Os preços do ouro encerraram a sessão desta segunda-feira em queda, pressionados pelo avanço recente do petróleo e pelas preocupações com o impacto inflacionário da guerra no Oriente Médio. O cenário reforça expectativas de que os juros globais possam permanecer elevados por mais tempo, o que tende a reduzir a atratividade do metal precioso.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o contrato do ouro para abril recuou 0,24%, fechando cotado a US$ 2.382,70 por onça-troy.
O movimento ocorre em meio à volatilidade dos mercados de energia após a escalada das tensões geopolíticas na região do Golfo. A alta recente do petróleo elevou as preocupações com pressões inflacionárias globais, o que pode levar bancos centrais a manter políticas monetárias mais restritivas.
Pressão inflacionária entra no radar
Analistas destacam que o avanço dos preços da energia pode reacender temores inflacionários, especialmente em economias desenvolvidas. Nesse contexto, o mercado passou a revisar expectativas sobre o ritmo de cortes de juros por parte do Federal Reserve.
Taxas de juros mais elevadas costumam pesar sobre o ouro, já que o metal não oferece rendimento. Com isso, investidores tendem a migrar para ativos que oferecem retorno atrelado aos juros.
Busca por proteção segue no radar
Apesar da queda na sessão, o ouro continua sendo acompanhado de perto pelos investidores como ativo de proteção em momentos de incerteza geopolítica. O conflito no Oriente Médio segue como um dos principais fatores de risco para os mercados globais.
Analistas avaliam que eventuais escaladas nas tensões ou novas interrupções nas cadeias de energia podem voltar a impulsionar a demanda pelo metal precioso nas próximas sessões.













