A semana entre 25 e 29 de maio começa com liquidez reduzida nos mercados internacionais e uma agenda econômica carregada no Brasil e no exterior. O foco dos investidores estará em dados de inflação, atividade econômica, mercado de trabalho e decisões de política monetária, em um ambiente ainda marcado por juros elevados, tensões geopolíticas e volatilidade nas commodities.
Nesta segunda-feira (25), os mercados dos Estados Unidos estarão fechados pelo Memorial Day. Também há feriados no Reino Unido, Coreia do Sul, Hong Kong e Suíça, o que tende a reduzir o volume de negócios no início da semana. Mesmo com menor liquidez global, a agenda brasileira já começa com Boletim Focus, IPC-S da Fundação Getulio Vargas e balança comercial semanal.
No Brasil, os principais destaques da semana serão o IPCA-15 de maio, na quarta-feira (27), e o PIB do primeiro trimestre, previsto para sexta-feira (29). O IPCA-15 é considerado a prévia oficial da inflação, enquanto o PIB ajuda a medir o ritmo da economia brasileira no início do ano.
Ao longo da semana, os investidores também acompanham IPC-Fipe, dados de conta corrente, investimento estrangeiro direto, fluxo cambial, IGP-M, taxa de desemprego, resultado do governo central, resultado fiscal do setor público e Caged. Esses indicadores devem ajudar a calibrar as expectativas para inflação, juros, atividade econômica e mercado de trabalho.
No campo fiscal, os dados do governo central e do setor público consolidado também estarão no radar. Esses números são acompanhados de perto porque influenciam a percepção sobre a trajetória das contas públicas, ponto sensível para a curva de juros, o câmbio e o apetite por ativos brasileiros.
Nos Estados Unidos, a semana começa mais curta, mas ganha força a partir de terça-feira. A agenda inclui índice de atividade do Fed de Chicago, confiança do consumidor do Conference Board, índice do Fed de Dallas, ADP de empregos, pedidos de auxílio-desemprego, bens duráveis, vendas de casas novas, estoques de petróleo e PMI de Chicago.
O principal evento americano será divulgado na quinta-feira (28): o PCE, índice de inflação preferido do Federal Reserve, junto com dados de renda e gastos pessoais. A segunda leitura do PIB americano também será acompanhada de perto, especialmente após a posse de Kevin Warsh como 17º presidente do Federal Reserve, indicado por Donald Trump e aprovado no Senado por 54 votos a 45.
“Nos Estados Unidos a agenda segue carregada no meio da semana, com destaque para o PIB americano também e o PCE que é um dado importante de inflação para o FED”, destaca Francisco Alves, operador de mercado e apresentador do Pre Market, da BM&C News.
Na China, os investidores monitoram o investimento estrangeiro direto, os lucros industriais e os PMIs industrial e de serviços, que serão divulgados no fim da semana. Os dados serão importantes para medir a força da atividade chinesa e seus efeitos sobre commodities, especialmente minério de ferro, petróleo e produtos ligados à cadeia industrial global.
No Japão, a agenda inclui inflação ao consumidor, discurso de Kazuo Ueda, presidente do Banco do Japão, CPI de Tóquio, produção industrial, vendas no varejo e taxa de desemprego. A região também terá decisões de juros na Nova Zelândia e na Coreia do Sul, além de dados relevantes na Ásia, que podem afetar o fluxo global de capitais.
Na Europa, os mercados acompanham confiança do consumidor, discurso de Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, PIB da França e desemprego na Alemanha. O continente segue pressionado por crescimento fraco, inflação ainda relevante e incertezas sobre o próximo ciclo de juros.
As commodities também seguem no centro da atenção. Os desdobramentos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã continuam influenciando os preços do petróleo e o humor global dos mercados de energia. A leitura é importante porque a alta do petróleo pode pressionar custos de produção, combustíveis e inflação nas principais economias.














