O dólar voltou a recuar frente ao real nesta segunda-feira (13) e encerrou o pregão abaixo do nível de R$ 5,00 pela primeira vez em mais de um ano. Após superar os R$ 5,04 pela manhã, a moeda perdeu força ao longo da sessão e fechou em baixa de 0,25%, cotada a R$ 4,9980.
O valor representa o menor nível de fechamento desde 27 de março de 2024, quando a divisa terminou o dia em R$ 4,9805. Desde então, o dólar não encerrava uma sessão abaixo da marca psicológica de R$ 5,00.
Fluxo estrangeiro e bolsa em alta pressionam moeda
O movimento de queda foi sustentado pelo forte fluxo de capital estrangeiro para o Brasil, em meio ao bom desempenho do Ibovespa, que voltou a renovar máximas históricas. A entrada de recursos na bolsa contribui para o aumento da oferta de dólares no mercado doméstico.
Além disso, o diferencial de juros entre o Brasil e economias desenvolvidas segue favorecendo o real, mantendo o país atrativo para investidores internacionais.
Cenário externo contribui para fraqueza do dólar
No ambiente global, o dólar também perdeu força diante de outras moedas, refletindo a melhora no apetite por risco. Sinais de possível avanço nas negociações geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã ajudaram a reduzir a aversão dos investidores.
Com isso, moedas emergentes ganharam espaço ao longo do dia, reforçando o movimento de valorização do real.
Perspectivas
Mesmo com a queda expressiva recente, o comportamento do câmbio segue dependente dos desdobramentos externos e das expectativas para a política monetária nos Estados Unidos.
No Brasil, investidores continuam monitorando os dados de inflação e os próximos passos do Banco Central, fatores que devem seguir influenciando o fluxo para o câmbio nas próximas semanas.












