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Ciranda financeira: entenda o esquema envolvendo Banco Master e Reag

Entenda como funcionava a estrutura financeira investigada envolvendo Banco Master e Reag e por que ela passou a ser questionada pelo Banco Central

Redação BM&C NewsPor Redação BM&C News
16/01/2026

As apurações que atingem o Banco Master, a Reag e empresas ligadas ao grupo revelam um modelo de engenharia financeira sofisticado, que operava dentro do sistema formal, mas levantou alertas do regulador pela forma como o dinheiro circulava.

O caso ganhou força após medidas do Banco Central e o avanço das investigações, que passaram a questionar se a rentabilidade apresentada por fundos e operações tinha lastro econômico real ou se era resultado de uma estrutura artificial de valorização.

No centro do questionamento está o caminho percorrido pelo dinheiro captado do público e a forma como esses recursos retornavam ao próprio sistema, criando a aparência de lucro, solvência e normalidade financeira. Afinal, como funcionava esse esquema na prática? A BM&C News reuniu informações divulgadas pela investigação para esclarecer esses pontos.

A seguir, o passo a passo de como o esquema funcionava, segundo as investigações.

Foto: BM&C News.

Ciranda financeira: o esquema do Banco Master

Passo 1: captação de recursos por meio de CDBs

O ponto de partida do esquema era a captação de dinheiro junto ao público por meio de Certificados de Depósito Bancário (CDBs), oferecidos com taxas de retorno superiores à média do mercado.

Os investidores aplicavam recursos em um produto bancário tradicional, com a expectativa de segurança e previsibilidade.

Passo 2: concessão de crédito a empresas sem capacidade financeira

Os recursos captados eram utilizados para conceder empréstimos de grande volume a empresas que, segundo as investigações, não apresentavam capacidade financeira ou geração de caixa compatível com o volume dos recursos recebidos.

Passo 3: direcionamento dos recursos para fundos administrados pela Reag

Na etapa seguinte, as empresas que receberam os empréstimos, aplicavam os recursos nos fundos de investimento administrados pela Reag.

O dinheiro, portanto, passava a circular dentro de um mesmo ecossistema financeiro, com vínculos diretos entre os agentes envolvidos.

Passo 4: aquisição e valorização artificial de ativos ilíquidos

Os fundos adquiriram ativos sem liquidez ou sem mercado secundário relevante. Esses ativos eram registrados por essas empresas com valores superfaturados, com base em modelos internos de avaliação.

Esse processo gerava uma valorização contábil sem correspondência com preços observáveis de mercado, inflando o patrimônio dos fundos no papel e criando a aparência de rentabilidade elevada.

Passo 5: criação de fundos em cascata para multiplicação do patrimônio

Após a valorização contábil dos primeiros fundos, foram criados novos fundos dentro da própria estrutura da Reag, pelos envolvidos no esquema, que passaram a investir nesses veículos já inflados. Esses fundos de segundo nível, classificados como fundos de investimento em cotas de fundos (FIC-FI).

Com isso, a mesma base de ativos era reutilizada em diferentes camadas, sempre com valores crescentes no papel. A rentabilidade registrada nos fundos iniciais era replicada nos fundos seguintes, ampliando artificialmente o patrimônio declarado e concentrando os supostos ganhos dentro do próprio grupo econômico.

Passo 6: estruturação de fundos de acesso restrito

As investigações também passaram a analisar a existência de fundos de caráter mais restrito, vinculados a pessoas físicas ou jurídicas ligadas à estrutura, que detinham cotas de fundos em cascata.

Segundo os investigadores, essa configuração dificultava a identificação dos cotistas finais e a rastreabilidade dos fluxos financeiros.

Passo 7: geração de retorno sem lucro econômico real

De acordo com as apurações, os retornos elevados atribuídos a esses fundos não decorriam de lucro econômico efetivo, geração de caixa ou valorização real dos ativos, mas do próprio funcionamento da estrutura.

O dinheiro captado pelo Banco Master por meio de CDBs alimentava o sistema e retornava aos fundos na forma de “rentabilidade” contábil.

Segundo as apurações, parte dos agentes ligados à estrutura teria conseguido realizar resgates ou reduzir exposição ao longo do tempo, enquanto os riscos permaneciam concentrados nos fundos e, indiretamente, nos investidores finais.

Passo 8: ‘driblando’ o sistema

Para o Banco Central, os recursos captados junto aos investidores por meio dos CDBs do Banco Master passavam a circular dentro da própria estrutura financeira e retornavam aos fundos na forma de “rentabilidade”.

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Do ponto de vista regulatório, o dinheiro permanecia aparentemente aplicado nos fundos administrados pela Reag, com registros que indicavam preservação do capital e continuidade normal dos investimentos, apesar da ausência de correspondência com ativos líquidos ou geração de caixa efetiva.

O que está em jogo com o avanço das investigações

Em síntese, as investigações apontam que o caso envolvendo o Banco Master expôs uma estrutura financeira que operava dentro do sistema formal, cuja sustentabilidade dependia da circulação interna de recursos e de valorizações contábeis sem lastro econômico comprovado.

O modelo, ao concentrar riscos no investidor final e criar a aparência de lucro e solvência, acabou atraindo a atenção do regulador.

A atuação do Banco Central e o avanço das investigações buscam agora esclarecer responsabilidades e evitar que esse tipo de engenharia financeira volte a representar risco ao sistema financeiro e aos poupadores.

Foto: Reprodução/BM&C News.

Foto: Reprodução/BM&C News.

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