma virada na história do setor

O movimento de alavancagem marcou uma nova fase na história dos fundos imobiliários. Se, de um lado, abriu caminho para estratégias mais sofisticadas, de outro trouxe riscos inéditos para uma classe de ativos até então associada à previsibilidade. Em linha com a tese do Sanches, o desafio daqui para frente será encontrar o ponto de equilíbrio entre crescimento e segurança, para que os FIIs continuem cumprindo seu papel como porta de entrada de milhões de brasileiros no mercado de capitais. Já ouvi de outros players do mercado expressarem publicamente que um percentual de até 20% seria uma “divida saudável”.

Eu pessoalmente, sempre fui contra a alavancagem, mas atualmente até entendo que se for necessário, digamos assim, em “uma operação rápida”, para aproveitar um bom negócio, mas pra ser quitada logo após com uma subscrição pode ser benéfica para o fundo.

Outro assunto que pode convergir pra este tema, seria sobre a obrigatoriedade de distribuição dos 90% dos lucros acumulados semestralmente. 

Até hoje sou a favor da redução da distribuição obrigatória de 90% para 80%, (ou pouco menos desde que passe por assembleia para avaliação dos cotistas) e de semestral para anual, dando mais flexibilidade para os gestores reforçarem caixa, para poder adquirir ativos com recursos próprios, diminuindo a necessidade de sucessivas e gigantes subscrições. Bom, mas isso é assunto para um futuro artigo.

*As opiniões transmitidas pelo colunista são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a opinião da BM&C News.

ALAVANCAGEM NOS FIIS

Créditos: depositphotos.com / FabioBalbi

Leia

IA nos negócios exige governança para ampliar eficiência e reduzir riscos

Nova tarifa dos EUA pode elevar taxação sobre produtos brasileiros a 37,5%

Trump acusa China de interferência na eleição de 2020, e Pequim rejeita alegações

ESTADOS UNIDOS E BRASIL
ECONOMIA

Governo avalia Lei da Reciprocidade, mas setor produtivo se divide sobre resposta aos EUA

17 de julho de 2026

O governo brasileiro avalia acionar a Lei da Reciprocidade Econômica em resposta à tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados...

Leia maisDetails
DONALD TRUMP
ECONOMIA

EUA confirmam tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros

16 de julho de 2026

Os Estados Unidos confirmaram nesta quarta-feira (15) a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros....

Leia maisDetails
Foto: Reprodução BM&C NEWS
CONEXÃO SEGURA

IA nos negócios exige governança para ampliar eficiência e reduzir riscos

17 de julho de 2026
NOVA TARIFA
ECONOMIA

Nova tarifa dos EUA pode elevar taxação sobre produtos brasileiros a 37,5%

17 de julho de 2026
TRUMP_
INTERNACIONAL

Trump acusa China de interferência na eleição de 2020, e Pequim rejeita alegações

17 de julho de 2026
Gabriel Galipolo
ECONOMIA

Galípolo afirma que Pix continuará gratuito apesar de críticas dos Estados Unidos

17 de julho de 2026

Leia Mais

Foto: Reprodução BM&C NEWS

IA nos negócios exige governança para ampliar eficiência e reduzir riscos

17 de julho de 2026

A inteligência artificial passou a ocupar diferentes áreas das empresas, com aplicações no atendimento ao consumidor, na análise de dados,...

NOVA TARIFA

Nova tarifa dos EUA pode elevar taxação sobre produtos brasileiros a 37,5%

17 de julho de 2026

O governo brasileiro considera provável que os Estados Unidos anunciem uma nova tarifa adicional de 12,5% sobre produtos nacionais nos...

TRUMP_

Trump acusa China de interferência na eleição de 2020, e Pequim rejeita alegações

17 de julho de 2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar que houve interferência estrangeira na eleição presidencial americana de 2020. Em...

