O noticiário corporativo desta quinta-feira (15) traz uma série de atualizações relevantes para o mercado, envolvendo divulgação de resultados, prévias operacionais, mudanças na alta administração e operações no mercado de capitais.
Entre os destaques, a Camil apresentou lucro estável no terceiro trimestre, enquanto a Movida superou o guidance e reduziu alavancagem.
Corporativo: Camil e Movida
A Camil registrou lucro líquido de R$ 44,1 milhões no terceiro trimestre de 2025, resultado praticamente estável na comparação anual, com queda de 0,6%, mas com recuo de 44% frente ao trimestre anterior.
A receita líquida caiu 5,1%, para R$ 2,9 bilhões, refletindo um ambiente mais desafiador de preços e volumes. Ainda assim, o Ebitda avançou 39,4%, impulsionado por ganhos de eficiência operacional e melhora no mix de produtos.
Já a Movida apresentou um desempenho acima do esperado. A companhia apurou lucro líquido de R$ 102 milhões no quarto trimestre de 2025, alta de 65% na comparação anual e 24% acima do guidance divulgado pela empresa.
O Ebitda da companhia cresceu 20%, para R$ 1,5 bilhão, enquanto a receita avançou 13%. Um dos principais destaques foi a redução da alavancagem para 2,6 vezes, o menor patamar dos últimos cinco anos.
B3, GPA e Vibra em foco
Na B3, os dados operacionais de dezembro mostraram alta no volume financeiro médio diário de ações, que atingiu R$ 30,5 bilhões, crescimento de 1,6% em relação ao mesmo período de 2024 e avanço de 4,3% frente a novembro.
No segmento de derivativos, porém, o volume de contratos futuros caiu 12,9%. A bolsa também informou que as emissões de renda fixa cresceram 24,6% em 2025, enquanto o número de investidores aumentou 4% no ano.
No campo de governança, o GPA informou que rejeitou o pedido de convocação de assembleia geral feito pelos acionistas Rafael Ferri e Hugo Shoiti Fujisawa no início de janeiro. A companhia não detalhou novos desdobramentos além da decisão.
A Vibra anunciou mudança em sua diretoria financeira. O Conselho de Administração elegeu Mauricio Fernandes Teixeira como novo vice-presidente Executivo Financeiro e de Relações com Investidores, substituindo Augusto Ribeiro Junior. O mandato será de dois anos, com posse prevista para 2 de fevereiro de 2026.
Setor imobiliário em destaque
No setor imobiliário, a Moura Dubeux anunciou o lançamento de uma oferta pública primária de cerca de 9,7 milhões de ações ordinárias, com possibilidade de acréscimo de até 100% do volume inicialmente ofertado, conforme decisão do conselho de administração.
A Plano&Plano divulgou prévia operacional indicando que as vendas líquidas somaram R$ 1,5 bilhão no quarto trimestre de 2025, crescimento de 118,8% na comparação anual, reforçando a recuperação do segmento residencial.
Já a Melnick informou vendas brutas de R$ 339 milhões no quarto trimestre, acima dos R$ 285 milhões registrados no mesmo período do ano anterior.
Por fim, a São Martinho comunicou que seu Conselho de Administração aprovou a incorporação da subsidiária integral Nova Egito Agrícola, operação que ainda depende de aprovação em Assembleia Geral Extraordinária e em reunião da sócia da subsidiária, marcadas para 6 de fevereiro de 2026.