Gabriel Galipolo

Galípolo afirma que Pix continuará gratuito apesar de críticas dos Estados Unidos

17 de julho de 2026

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o Pix continuará sendo oferecido de forma gratuita, segura e instantânea,...

ESTADOS UNIDOS E BRASIL

Governo avalia Lei da Reciprocidade, mas setor produtivo se divide sobre resposta aos EUA

17 de julho de 2026

O governo brasileiro avalia acionar a Lei da Reciprocidade Econômica em resposta à tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados...

tarifço empresas

Governo prepara pacote menor para empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA

17 de julho de 2026

O governo prepara uma nova etapa do Plano Brasil Soberano para atender empresas atingidas pela tarifa adicional de 25% imposta...

banco_central

IBC-Br avança 0,1% em maio e supera expectativa do mercado

17 de julho de 2026

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central, o IBC-Br, avançou 0,1% em maio na comparação com abril. O resultado, divulgado...

ESTADOS UNIDOS E BRASIL

Tarifa de 25% dos EUA mantém pressão sobre indústria brasileira, avalia CNI

17 de julho de 2026

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou preocupação com a decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de...

Foto: Gerada por IA

Tarifa adicional de 25% dos EUA pode ampliar perdas nas exportações brasileiras, avalia CNI

16 de julho de 2026

A tarifa adicional de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pode ampliar as perdas das exportações nacionais e...

tok&stok

Tok&Stok em recuperação judicial: entenda o que está por trás da dívida de R$ 1,12 bilhão

16 de julho de 2026

A Justiça de São Paulo autorizou o início do processo de recuperação judicial do Grupo Toky, controlador das marcas Tok&Stok...

Veja mais

Quem somos

A BM&C News é um canal multiplataforma especializado em economia, mercado financeiro, política e negócios. Produz conteúdo jornalístico ao vivo e sob demanda para TV, YouTube e portal digital, com foco em investidores e executivos.

São Paulo – Brasil

Onde assistir

Claro TV+ – canal 547
Vivo TV+ – canal 579
Oi TV – canal 172
Samsung TV Plus – canal 2053
Pluto TV

Contato

Redação:
[email protected]

Comercial:
[email protected]

Anuncie na BM&C News

A BM&C News conecta marcas a milhões de investidores através de TV, YouTube e plataformas digitais.

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AGENDAS BM&C
    • BRASIL PRODUTIVO
      • Mercado de Capitais
      • Inovação travada
    • CONTA BRASIL
      • Combustível Brasil
    • BRASIL QUE INOVA
    • BRASIL QUE EMPREENDE
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • ELEIÇÕES 2026
  • EMPRESAS E NEGÓCIOS
  • CASO MASTER
  • PETRÓLEO E ENERGIA
  • INTERNACIONAL
  • PROGRAMAS BM&C
    • BM&C BUSINESS
    • BM&C STRIKE
    • BM&C TALKS
    • BM&C VISÕES
    • CONEXÃO SEGURA
    • GLOBAL WALLET
    • LEADERS CONNECTION
    • MANHATTAN CONNECTION
    • MANIFESTE-SE
    • MERCADO & BEYOND
    • MONEY REPORT
    • PAINEL BM&C
    • PAPO DE DINHEIRO
    • REPCAST
    • ROTA FÁCIL
    • SMART MONEY
    • WALL STREET CAST
  • CANNES LIONS
  • BRAZILIAN WEEK 2026
  • OPINIÃO
    • ALUIZIO FALCÃO FILHO
    • BRUNO CORANO
    • ESTEVÃO SECCATTO
    • FABIO ONGARO
    • FABRIZIO GUERATTO
    • FRANCISCO ALVES
    • MARCO SARAVALLE
    • MARCUS VINÍCIUS DE FREITAS
    • MIGUEL DAOUD
    • RENATO BATISTA
    • RUI DAS NEVES
    • VANDYCK SILVEIRA

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.